Era fim de tarde do dia 12 de abril de 2012. Depois de exames de rotina, a ginecologista diz "não sei se você pode engravidar, seu útero é do tamanho do útero de uma adolescente de 11 anos, não é maduro o suficiente para suportar uma gestação".
Começa o meu desespero. Sempre tive o sonho de ser mãe, e essa notícia tirou meu chão. Passei dias sem querer sair da cama, parecia um zumbi, não tinha ânimo para nada. Cheguei a passar quase 48h sem sair da cama, só chorava. A dor chegava a ser física. Não dormia, não comia, não conseguia trabalhar.
A única vantagem disso tudo, foi que o diagnóstico me fez rever muitas coisas na minha vida, e acabei retomando contato com uma pessoa muito importante na minha história, da qual eu tinha me afastado por orgulho, imaturidade ou sei lá por que...
Decidi procurar uma segunda opinião, fui a outro médico que me disse que realmente meu útero era muito pequeno, mas que talvez houvesse tratamento, e me recomendou procurar um especialista em reprodução. Claro que me animei um pouco, mas sabia que poderia começar um caminho de muito stress, muitos gastos financeiros e, talvez, de prováveis fracassos e frustrações.
E talvez numa tentativa de escapar de tal tratamento, busquei outra médica, na esperança de ouvir que os dois primeiros atavam errados e que eu seria mãe de maneira natural. Mas ela foi curta e grossa: "não posso te ajudar. Seu útero é muito pequeno. Talvez você consiga engravidar, mas vai precisar de tratamento."
Então, lá fui eu para o especialista em reprodução. Foram milhares de exames de sangue, e vários ultrassom. O diagnóstico foi "realmente o útero é pequeno, mas o principal problema é que o endométrio é muito fino, não suportaria a implantação do embrião. Vamos começar um tratamento hormonal e ver como o útero reage. Serão pelo menos 3 meses, com uso ininterrupto da medicação, para ver o ritmo de amadurecimento do útero. A cada 30 dias, faremos novo ultrassom, para acompanhar a evolução e verificar se o hormônio está adequado." E me passou a receita de um hormônio super forte, para que eu começasse a tomar na próxima menstruação.
Mas, felizmente, deu zebra!!!! Rs (no mundo dos esportes, um resultado inesperado é zebra, não é?)
Nem cheguei a começar o tratamento... Engravidei espontaneamente. De um cara que definitivamente não merece essa bênção, mas era alguém com quem eu estava há dois anos e, na época, eu amava. Um babaca que, mesmo sabendo tudo que passei, me pediu para fazer um aborto. Alguém que, se depender de mim, nunca chegará nem perto da minha zebrinha, pois não merece...
E, exatamente 3 meses após a notícia mais terrível da minha vida, no dia 12 de julho de 2012, recebi a notícia mais maravilhosa de todas. Só não foi mais feliz porque o pai (se é que ele pode ser chamado assim) me pediu para matar a minha zebrinha...
Mas o que interessa é que essa zebra cresce a cada dia, mexe e remexe aqui dentro da minha barriga, está se desenvolvendo bem e, se Deus quiser, em breve estará nos meus braços.
É a minha zebrinha, o meu pequeno milagre. O presente mais maravilhoso que a vida me deu.
domingo, 25 de novembro de 2012
terça-feira, 20 de novembro de 2012
Algumas coisas não mudam...
Dizem que o tempo cura tudo. Que basta dar tempo ao tempo. Mas, se isso é verdade, o nosso tempo (ou seria melhor dizer "o tempo entre nós"?) foi pequeno. Foi pouco. Foi insuficiente para curar, para acabar, para levar embora.
Pois, ao reencontrar você, senti exatamente o que imaginei que sentiria... E, sinceramente, não sei se fico feliz ou triste com isso.
Foram longos anos. Muitos. Na verdade, ficamos mais tempo separados do que juntos. E, no último sábado, me senti novamente com 20 anos. Com a pequena diferença de que mal podia tocar em você... Para ser bem sincera, evitei muito contato físico, porque sei exatamente como eu me sentiria se encostasse demais em você.
Caramba, a vida deu tantas voltas!! Mudou muito em alguns aspectos, mas em outros parece que foi congelada. Um verdadeiro filme passou pela minha cabeça durante aquele almoço. E confesso que fiquei pensando se poderia ter sido diferente. E, principalmente, se ainda pode ser diferente. Porque o que já aconteceu é passado, não dá mais para mudar. Não dá para reescrever a história, mas é possível escrever uma nova.
Resta saber se, nos planos do destino, a história é nossa, ou vai continuar sendo a história de cada um, separadamente.
E minha única alternativa é controlar a ansiedade e deixar as coisas acontecerem. Além de rezar para que o melhor aconteça. Com você. Comigo. Ou conosco.
Pois, ao reencontrar você, senti exatamente o que imaginei que sentiria... E, sinceramente, não sei se fico feliz ou triste com isso.
Foram longos anos. Muitos. Na verdade, ficamos mais tempo separados do que juntos. E, no último sábado, me senti novamente com 20 anos. Com a pequena diferença de que mal podia tocar em você... Para ser bem sincera, evitei muito contato físico, porque sei exatamente como eu me sentiria se encostasse demais em você.
Caramba, a vida deu tantas voltas!! Mudou muito em alguns aspectos, mas em outros parece que foi congelada. Um verdadeiro filme passou pela minha cabeça durante aquele almoço. E confesso que fiquei pensando se poderia ter sido diferente. E, principalmente, se ainda pode ser diferente. Porque o que já aconteceu é passado, não dá mais para mudar. Não dá para reescrever a história, mas é possível escrever uma nova.
Resta saber se, nos planos do destino, a história é nossa, ou vai continuar sendo a história de cada um, separadamente.
E minha única alternativa é controlar a ansiedade e deixar as coisas acontecerem. Além de rezar para que o melhor aconteça. Com você. Comigo. Ou conosco.
domingo, 18 de novembro de 2012
sábado, 10 de novembro de 2012
Sobre a trilogia "Cinquenta Tons"
A trilogia "Cinquenta Tons" tem estado, há semanas, entre os livros mais vendidos e mais lidos. Eu li o primeiro e o segundo livros, respectivamente, Cinquenta Tons de Cinza e Cinquenta Tons Mais Escuros, e vou dar a minha opinião sincera, que pode chocar a maioria das pessoas. Na verdade, a mulherada está gostando tanto da tal trilogia, que se eu manifestar publicamente a minha opinião, corro o risco de ser linchada em praça pública.... rs
Vamos começar pelo começo. Acho que a mulherada que se encanta pela trilogia é, com perdão da expressão, um bando de mal comidas. Mulheres que têm medo, ou vergonha, ou sei lá o que, de expressar e experimentar a própria sexualidade, e precisam de um livro erótico, com um personagem lindo e bilionário, para suprir suas necessidades sexuais. E, sinceramente, fico triste que em pleno século XXI, ainda existam (e muitas) mulheres assim!!! O sucesso da trilogia apenas aponta que ainda vivemos numa sociedade predominantemente machista.
Aliás, até o livro é machista!!! O cara é tão possessivo e controlador que proíbe a mulher de se masturbar e explorar o próprio corpo! De acordo com ele, o prazer dela é propriedade (SIM, propriedade!!!!!) dele, e só dele. Ah, faça-me o favor, né?
Além disso tudo, a história é completamente surreal, e vejo a mulherada babando por causa de um cara danado de sortudo, que foi adotado e amado por uma família bilionária, teve todas as melhores oportunidades do mundo, e trata as mulheres como se fossem lixo. O tal "contrato" com as submissas é simplesmente absurdo!!!!
E, na minha opinião, mais absurdo ainda, é mulheres do século XXI, teoricamente tão bem resolvidas, independentes e tal, se apaixonarem por um personagem assim. Não sou socióloga, antropóloga, psicóloga, mas acredito que daria para escrever uma tese de doutorado sobre os personagens e sobre o por quê desta trilogia estar fazendo tanto sucesso entre as mulheres...
Enfatizo que aqui apenas expresso a minha humilde opinião de leitora, que "foi na onda" da moda e gastou algumas horas lendo essa história... Mas, sinceramente, não tenho nem curiosidade para saber como ela termina...
A Dança (Pablo Neruda)
Não te amo como se
fosses a rosa de sal, topázio
Ou flechas de cravos que propagam o fogo:
Te amo como se amam certas coisas obscuras,
Ou flechas de cravos que propagam o fogo:
Te amo como se amam certas coisas obscuras,
Secretamente, entre a sombra e a alma.
Te amo como a planta que não floresce e leva
Dentro de si, oculta, a luz daquelas flores,
E graças a teu amor vive escuro em meu corpo
O apertado aroma que ascendeu da terra.
Te amo sem saber como, nem quando, nem onde,
Te amo como a planta que não floresce e leva
Dentro de si, oculta, a luz daquelas flores,
E graças a teu amor vive escuro em meu corpo
O apertado aroma que ascendeu da terra.
Te amo sem saber como, nem quando, nem onde,
Te amo assim diretamente sem problemas nem orgulho:
Assim te amo porque não sei amar de outra maneira,
Senão assim deste modo que não sou nem és,
Tão perto que tua mão sobre o meu peito é minha,
Tão perto que se fecham teus olhos com meu sonho.
Antes de amar-te, amor, nada era meu:
Vacilei pelas ruas e as coisas.
Nada contava nem tinha nome.
O mundo era do ar que esperava
E conheci salões cinzentos,
Túneis habitados pela lua,
Hangares cruéis que se dependiam,
Perguntas que insistiam na areia.
Tudo estava vazio, morto e mudo.
Caído, abandonado, decaído,
Tudo era inalienavelmente alheio.
Tudo era dos outros e de ninguém,
Até que tua beleza e tua pobreza
De dádivas encheram o outono.
Assim te amo porque não sei amar de outra maneira,
Senão assim deste modo que não sou nem és,
Tão perto que tua mão sobre o meu peito é minha,
Tão perto que se fecham teus olhos com meu sonho.
Antes de amar-te, amor, nada era meu:
Vacilei pelas ruas e as coisas.
Nada contava nem tinha nome.
O mundo era do ar que esperava
E conheci salões cinzentos,
Túneis habitados pela lua,
Hangares cruéis que se dependiam,
Perguntas que insistiam na areia.
Tudo estava vazio, morto e mudo.
Caído, abandonado, decaído,
Tudo era inalienavelmente alheio.
Tudo era dos outros e de ninguém,
Até que tua beleza e tua pobreza
De dádivas encheram o outono.
quarta-feira, 7 de novembro de 2012
Eu acredito em Deus (Rubem Alves)
Eu acredito em Deus!!
Mas não sei se o Deus em que eu acredito, é o mesmo Deus em que acredita o balconista, a professora, o porteiro, o bispo, ou o pastor....
O Deus em que acredito não foi globalizado. O Deus com quem converso não é um
Mas não sei se o Deus em que eu acredito, é o mesmo Deus em que acredita o balconista, a professora, o porteiro, o bispo, ou o pastor....
O Deus em que acredito não foi globalizado. O Deus com quem converso não é um
a pessoa, não é pai de ninguém. É uma ideia, uma energia, uma eminência.
Não tem rosto, portanto não tem barba. Não caminha, portanto não carrega um
cajado. Não está cansado, portanto não tem trono. O Deus que me acompanha não é
bíblico. Jamais se deixaria resumir por dez mandamentos, algumas parábolas e um
pensamento que não se renova.
O meu Deus é tão superior quanto o Deus dos outros, mas sua superioridade está na compreensão das diferenças, na aceitação das fraquezas e no estímulo à felicidade.
O Deus em que acredito me ensina a guerrear conforme as armas que tenho e detecta em mim a honestidade dos atos. Não distribui culpas a granel: as minhas são umas, as do vizinho são outras. Nossa penitência é a reflexão.
Ave Maria, Pai Nosso: isso qualquer um decora sem saber o que está dizendo. Para o Deus em que acredito, só vale o que se está sentindo.
O Deus em que acredito não condena o prazer. Se ele não tem controle sobre enchentes, guerrilhas e violência, se não tem controle sobre traficantes, corruptos e vigaristas, se não tem controle sobre a miséria, o câncer e as mágoas, então que Deus seria ele se ainda por cima condenasse o que nos resta: o lúdico, o sensorial, a libido que nasce com toda criança e se desenvolve livre, se assim o permitirem?
O Deus em que acredito não me abandona, mas me exige mais do que uma flexão de joelhos e uma doação aos pobres: cobra caro pelos meus erros e não aceita promessas performáticas, como carregar uma cruz gigante nos ombros. A cruz pesa onde tem que pesar: dentro.
É onde tudo acontece e Este é o Deus que me acompanha.
Um Deus simples.
Deus que é Deus não precisa ser difícil e distante, sabe tudo e vê tudo. Meu Deus é discreto e otimista. Não se esconde, ao contrário, aparece principalmente nas horas boas para incentivar, para me fazer sentir o quanto vale um pequeno momento grandioso: de um abraço numa amizade, uma música na hora certa, um silêncio.
O Deus em que eu acredito também não inventou o pecado, ou a segregação de credo.
E como ele me deu o Livre-Arbítrio, sou eu apenas que respondo e responderei pelos meus atos.
Rubem Alves.
O meu Deus é tão superior quanto o Deus dos outros, mas sua superioridade está na compreensão das diferenças, na aceitação das fraquezas e no estímulo à felicidade.
O Deus em que acredito me ensina a guerrear conforme as armas que tenho e detecta em mim a honestidade dos atos. Não distribui culpas a granel: as minhas são umas, as do vizinho são outras. Nossa penitência é a reflexão.
Ave Maria, Pai Nosso: isso qualquer um decora sem saber o que está dizendo. Para o Deus em que acredito, só vale o que se está sentindo.
O Deus em que acredito não condena o prazer. Se ele não tem controle sobre enchentes, guerrilhas e violência, se não tem controle sobre traficantes, corruptos e vigaristas, se não tem controle sobre a miséria, o câncer e as mágoas, então que Deus seria ele se ainda por cima condenasse o que nos resta: o lúdico, o sensorial, a libido que nasce com toda criança e se desenvolve livre, se assim o permitirem?
O Deus em que acredito não me abandona, mas me exige mais do que uma flexão de joelhos e uma doação aos pobres: cobra caro pelos meus erros e não aceita promessas performáticas, como carregar uma cruz gigante nos ombros. A cruz pesa onde tem que pesar: dentro.
É onde tudo acontece e Este é o Deus que me acompanha.
Um Deus simples.
Deus que é Deus não precisa ser difícil e distante, sabe tudo e vê tudo. Meu Deus é discreto e otimista. Não se esconde, ao contrário, aparece principalmente nas horas boas para incentivar, para me fazer sentir o quanto vale um pequeno momento grandioso: de um abraço numa amizade, uma música na hora certa, um silêncio.
O Deus em que eu acredito também não inventou o pecado, ou a segregação de credo.
E como ele me deu o Livre-Arbítrio, sou eu apenas que respondo e responderei pelos meus atos.
Rubem Alves.
domingo, 4 de novembro de 2012
sexta-feira, 2 de novembro de 2012
Somente aos Atleticanos
Somos. Graças a Deus.
Vários são os apelidos que nos foram dados.
Vários são os apelidos que nos foram dados.
Se somos patéticos? Com certeza. Posto que somos completamente
abobalhados com o nosso time. Só de pensar que ele existe, ficamos assim,
derretidos, completamente abestalhados, entregues aos seus pés.
Dizem que somos da cachorrada. Confessamos: somos mesmo. Fazemos parte de uma matilha de cães de guarda que sabem
proteger o seu clube. Ficamos ali, de vigia, prontos para atacar quem ousa nos ameaçar. E é bom registrar que só andamos em bando. Uma verdadeira matilha que tutela o seu clube de coração e por ele é capaz não só de ladrar, mas principalmente de morder de tal forma que será difícil desentranhar nossos dentes quando cravados na proteção do nosso dono.
Também dizem por aí que somos galinhas. Somos mesmo. Sabemos colocar nossos jogadores debaixo de nossas asas e deles cuidar como qualquer mãe faz com seus filhotes. Vamos a campo e torcemos com vontade e amor cumprindo nosso papel de guardiães da ninhada que muito nos orgulha.
Nos chamam de flanelinha. Pensando bem, o somos. Somos capazes reservar vagas em nossas agendas só para ver o nosso time jogar. Acompanhá-lo em todos os seus jogos, em seus altos e baixos.
Outros vão dizer que somos fanáticos. Somos também. Somos tão fanáticos que conseguimos lotar dois estádios ao mesmo tempo para acompanhar o nosso time e dá-lhe apoio incondicional em seu momento mais difícil. Coisa que só quem é realmente fanático e apaixonado sabe fazer.
Monotítulo? Também somos. Ostentamos o maior título que um cidadão pode ter: o de ser atleticano. Todos os outros não importam. Ser atleticano já basta. Esse título muito nos orgulha e nos deixa em estado de êxtase absoluto. Coisa que só é possível de compreender se se tem paixão e amor plenos.
Agora, decidiram dizer que somos chorões. Somos mesmo. Choramos com o Galo. Nas derrotas, nas vitórias, nas jogadas fantásticas de nossos ídolos. Choramos de alegria. Choramos de tristeza e até de raiva posto que não nos curvamos às injustiças tantas vezes cometidas com o nosso clube. E, só é capaz de chorar quem verdadeiramente é capaz de amar. E amamos o nosso time. Temos Galo. Na veia. No coração. Nas artérias. Na alma.
Dizem que somos da cachorrada. Confessamos: somos mesmo. Fazemos parte de uma matilha de cães de guarda que sabem
proteger o seu clube. Ficamos ali, de vigia, prontos para atacar quem ousa nos ameaçar. E é bom registrar que só andamos em bando. Uma verdadeira matilha que tutela o seu clube de coração e por ele é capaz não só de ladrar, mas principalmente de morder de tal forma que será difícil desentranhar nossos dentes quando cravados na proteção do nosso dono.
Também dizem por aí que somos galinhas. Somos mesmo. Sabemos colocar nossos jogadores debaixo de nossas asas e deles cuidar como qualquer mãe faz com seus filhotes. Vamos a campo e torcemos com vontade e amor cumprindo nosso papel de guardiães da ninhada que muito nos orgulha.
Nos chamam de flanelinha. Pensando bem, o somos. Somos capazes reservar vagas em nossas agendas só para ver o nosso time jogar. Acompanhá-lo em todos os seus jogos, em seus altos e baixos.
Outros vão dizer que somos fanáticos. Somos também. Somos tão fanáticos que conseguimos lotar dois estádios ao mesmo tempo para acompanhar o nosso time e dá-lhe apoio incondicional em seu momento mais difícil. Coisa que só quem é realmente fanático e apaixonado sabe fazer.
Monotítulo? Também somos. Ostentamos o maior título que um cidadão pode ter: o de ser atleticano. Todos os outros não importam. Ser atleticano já basta. Esse título muito nos orgulha e nos deixa em estado de êxtase absoluto. Coisa que só é possível de compreender se se tem paixão e amor plenos.
Agora, decidiram dizer que somos chorões. Somos mesmo. Choramos com o Galo. Nas derrotas, nas vitórias, nas jogadas fantásticas de nossos ídolos. Choramos de alegria. Choramos de tristeza e até de raiva posto que não nos curvamos às injustiças tantas vezes cometidas com o nosso clube. E, só é capaz de chorar quem verdadeiramente é capaz de amar. E amamos o nosso time. Temos Galo. Na veia. No coração. Nas artérias. Na alma.
E podem nos atribuir qualquer apelido. Daremos a ele o sentido alvinegro. Mas, em meio a tantas alcunhas, é bom que fique claro que temos nome e sobrenome. No meu caso, Ana Amélia Cardoso Clube Atlético Mineiro.
(Texto de Maria Celina Coelho)
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