segunda-feira, 27 de fevereiro de 2012

Bem assim mesmo...

"Mas quer saber? Eu olho pra ele e fico pensando sozinha: será que alguém nesse mundo faria o que ele faz por mim? Porque ele me escuta, me aguenta, me mima, me inspira, me faz sentir a mulher mais linda e especial do mundo. E eu acredito nele, acredito em mim e acho o amor a coisa mais egoísta que existe. A gente ama o outro por tudo aquilo o que ele nos faz sentir. (E ser). É, pessoal."
(Fernanda Mello)

domingo, 26 de fevereiro de 2012

Uma pergunta

A pergunta que não quer calar é:
"O que está faltando?"

sexta-feira, 10 de fevereiro de 2012

Sim, eu te amo

Sim, eu amo você.
Mas talvez meu grande erro tenha sido te dizer isso...
Você, agora, está acomodado. Acha que meu mundo gira em torno do seu umbigo.
Tola pretensão...
Alguns erros a gente só comete uma vez na vida. E eu já cometi a minha cota.
Sim, eu amo você. Talvez mais do que amei qualquer outro homem antes. Talvez de uma forma que nunca antes amei ninguém. Talvez porque você seja único e incomparável.
Mas a minha vida continua. Apesar de você (ou seria, por você?).
Eu não vou abandonar meus amigos, minha história, minha rotina.
Se você quiser fazer parte desta história, ótimo. Se não, azar o seu. Aprenderei a amar outro que goste de mim com a vida que eu tenho hoje...
E tenho dito!

quinta-feira, 9 de fevereiro de 2012

Lenda Hindu – A serpente e o santo


          Contam as tradições populares da Índia que existia uma serpente venenosa em certo campo. Ninguém se aventurava a passar por lá, receando-lhe o assalto. Mas um santo homem, a serviço de Deus, buscou a região, mais confiado no Senhor do que em si mesmo. A serpente o atacou, desrespeitosa. Ele dominou-a, porém, com o olhar sereno, falou:
                _ Minha irmã, é da lei que não façamos mal a ninguém.
                A víbora recolheu-se, envergonhada. Continuou o sábio o seu caminho e a serpente modificou-se completamente. Procurou os lugares habitados pelo homem, como desejosa de reparar antigos crimes. Mostrou-se integralmente pacífica, mas, desde então, começaram a abusar dela. Quando lhe identificaram a submissão absoluta, homens, mulheres e crianças davam-lhe pedradas. A infeliz recolheu-se à toca, desalentada. Vivia aflita, medrosa, desanimada.
Eis, porém, que o santo voltou pelo mesmo caminho e deliberou visitá-la. Espantou-se, observando tamanha ruína. A serpente contou-lhe, então, a história amargurada. Desejava ser boa, afável e carinhosa, mas as criaturas perseguiam-na e apedrejavam-na. O sábio pensou, pensou, e respondeu após ouvi-la:
_ Mas, minha irmã, houve um engano de tua parte. Aconselhei-te a não morderes ninguém, a não praticardes o assassínio e a perseguição, mas não te disse que evitasses de assustar os maus. Não ataques as criaturas de Deus, nossas irmãs no mesmo caminho da vida, mas defende a tua cooperação na obra do Senhor. Não mordas, nem firas, mas é preciso manter o perverso à distância, mostrando-lhe os teus dentes e emitindo os teus silvos.
(Livro “Os Mensageiros”, André Luís, psicografia de Chico Xavier)

terça-feira, 7 de fevereiro de 2012

Amélia, mulher de verdade

No dia 28 de janeiro, o coração dela cansou de bater.
Depois de 90 anos de muita batalha, 9 filhos, 23 netos e alguns bisnetos (sinceramente, perdi a conta...), a minha avó, Amélia Rodrigues Cardoso, a dona Luca, foi se encontrar com meu avô, seu marido, do outro lado da vida.
Mário Lago dizia que Amélia era mulher de verdade, que não tinha a menor vaidade. A primeira parte é totalmente real quando se fala na D. Luca. Mas, em compensação, a vaidade ali sobrava... O que nunca impediu que ela trabalhasse muito, cuidasse da casa, dos filhos, dos netos. Sempre com um batonzinho! E bastante creme hidratante!
A saudade dói, não é fácil saber que nunca mais veremos pessoalmente alguém que amamos. Pelo menos, não nessa vida... Rs
Mas, felizmente, as memórias estarão sempre presentes, e farão sempre lembrar o quanto valia a pena estar ao lado dela. Gosto de infância, para mim, é pão caseiro quentinho, que dava para sentir o cheiro antes mesmo de entrar na casa dela. Arroz, feijão, bife e batata frita, que nunca experimentei igual. Batata frita na gordura de coco, bem sequinha e crocante. E bife com caldinho, bem macio... Hum... É, esses aí eu nunca mais vou comer.
Também não vou mais ouvir as piadas safadas que ela gostava de contar. Piadas repetidas, que já tínhamos ouvido umas mil vezes, mas que ela tinha um jeitinho especial de contar.
E ninguém nunca mais vai me atormentar tanto para comer paçoca, ou melhor, “rolha”, como ela dizia. Nem insistir insanamente para eu ir apanhar jabuticaba ou mexerica, mesmo sabendo que eu não gostava. “Apanha e leva pra sua mãe”, ela dizia.
Eu poderia passar horas aqui enumerando vários motivos pelos quais a partida dela é triste. Mas, em homenagem a ela, não posso ficar triste. Ela nunca gostou de tristeza. Queria sempre nos fazer rir.  E sei que ela está bem. E um dia a gente ainda vai se encontrar de novo.
Amélia, mulher de verdade. Mãe de verdade, vó de verdade. Sempre. Tenho muito orgulho de ser a única neta que carrega o seu nome. Responsabilidade grande, mas espero ser uma mulher de verdade como a senhora.