sexta-feira, 18 de janeiro de 2013

Crianças desajeitadas


Assistindo ao filme dos Smurfs, um dos homenzinhos azuis chama a nossa atenção logo nas primeiras cenas. O Smurf Desastrado (Clumsy, em inglês) tromba, derruba, tropeça, esbarra em tudo e em todos. Além disso, é impedido pelos amigos de participar do ensaio para a festa da Lua Azul, devido à sua “falta de jeito”. Ao ver a cena, a reação das pessoas varia: algumas caem na gargalhada, outras pensam “coitadinho”, e ainda há aquelas que acham um absurdo alguém ser tão desajeitado e atrapalhar a vida dos demais com seu comportamento estabanado.
Existem no mundo milhares de crianças como o Smurf Desastrado. Crianças que vivem trombando nas coisas, quebrando os brinquedos, não aprendem nunca a fazer letra cursiva, têm dificuldades para recortar, não conseguem manejar fechos e botões, são péssimas em esportes, etc, etc, etc... Essas crianças muitas vezes são rotuladas como preguiçosas, incompetentes, e ninguém consegue explicar como e por que crianças tão inteligentes têm tantas dificuldades motoras.
A resposta é Transtorno do Desenvolvimento da Coordenação (TDC). Este transtorno, apesar de não ser muito diagnosticado nos consultórios médicos, é mais frequente do que se imagina. De acordo com estatísticas internacionais, ele acomete 5 a 8% das crianças em idade escolar (isso significa que, em uma sala de aula com 30 crianças, pelo menos 1 a 2 crianças apresentam o transtorno!!!).
As causas do TDC ainda não são conhecidas, mas sabe-se que existe um componente neurológico, apesar de que nenhum teste ou exame consiga detectar o transtorno. O diagnóstico é feito com base nas queixas apresentadas pela família e/ou pela escola. O tratamento é feito por terapeutas ocupacionais, fisioterapeutas, educadores físicos, e é voltado principalmente para melhorar o desempenho da criança nas atividades do dia a dia, e melhorar a coordenação motora.
No Brasil, ainda são poucas as pesquisas sobre o TDC, mas, independentemente da nacionalidade da criança, sabe-se que é importante procurar ajuda, para evitar os efeitos secundários na autoestima, socialização, e desempenho ao longo da vida. Portanto, se você acredita que sua criança é mais desajeitada que o normal, se a “falta de jeito” no dia a dia causa preocupação, procure o pediatra, um neurologista infantil, ou um terapeuta ocupacional e relate suas queixas. Quanto mais cedo a criança iniciar o tratamento, maiores são as chances de ela conseguir vencer suas dificuldades e melhorar sua qualidade de vida, evitando problemas futuros.
No link http://dcd.canchild.ca/en/EducationalMaterials/resources/DCDportuguese.pdf está disponível uma cartilha sobre TDC, caso você se interesse por mais informações.
Ah! E se você viu o filme dos Smurfs, deve se lembrar de que, apesar de todas as dificuldades, o Desastrado acaba se tornando o herói da história... Então, acredite sempre que a sua criança também pode superar as dificuldades!!!

terça-feira, 15 de janeiro de 2013

Preocupante...

Recebi ontem um e-mail enviado pela minha mãe, cujo título era "Preocupante", com as charges que se seguem.
Realmente, são situações muito comuns e frequentes nos dias atuais, e as tirinhas servem para nos estimular a refletir sobre nossas atitudes, as mudanças de valores que estão ocorrendo, a supervalorização da tecnologia e banalização dos contatos sociais, etc. 
São tirinhas preocupantes, mas, principalmente, reflexivas. Vale a pena pensar sobre a que estamos dando importância em nossas vidas...








sexta-feira, 11 de janeiro de 2013

Redes sociais


Poucos dias antes de desativar meu perfil na rede social Facebook, dei de cara com a charge acima. Podia ser apenas mais uma dessas charges "virais" que se espalham espantosamente rápido na rede, mas acabou me chamando a atenção, pois infelizmente reflete o que realmente vemos por aí...
Nas redes sociais, as pessoas reclamam, desabafam, xingam os políticos, os juízes de futebol, criticam tudo e todos, e na maioria das vezes não tomam nenhuma atitude prática e objetiva. Na minha opinião, as redes sociais têm deixado as pessoas mais acomodadas do que já costumavam ser. É muito prático e fácil reclamar de qualquer coisa pela internet. E ficar esperando que alguma coisa mude...
Não estou dizendo que as redes sociais são totalmente inúteis, não é isso. Algumas pessoas utilizam a rede para fazer coisas boas, encontram pessoas desaparecidas, fazem campanhas de doação de sangue, alimentos, etc, utilizam a rede para divulgar uma causa importante para o maior número de pessoas, enfim, fazem algo de bom com a possibilidade de estar em contato com milhares (ou milhões?) de pessoas em pouco tempo. Mas a grande maioria usa mesmo para reclamar da vida, para criticar (sem agir) tudo aquilo que não concordam, para vigiar a vida alheia. E tem aquelas que, seja por consciência pesada ou por baixa auto-estima, vestem a carapuça de tudo o que é publicado pelos seus amigos.
Enfim, por várias razões, decidi desativar minha conta. Percebi que estava gastando horas preciosas do meu tempo conectada na vida alheia, percebi que muito do que eu postava estava sendo encarapuçado pelas pessoas que conheço, percebi que tem gente que está ali e nunca posta nada, nunca comenta ou curte nada, mas sabe da vida de todo mundo. Sei lá, pelo menos temporariamente, quero ficar fora disso tudo. Meu foco agora é curtir o restinho da minha gravidez e a chegada da minha filha, e tenho pavor de que ela fique exposta na internet. Talvez um dia eu reative a minha conta, o meu perfil. Mas, por enquanto, prefiro ser chamada de anti-social...