sexta-feira, 30 de março de 2012
segunda-feira, 12 de março de 2012
ANÁLISE SOCRÁTICA DOS TEMPOS ATUAIS - DO MUNDO VIRTUAL AO ESPIRITUAL
Um texto de Frei Beto, para reflexão...
Ao viajar pelo Oriente, mantive contato com monges do Tibet, da Mongólia, do Japão e da China. Eram homens serenos, comedidos, recolhidos e em paz nos seus mantos cor de açafrão.
Outro dia, eu observava o movimento do aeroporto de São Paulo: a sala de espera cheia de executivos com telefones celulares, preocupados, ansiosos, geralmente comendo mais do que deviam. Com certeza, já haviam tomado café da manhã em casa, mas como a companhia aérea oferecia um outro café, todos comiam vorazmente. Aquilo me fez refletir: `Qual dos dois modelos produz felicidade?´
Encontrei Daniela, 10 anos, no elevador, às nove da manhã, e perguntei: `Não foi à aula?´ Ela respondeu: `Não, tenho aula à tarde´. Comemorei: `Que bom, então de manhã você pode brincar, dormir até mais tarde´. `Não´, retrucou ela, `tenho tanta coisa de manhã...´ `Que tanta coisa?´, perguntei.
`Aulas de inglês, de balé, de pintura, piscina´, e começou a elencar seu programa de garota robotizada.
Fiquei pensando: `Que pena, a Daniela não disse: `Tenho aula de meditação!´
Estamos construindo super-homens e super-mulheres, totalmente equipados, mas emocionalmente infantilizados.
Uma progressista cidade do interior de São Paulo tinha, em 1960, seis livrarias e uma academia de ginástica; hoje, tem sessenta academias de ginástica e três livrarias! Não tenho nada contra malhar o corpo, mas me preocupo com a desproporção em relação à malhação do espírito.
Acho ótimo, vamos todos morrer esbeltos: `Como estava o defunto?´. `Olha, uma maravilha, não tinha uma celulite!´
Mas como fica a questão da subjetividade?
Da espiritualidade?
Da ociosidade amorosa?
Hoje, a palavra é virtualidade. Tudo é virtual. Trancado em seu quarto, em Brasília, um homem pode ter uma amiga intima em Tóquio, sem nenhuma preocupação de conhecer o seu vizinho de prédio ou de quadra! Tudo é virtual.
Somos místicos virtuais, religiosos virtuais, cidadãos virtuais. E somos também eticamente virtuais...
A palavra hoje é ´entretenimento´; domingo, então, é o dia nacional da imbecilização coletiva. Imbecil o apresentador, imbecil quem vai lá e se apresenta no palco, imbecil quem perde a tarde diante da tela. Como a publicidade não consegue vender felicidade, passa a ilusão de que felicidade é o resultado da soma de prazeres: `Se tomar este refrigerante, vestir este tênis, usar esta camisa, comprar este carro, você chega lá!´ O problema é que, em geral, não se chega! Quem cede desenvolve de tal maneira o desejo, que acaba precisando de um analista. Ou de remédios. Quem resiste, aumenta a neurose. O grande desafio é começar a ver o quanto é bom ser livre de todo esse condicionamento globalizante, neoliberal, consumista. Assim, pode-se viver melhor. Aliás, para uma boa saúde mental três requisitos são indispensáveis: amizades, auto-estima, ausência de estresse.
Há uma lógica religiosa no consumismo pós-moderno. Na Idade Média, as cidades adquiriam status construindo uma catedral; hoje, no Brasil, constrói-se um shopping Center. É curioso: a maioria dos shoppings centers tem linhas arquitetônicas de catedrais estilizadas; neles não se pode ir de qualquer maneira, é preciso vestir roupa de missa de domingo. E ali dentro sente-se uma sensação paradisíaca: não há mendigos, crianças de rua, sujeira pelas calçadas...
Entra-se naqueles claustros ao som do gregoriano pós-moderno, aquela musiquinha de esperar dentista.
Observam-se vários nichos, todas aquelas capelas com os veneráveis objetos de consumo, acolitados por belas sacerdotisas.
Quem pode comprar à vista, sente-se no reino dos céus. Se deve passar cheque pré-datado, pagar a crédito, entrar no cheque especial, sente-se no purgatório. Mas se não pode comprar, certamente vai se sentir no inferno.
Felizmente, terminam todos na eucaristia pós-moderna, irmanados na mesma mesa, com o mesmo suco e o mesmo hambúrguer do Mc Donald´s...
Costumo advertir os balconistas que me cercam à porta das lojas: `Estou apenas fazendo um passeio socrático.´ Diante de seus olhares espantados, explico: `Sócrates, filósofo grego, também gostava de descansar a cabeça percorrendo o centro comercial de Atenas. Quando vendedores, como vocês, o assediavam, ele respondia: “Estou apenas observando quanta coisa existe de que não preciso para ser feliz!”
sexta-feira, 9 de março de 2012
O CÉTICO E O LÚCIDO ...
No ventre de uma mulher grávida estavam dois bebês. O primeiro pergunta ao outro:
- Você acredita na vida após o nascimento?
- Certamente. Algo tem de haver após o nascimento. Talvez estejamos aqui principalmente porque nós precisamos nos preparar para o que seremos mais tarde.
- Bobagem, não há vida após o nascimento. Como verdadeiramente seria essa vida?
- Eu não sei exatamente, mas certamente haverá mais luz do que aqui. Talvez caminhemos com nossos próprios pés e comeremos com a boca.
- Isso é um absurdo! Caminhar é impossível. E comer com a boca? É totalmente ridículo! O cordão umbilical nos alimenta. Eu digo somente uma coisa: A vida após o nascimento está excluída - o cordão umbilical é muito curto.
- Na verdade, certamente há algo. Talvez seja apenas um pouco diferente do que estamos habituados a ter aqui.
- Mas ninguém nunca voltou de lá, depois do nascimento. O parto apenas encerra a vida. E afinal de contas, a vida é nada mais do que a angústia prolongada na escuridão.
- Bem, eu não sei exatamente como será depois do nascimento, mas com certeza veremos a mamãe e ela cuidará de nós.
- Mamãe? Você acredita na mamãe? E onde ela supostamente está?
- Onde? Em tudo à nossa volta! Nela e através dela nós vivemos. Sem ela tudo isso não existiria.
- Eu não acredito! Eu nunca vi nenhuma mamãe, por isso é claro que não existe nenhuma.
- Bem, mas às vezes quando estamos em silêncio, você pode ouvi-la cantando, ou sente, como ela afaga nosso mundo. Saiba, eu penso que só então a vida real nos espera e agora apenas estamos nos preparando para ela...
(vi este texto no facebook de um amigo. Não sei quem é o autor, mas vale a pena ler...)
- Você acredita na vida após o nascimento?
- Certamente. Algo tem de haver após o nascimento. Talvez estejamos aqui principalmente porque nós precisamos nos preparar para o que seremos mais tarde.
- Bobagem, não há vida após o nascimento. Como verdadeiramente seria essa vida?
- Eu não sei exatamente, mas certamente haverá mais luz do que aqui. Talvez caminhemos com nossos próprios pés e comeremos com a boca.
- Isso é um absurdo! Caminhar é impossível. E comer com a boca? É totalmente ridículo! O cordão umbilical nos alimenta. Eu digo somente uma coisa: A vida após o nascimento está excluída - o cordão umbilical é muito curto.
- Na verdade, certamente há algo. Talvez seja apenas um pouco diferente do que estamos habituados a ter aqui.
- Mas ninguém nunca voltou de lá, depois do nascimento. O parto apenas encerra a vida. E afinal de contas, a vida é nada mais do que a angústia prolongada na escuridão.
- Bem, eu não sei exatamente como será depois do nascimento, mas com certeza veremos a mamãe e ela cuidará de nós.
- Mamãe? Você acredita na mamãe? E onde ela supostamente está?
- Onde? Em tudo à nossa volta! Nela e através dela nós vivemos. Sem ela tudo isso não existiria.
- Eu não acredito! Eu nunca vi nenhuma mamãe, por isso é claro que não existe nenhuma.
- Bem, mas às vezes quando estamos em silêncio, você pode ouvi-la cantando, ou sente, como ela afaga nosso mundo. Saiba, eu penso que só então a vida real nos espera e agora apenas estamos nos preparando para ela...
(vi este texto no facebook de um amigo. Não sei quem é o autor, mas vale a pena ler...)
quinta-feira, 8 de março de 2012
terça-feira, 6 de março de 2012
O que ela quer
Vi este texto no facebook de uma amiga, e acho que reflete bem o que tenho sentido nos últimos tempos. Infelizmente, não sei quem é o autor...
"Ela não quer um namorado... Ela quer um Homem. Daqueles capazes de reconhecer os valores que ela tem. Só os Homens de verdade são capazes de reconhecer Mulheres que valem a pena... Que valem o empenho e tudo pra fazê-la se sentir bem, forte, desejada, respeitada e amada de verdade. Ela quer um Homem que a veja com olhos de verdade e afeto. Quer ser ela mesma, pois já abriu mão demais e agora o que ela precisa é não precisar de quem não reconhece suas qualidades. Descobriu que não precisa passar por situações lamentáveis que a privaram de ver amigos e viver emoções. Ela quer sem precisar... Quer ser egoísta pra aprender dividir. No fundo, ela não quer um menino... Ela quer um companheiro que seja Homem suficiente pra ser só dela."
segunda-feira, 5 de março de 2012
Sobre o tempo
O trecho abaixo foi dito pelo personagem Lourenço, no último capítulo da novela "A Vida da Gente":
“Ninguém entra num mesmo rio uma segunda vez. Pois quando isso acontece já não se é o mesmo, assim como as águas que já serão outras. Foi um filósofo grego que viveu no século V AC (século quinto Antes de Cristo), Eráclito de Éfeso, quem fez essa formulação que até hoje nos fascina: ‘o fluxo eterno das coisas, é a própria essência do mundo’, apontou Eráclito.
E se ainda hoje ficamos espantados com isso é porque nos apegamos teimosamente ao que já passou, esperando no fundo que tudo permaneça igual.
Então, é necessário um filósofo da antiguidade ou um escritor contemporâneo pra nos fazer entender que nada é permanente, a não ser a mudança.
Olha só, eu separei aqui um trecho do ‘Grande Sertão’ onde o Guimarães Rosa, fala um pouco sobre isso, olha só que beleza:
“O mais importante e bonito do mundo é isto, que as pessoas não são sempre iguais, ainda não foram terminadas, mas que elas vão sempre mudando, afinam ou desafinam, verdade maior. É o que a vida me ensinou...”
Não é incrível?
O filósofo flagra a fluidez e o escritor se maravilha com isso.
“É o mais bonito da vida”, diz Guimarães Rosa.
É uma celebração do movimento, não é um lamento. O tempo não pára. E isso é belo. Então, semana que vem, nós nos encontraremos aqui, e eu serei outro, e vocês também.”
E se ainda hoje ficamos espantados com isso é porque nos apegamos teimosamente ao que já passou, esperando no fundo que tudo permaneça igual.
Então, é necessário um filósofo da antiguidade ou um escritor contemporâneo pra nos fazer entender que nada é permanente, a não ser a mudança.
Olha só, eu separei aqui um trecho do ‘Grande Sertão’ onde o Guimarães Rosa, fala um pouco sobre isso, olha só que beleza:
“O mais importante e bonito do mundo é isto, que as pessoas não são sempre iguais, ainda não foram terminadas, mas que elas vão sempre mudando, afinam ou desafinam, verdade maior. É o que a vida me ensinou...”
Não é incrível?
O filósofo flagra a fluidez e o escritor se maravilha com isso.
“É o mais bonito da vida”, diz Guimarães Rosa.
É uma celebração do movimento, não é um lamento. O tempo não pára. E isso é belo. Então, semana que vem, nós nos encontraremos aqui, e eu serei outro, e vocês também.”
sábado, 3 de março de 2012
Dura realidade
Recebi o texto abaixo de uma amiga, também professora universitária. Não sei quem é o autor, mas o texto é bastante realista em relação à vida dos professores universitários federais do Brasil...
Qual é sua profissão? Será que você se identifica com a descrição abaixo?
Você não formou em administração, mas tem que administrar o caos com o mínimo de infra-estrutura e dinheiro, dirigir reuniões sem fim nas quais todos se acham os verdadeiros chefes natos. Não é, necessariamente, formado em direito, mas tem que trabalhar em diversas comissões de cunho jurídico e para tanto tem que virar a noite lendo e entendendo das leis.
Talvez não tenha se formado em arquitetura nem decoração, mas tem que orientar (muitas vezes pagar) a organização de seu espaço de trabalho, comprar armários e mesas e material de escritório. Não se formou, necessariamente, em secretariado, mas tem que atender e responder chamadas (geralmente do seu celular porque não dispõe de ramal para todas as salas), organizar agenda de forma que tarefas que geralmente são executadas em 7 dias sejam realizadas em 24 horas (e durante 24 horas corridas!), responder a 50 emails no mínimo por dia (antes de encontrar com a pessoa que te enviou no corredor e ser cobrado!), e tudo isto datilografando perfeitamente com todos os dedos para não perder tempo, corrigir (quando não redigir) as atas das reuniões, etc, etc. Não é mais estagiário da Cruz Vermelha, mas ainda tem que levar correspondência ao correio, levar ofício em outro departamento com o SEU carro, material para xerocar, para encadernar, etc, etc. Não é empresário, mas gerencia uma micro-empresa para a qual tem que inclusive arranjar financiamento para que ela funcione. Não trabalha na NASA, mas tem que fazer projetos a altura desta para conseguir financiamento para seu trabalho. Não se formou, necessariamente, em contabilidade, mas tem que fazer relatório financeiro para prestar contas de projetos e mais contas para os recursos disponibilizados possibilitarem o fim do projeto. Não é estoquista, mas tem que conferir material, cuidar para não vencer ou acabar o material de consumo e cuidar do material permanente como se fosse seu, e rezar para não dar defeito pois, certamente, não terá recursos para arrumar. Não é, necessariamente, formado em letras, mas tem que ler, falar e entender fluentemente no mínimo 3 idiomas e além de escrever, tem que revisar periódicos em todas as línguas. Não é, necessariamente, formado em Estatística, mas tem que
dominar todos os modelos de pesquisa e as mais variadas análises, assim como as diferentes representações gráficas. Não fez, necessariamente, Relações Internacionais, mas tem que fazer parceria com o mundo todo para dar conta de projetos preferencialmente “sem fronteira”. Você tem a felicidade de não bater ponto e conta isto como vantagem (isto porque não conseguiram instalar o ponto na sua casa para registrar as horas extras). Quando você fala que vai ficar em casa trabalhando ninguém acredita, e sua família não entende porque você só fica em casa …trabalhando…
Se você fez graduação, especialização e mestrado, sua formação nunca é suficiente e certamente fez ou terá que fazer doutorado e pós-doutorado (no mínimo 3 em 3 continentes diferentes) e com toda essa formação ganha o mesmo salário que muitos profissionais que tem formação inferior. Sempre perguntam se “Você só dá aula?” e você tenta explicar sem sucesso que esta é a parte mais fácil do seu TRABALHO, e para “só dá aula” ainda tem que abrir a sala, arrumar as carteiras, montar o projetor, levar o seu computador e rezar para tudo funcionar…
Você tem direito a 45 dias de férias no ano e não consegue tirar nem 15(e certamente os Fiscais Federais do Trabalho não irão fiscalizar e nem multar seu patrão!). Mas tudo bem, você viaja a Congressos e pensam que você tira 90 dias por ano pois só vai lá para passear.
Se você ministra aula para um curso bem avaliado pelo ENADE e disseram que você não fez mais do que sua obrigação OU se o curso que você ministra aula foi mal avaliado pelo ENADE e a culpa certamente foi considerada sua e de seus colegas que não estão trabalhando direito,
Você tem que fazer ENSINO (na graduação, na pós-graduação, na especialização para complementar a renda – se o TCU deixar), PESQUISA (de ponta!) e EXTENSÃO e ainda integrar tudo isto junto com a administração, a produção científica e a orientação de não menos que 5 ou mais alunos de pós, 5 ou mais de graduação, comissões especiais, bancas especiais, reuniões especiais, eleições e cargos especiais, etc, etc, etc, (tudo especial!), E se é da área de saúde, meu amigo, agora é sério, estou com mais dó de você do que de mim. Se não é, apoie seu amigo da área. Ao menos desta estamos fora: ouvi falar no refeitório que vem aí o MEC com mil propostas inovadoras de residências, tudo com prazo, para ontem, você perde suas férias para enviar o projeto, vai dar mais aulas, vai orientar mais pessoas, vai atender mais pacientes e NÃO vai ter esta atividade reconhecida em seu relatório anual (é um bico… sem adicional, que fique claro!). E se tudo isto não bastasse, se para atingir o nível máximo de sua carreira, depois de fazer tudo isto você ainda terá que provar para uma banca que tudo que você fez foi importante para a sociedade, foi verdade e não foi só sua coisa de sua imaginação, e torcer para liberarem vaga para o “cargo máximo” antes de você se aposentar (o que é fácil para uns, mas muito difícil para outros, sem ter nada com política gente!), Nem tudo é desvantagem, você provavelmente ainda tem o direito e o luxo de assistir ao Fantástico (do lado direito uma tese para ler e corrigir para banca na segunda feira e do lado esquerdo o processo para dar o parecer e todos depois de discutirem horas em reunião, chegarem a conclusão que o seu parecer não tem o menor sentido!).
Bom… a esta altura existem as seguintes possibilidades:
1) você ainda não se identificou e não é ESTE PROFISSIONAL,
2) você se identificou…então é grave, vamos parar por aqui, antes que você aumente o número de ESTE PROFISSIONAL que está lotando os consultórios de psiquiatria.
SIM, VOCÊ É UM PROFESSOR UNIVERSITÁRIO FEDERAL 40 HORAS COM DEDICAÇÃO EXCLUSIVA. SUA FAMÍLIA TEM CERTEZA DISTO EXCETO QUANDO VÊ O SALÁRIO NO FIM DO MÊS!!
Em tempo de carnaval … se divertir pra quê? Vai ler, escrever, corrigir, planejar, organizar, estudar … Olha o lattes aí gente!!!! ou parte para a opção da covardia: finge não ser ESTE PROFISSIONAL (como tantos por aí, e não assume metade das funções acima e deixa para os demais e se vangloria da sua esperteza de ganhar o mesmo salário e o pior: passa e é aprovado na avaliação de desempenho).
É… e pensar que eu sou um DESTE PROFISSIONAL com muito orgulho, pois sei que contribuo e sou essencial para a sociedade.
Mas o salário… bom, se você é ESTE PROFISSIONAL sabe como é! Não é a soma de todas as pseudoprofissões que você exerce!! E nem proporcional a sua carga horária de trabalho… AUTOR MUITO CONHECIDO
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