domingo, 6 de dezembro de 2009

Não dá mais. Nosso casamento termina aqui. Você pode me perguntar por que terminar um casamento de 30 anos... Não, o amor não acabou. O amor que sinto por você não é do tipo que se acaba ou se troca por outro. Mas nosso relacionamento caiu na rotina, não tem mais graça. Sou sempre eu quem toma as iniciativas, que te apoia, que fica do seu lado nos momentos difíceis. E você não se importa. Nos momentos mais importantes, naqueles decisivos, você “joga a toalha” e me deixa na mão. E eu sofro. Cansei de sofrer por alguém que não me trata como eu mereço. Ainda te amo. Apesar de todos os seus defeitos, acho que vou amar para sempre. Mas não quero mais me preocupar com você, acompanhar sua vida, sua rotina e, principalmente, seus insucessos. Vou ficar feliz se algum dia receber alguma notícia boa a seu respeito, mas não quero mais estar ao seu lado todo o tempo, me desgastando.
Clube Atlético Mineiro, meu amado Galo, hoje acontece a última rodada do campeonato brasileiro de 2009, e eu abro mão do nosso casamento de uma vida inteira. É inaceitável que um time que passou a maior parte do campeonato na primeira colocação não consiga sequer se classificar para a Copa Libertadores. Você não tem amor próprio. E não respeita seus torcedores. Como toda separação, está doendo. Mas prometo para mim mesma que não acompanho mais os seus jogos, não quero saber os resultados. Estou muito magoada e cansada. A gente se vê por aí.
Com amor,
Ana Amélia

segunda-feira, 2 de novembro de 2009


Chegou a hora. Já divisamos, por entre imensos feixes de espinhos, as linhas inimigas.


Não somos mais capazes de hesitar. Não somos mais. Ao contrário, estamos sedentos pela batalha, com sangue no olho para os desafios.

Queremos luta. Uma luta branca, sem violência. Ansiamos pelas oito escaramuças que nos separam de um feito que há 38 anos buscamos repetir.


Estamos chegando ao campo de batalha com a faca nos dentes e o arco cheio de setas de incentivo. A adrenalina sobe e incha a veia, o coração dispara e a respiração se transforma em um ofegar nervoso. Somos quase humanos e fortes demais para sermos contidos. Não há mais piedade. A piedade trama contra nós.


Eis aqui, na ira e na raça, o povo atleticano, louco para vencer todos os jogos.


O mesmo pulsar, o mesmo respirar, o mesmo ansiar... em um só coração. Pois os nossos corações atleticanos estarão sempre sangrando, serão sempre passionais e alucinados pela mesma bandeira que tremula preta e branca.


Como um tsunami alvinegro, somos uma onda gigantesca capaz de destruir a vontade de nossos adversários, pois a nossa é mais poderosa que a deles.


Oponentes, por favor, nos subestimem. Façam troça de nós. Haveremos de pegá-los dormindo em suas camas feitas de empáfia e de falsos elogios da mídia. A mesma mídia que irá nos aclamar falsamente em breve.


O chão vai tremer, um barulho ensurdecedor invadirá as hostes inimigas quando chegarmos, atropelando tudo como um tsumani preto e branco avassalador. Mas não chegaremos por chegar. Vamos lutar par e passo com a nossa equipe.


Nossos gritos de guerra, tais quais a do povo Maori, serão capazes de incutir medo nas cabeças de quem nos enfrentar. A nossa energia há de imobilizar as pernas de nossos contendores e criará asas nos pés de nossos guerreiros.


Não vaiaremos o nosso time nem por um segundo. Pelo contrário, os aplaudiremos quando errarem.


Não quedaremos num silêncio da apreensão quando a derrota parecer inevitável. Pelo contrário, os incentivaremos nas adversidades até o último minuto.


Não criticaremos o comandante destes grandes guerreiros. Pelo contrário, nós o aclamaremos mesmo quando se equivocar.


O pacto está sacramentado. E a nossa conquista terá a marca da união entre time e torcida, desde o primeiro até o último minuto de luta, seja ela qual for.


E ninguém poderá dizer que não participamos desse momento mágico.


Só aí poderemos celebrar. Só aí olharemos com coragem no olhar do nosso filho e diremos, engasgados, com o coração explodindo de orgulho e lágrimas vencedoras rolando pelo rosto: Meu filho, nós somos campeões brasileiros outra vez!


A partir daí, nada nos importará mais. Não queremos saber de nada mais. Se morrermos, morreremos felizes.


Pois nem a morte é capaz de apagar a nossa paixão pelo Galo! É impossível.


A nossa paixão por este escudo e por este manto é eterna!


É além da vida!

terça-feira, 6 de outubro de 2009

Hoje recebi um e-mail de uma amiga que merece ser postado aqui. Me deu um aperto no coração só de pensar que meu doutorado está andando praticamente sem mim... Ok, trabalhei de forma incansável na fase de criação do teste, na confecção do material, na primeira fase da coleta de dados... Mas agora é uma outra pessoa que está fazendo a coleta por mim. Só me resta rezar e torcer para que tudo dê certo...

Abaixo, o texto que recebi, chamado Parábola da Caixinha, cujo autor é desconhecido.

Um granjeiro pediu certa vez a um sábio que o ajudasse a melhorar sua granja, que tinha baixo rendimento. O sábio escreveu algo em um pedaço de papel, o qual foi colocado numa caixa. Ao entregá-la ao granjeiro, disse: - Leva esta caixa por todos os lados de sua granja, três vezes ao dia, durante um ano.Assim fez o granjeiro. Pela manhã, ao ir ao campo, levando a caixa consigo, encontrou um empregado dormindo, quando este deveria estar trabalhando. Acordou-o e chamou sua atenção. Ao meio-dia, quando foi ao estábulo, encontrou o gado sujo e os cavalos ainda sem sua alimentação.E à noite, indo à cozinha com a caixa, deu-se conta de que o cozinheiro estava desperdiçando os alimentos. A partir daí, todos os dias, ao percorrer sua granja de um lado para outro com seu amuleto, encontrava coisas que deveriam ser corrigidas.Ao final do ano voltou a encontrar o sábio e lhe disse: - Deixe esta caixa comigo por mais um ano. Minha granja melhorou o rendimento desde que estou com o amuleto.O sábio riu e, abrindo a caixa, disse:- Podes ter este amuleto pelo resto da sua vida.No papel havia escrito a seguinte frase: “Se queres que as coisas melhorem, deves acompanhá-las de perto constantemente”.

sábado, 26 de setembro de 2009

De repente... 30!!!!


Caramba... O tempo voa! Já faz uma semana que completei 30 anos... Meu primeiro aniversário longe de casa. Quero dizer, longe da minha família e dos amigos mineiros; afinal, minha casa agora é aqui... Confesso que fiquei receosa, pensei que ficaria deprê, que ninguém se lembraria, e que, por estar em uma cidade onde ainda conheço pouca gente, passaria a data sozinha. Fui agradavelmente surpreendida. Comemorei em um barzinho curitibano, com amigos, colegas de trabalho, vizinhos... Recebi muito carinho de todos. A vida vive nos surpreendendo. Tomara que as próximas surpresas reservadas para mim sejam tão boas quanto o meu primeiro anviersário curitibano...

segunda-feira, 14 de setembro de 2009

Recebi a mensagem abaixo em um e-mail e achei muito interessante. Boa para refletir a respeito do que estamos realmente valorizando na vida...

Esta é a campanha publicitária do CitiBank espalhada pela cidade de São Paulo através de Outdoors.
"Crie filhos em vez de herdeiros."
"Dinheiro só chama dinheiro, não chama para um cineminha, nem para tomar um sorvete."
"Não deixe que o trabalho sobre sua mesa tampe a vista da janela."
"Não é justo fazer declarações anuais ao Fisco e nenhuma para quem você ama."
"Para cada almoço de negócios, faça um jantar à luz de velas."
"Por que as semanas demoram tanto e os anos passam tão rapidinho?"
"Quantas reuniões foram mesmo esta semana? Reúna os amigos."
"Trabalhe, trabalhe, trabalhe. Mas não se esqueça, vírgulas significam pausas..."
"Você pode dar uma festa sem dinheiro. Mas não sem amigos."

Discurso de Abertura (rs)

Olá!

Bem vindos ao meu blog... Há algum tempo me mudei de cidade, de estado, de emprego. Estou longe da família, dos amigos, de tudo o que sempre foi minha referência na vida. E nem sempre é fácil... Não sei ainda se o blog funcionará como um diário, como uma oportunidade de desabafo... Mas, como diz o título, não faltarão ideias. Boas ou más, com ou sem sentido, o que importa é não desistir das ideias. Porque são elas que originam as ações...