Eu procuro um amor
Que ainda não encontrei
Diferente de todos que amei...
Nos seus olhos quero descobrir
Uma razão para viver
E as feridas dessa vida
Eu quero esquecer...
Pode ser que eu o encontre
Numa fila de cinema
Numa esquina
Ou numa mesa de bar...
Procuro um amor
Que seja bom pra mim
Vou procurar
Eu vou até o fim...
E eu vou tratá-lo bem
Pra que ele não tenha medo
Quando começar a conhecer
Os meus segredos...
Pode ser que eu gagueje
Sem saber o que falar
Mas eu disfarço
E não saio sem ele de lá...
quinta-feira, 28 de abril de 2011
quarta-feira, 27 de abril de 2011
Vale quanto pesa
Essa música, de autoria do Luiz Melodia, faz parte de um CD do Barão Vermelho que eu adoro... Adoro tanto o CD quanto a música... Aliás, Barão é tudo de bom. Com ou sem Cazuza... hehe
Quanto você ganha pra me enganar
Quanto você paga pra me ver sofrer
E quanto você força pra me derreter
Sou forte feito cobra coral
Semente brota em qualquer local
Um velho novo cartão postal
Aquela madrugada deu em nada
Deu em muito deu em sol
Aquele seu desejo me deu medo
Me deu força me deu mal
Ai de mim, de nós dois
Ai de mim, de nós dois
Vale quanto pesa, reza a lesa de nós dois
Ai de mim, de nós dois
Temos um passado já marcado
Não podemos mentir
Beijos demorados afirmados
Não podemos mentir
Sou forte feito cobra coral
Semente brota em qualquer local
Um velho novo catão postal
Aquela madrugada deu em nada
Deu em muito, deu em sol
Aquele seu desejo me deu medo
Me deu força, me deu mal
Ai de mim, de nós dois
Ai de mim, de nós dois
Samba, de nós dois
Ai de mim, de nós dois
Vale quanto pesa, reza a lesa de nós dois
Ai de mim, de nós dois
Quanto você ganha pra me enganar
Quanto você paga pra me ver sofrer
E quanto você força pra me derreter
Sou forte feito cobra coral
Semente brota em qualquer local
Um velho novo cartão postal
Aquela madrugada deu em nada
Deu em muito deu em sol
Aquele seu desejo me deu medo
Me deu força me deu mal
Ai de mim, de nós dois
Ai de mim, de nós dois
Vale quanto pesa, reza a lesa de nós dois
Ai de mim, de nós dois
Temos um passado já marcado
Não podemos mentir
Beijos demorados afirmados
Não podemos mentir
Sou forte feito cobra coral
Semente brota em qualquer local
Um velho novo catão postal
Aquela madrugada deu em nada
Deu em muito, deu em sol
Aquele seu desejo me deu medo
Me deu força, me deu mal
Ai de mim, de nós dois
Ai de mim, de nós dois
Samba, de nós dois
Ai de mim, de nós dois
Vale quanto pesa, reza a lesa de nós dois
Ai de mim, de nós dois
Fica a dica...
Pessoal,
no domingo, durante o almoço na casa de uma amiga, o irmão dela começou a fazer uma brincadeira de "jogar" o nome das pessoas no Google e ver o que aparecia... E só aí eu percebi que não tinha me precavido com relação a uma pessoa com a qual vinha me relacionando... Então, fica a dica: antes de cair na armadilha de se apaixonar sem conhecer a pessoa com a qual está saindo, aproveite o que a tecnologia tem a seu favor: pesquise, procure, descubra várias coisas via Google. Porque você pode perceber que a canoa está furada, bem antes de se aventurar a entrar nela e correr o risco de se afogar depois!!!
A bocó aqui nem tinha pensado nisso antes... Quanto sofrimento poderia ter sido evitado... Aiai!!!
no domingo, durante o almoço na casa de uma amiga, o irmão dela começou a fazer uma brincadeira de "jogar" o nome das pessoas no Google e ver o que aparecia... E só aí eu percebi que não tinha me precavido com relação a uma pessoa com a qual vinha me relacionando... Então, fica a dica: antes de cair na armadilha de se apaixonar sem conhecer a pessoa com a qual está saindo, aproveite o que a tecnologia tem a seu favor: pesquise, procure, descubra várias coisas via Google. Porque você pode perceber que a canoa está furada, bem antes de se aventurar a entrar nela e correr o risco de se afogar depois!!!
A bocó aqui nem tinha pensado nisso antes... Quanto sofrimento poderia ter sido evitado... Aiai!!!
terça-feira, 26 de abril de 2011
Mensagem a um pai
Escrevi este texto já há algum tempo (em novembro do ano passado, se não me engano...), especialmente para um pai. Achei que estava sendo muito dura com ele e desisti de postar. Mas hoje, como este pai não faz mais parte da minha vida, fica a postagem como uma mensagem para quem a carapuça servir...
Não. Você não ama seu filho. Diz isso apenas da boca para fora. Ou porque acha que um pai tem a obrigação de amar um filho.
Não. Você não ama seu filho. Quem ama não abandona. Quem ama quer estar perto. Quem ama cuida. Quem ama está presente. Quem ama faz parte.
Você pode até dizer que a culpa é da mãe dele, que foi ela quem o afastou de você. Mas, se você realmente o amasse, você não permitiria isso. Que tipo de homem é você, afinal? Corre atrás do que você ama!
Você diz que ama seu filho. Mas você acompanhou a primeira vez que ele andou de bicicleta? Você estava presente no dia em que ele caiu do brinquedo no parquinho da escola e quebrou o braço? Você está presente quando ele tem febre de madrugada? Você estava ao lado dele no dia em que ele recebeu "honra ao mérito" por ser o melhor aluno da turma?
Não. Você está a quilômetros de distância. Pode ser a 20 km ou a 2000 km de distância. Não interessa. O que importa é que você não está lá. O que importa é que você, na verdade, não se importa.
Não. Você não ama seu filho. Se você realmente o amasse, moveria céus e terras para estar com ele. Para crescer com ele. Para aprender com ele. Para conviver com ele.
Comprar uma calça jeans de marca ou um tênis caro não conta. Isso é material. E só. Mostrar a foto dele e encher a boca para dizer "meu filho", também não adianta. O que seu filho quer é amor. E isso você não sabe (ou não quer) dar.
Não. Você não ama seu filho. Se amasse, estaria com ele neste exato momento. Presente. Fazendo parte.
Não. Você não ama seu filho.
E sabe o que é mais triste nesta história toda? O seu filho sabe que você não o ama.
Não. Você não ama seu filho. Diz isso apenas da boca para fora. Ou porque acha que um pai tem a obrigação de amar um filho.
Não. Você não ama seu filho. Quem ama não abandona. Quem ama quer estar perto. Quem ama cuida. Quem ama está presente. Quem ama faz parte.
Você pode até dizer que a culpa é da mãe dele, que foi ela quem o afastou de você. Mas, se você realmente o amasse, você não permitiria isso. Que tipo de homem é você, afinal? Corre atrás do que você ama!
Você diz que ama seu filho. Mas você acompanhou a primeira vez que ele andou de bicicleta? Você estava presente no dia em que ele caiu do brinquedo no parquinho da escola e quebrou o braço? Você está presente quando ele tem febre de madrugada? Você estava ao lado dele no dia em que ele recebeu "honra ao mérito" por ser o melhor aluno da turma?
Não. Você está a quilômetros de distância. Pode ser a 20 km ou a 2000 km de distância. Não interessa. O que importa é que você não está lá. O que importa é que você, na verdade, não se importa.
Não. Você não ama seu filho. Se você realmente o amasse, moveria céus e terras para estar com ele. Para crescer com ele. Para aprender com ele. Para conviver com ele.
Comprar uma calça jeans de marca ou um tênis caro não conta. Isso é material. E só. Mostrar a foto dele e encher a boca para dizer "meu filho", também não adianta. O que seu filho quer é amor. E isso você não sabe (ou não quer) dar.
Não. Você não ama seu filho. Se amasse, estaria com ele neste exato momento. Presente. Fazendo parte.
Não. Você não ama seu filho.
E sabe o que é mais triste nesta história toda? O seu filho sabe que você não o ama.
Apenas uma reflexão...
Alguém disse ou fez alguma coisa que te magoou ou te ofendeu?
Se a resposta é SIM, pense a respeito.
Provavelmente a pessoa tem razão.
Quando algo nos magoa ou nos ofende, geralmente é porque mexe com aqueles conteúdos inconscientes que não queremos enfrentar...
Se a resposta é SIM, pense a respeito.
Provavelmente a pessoa tem razão.
Quando algo nos magoa ou nos ofende, geralmente é porque mexe com aqueles conteúdos inconscientes que não queremos enfrentar...
segunda-feira, 25 de abril de 2011
Aos Amigos
Amigos são a família que temos a oportunidade de escolher.
Ou não.
Algumas vezes eles simplesmente aparecem em nossa vida. Ou são eles que nos escolhem
Eu não acredito no acaso. Sei que nada acontece sem motivo. E fico muito feliz por Deus ter reservado tantas pessoas especiais para colocar no meu caminho. Especialmente nos últimos tempos.
A mudança para Curitiba foi bem difícil no começo, mas atualmente tenho me sentido bem acolhida por várias pessoas aqui.
Ontem, por exemplo, eu poderia ter passado sozinha o domingo de Páscoa. Mas fui convidada para um almoço de família muito divertido na casa da Mônica. Hum... Tudo uma delícia!!!
Obrigada, Aline (e família), Angela, Ira, Maria José, Marina, Mônica (minha irmã mais velha), Regina, Rosibeth, Valdemor (querido pai postiço), Carol, André... Obrigada pela atenção, pela companhia, pelo carinho, pelos bons momentos que passamos juntos. Obrigada também aos velhos amigos, aqueles de Minas, que estão sempre no meu coração... Rúbia, Monique, Lourenço, Bia, Clarice...
Obrigada por fazerem parte da minha vida.
Hoje e sempre.
Ou não.
Algumas vezes eles simplesmente aparecem em nossa vida. Ou são eles que nos escolhem
Eu não acredito no acaso. Sei que nada acontece sem motivo. E fico muito feliz por Deus ter reservado tantas pessoas especiais para colocar no meu caminho. Especialmente nos últimos tempos.
A mudança para Curitiba foi bem difícil no começo, mas atualmente tenho me sentido bem acolhida por várias pessoas aqui.
Ontem, por exemplo, eu poderia ter passado sozinha o domingo de Páscoa. Mas fui convidada para um almoço de família muito divertido na casa da Mônica. Hum... Tudo uma delícia!!!
Obrigada, Aline (e família), Angela, Ira, Maria José, Marina, Mônica (minha irmã mais velha), Regina, Rosibeth, Valdemor (querido pai postiço), Carol, André... Obrigada pela atenção, pela companhia, pelo carinho, pelos bons momentos que passamos juntos. Obrigada também aos velhos amigos, aqueles de Minas, que estão sempre no meu coração... Rúbia, Monique, Lourenço, Bia, Clarice...
Obrigada por fazerem parte da minha vida.
Hoje e sempre.
domingo, 24 de abril de 2011
Rio
Essa semana, aproveitando o feriado, fui ao cinema com minha "irmãzinha" caçula, a Carol. Fomos assistir "Rio", o desenho animado que tem feito muito sucesso aqui no Brasil, justamente por ter como cenário principal a cidade do Rio de Janeiro. As cenas são bem feitas, o desenho é de excelente qualidade, mas infelizmente o filme mostra uma visão extremamente americanizada do Brasil... Carnaval, favela, mulheres seminuas, tráfico...
Sinceramente, saí do cinema bastante decepcionada. É triste perceber que a visão estrangeira a respeito do Brasil não mudou. E nós, brasileiros, pagamos para assistir ao filme... E o pior: vários brasileiros gostam...
É. Vai ver que é por essas e outras que o Brasil não vai pra frente... :P
Sinceramente, saí do cinema bastante decepcionada. É triste perceber que a visão estrangeira a respeito do Brasil não mudou. E nós, brasileiros, pagamos para assistir ao filme... E o pior: vários brasileiros gostam...
É. Vai ver que é por essas e outras que o Brasil não vai pra frente... :P
Nem Jesus Cristo aguentaria ser professor nos dias de hoje...
Ok, hoje é dia de Páscoa, e pode não ser o melhor dia para postar uma piadinha dessas... Mas recebi este e-mail de uma amiga e não consegui resistir à publicá-lo, porque é uma triste realidade...
O Sermão da montanha (*versão para educadores*)
Naquele tempo, Jesus subiu a um monte seguido pela multidão e, sentado sobre uma grande pedra, deixou que os seus discípulos e seguidores se aproximassem.
Ele os preparava para serem os educadores capazes de transmitir a lição da Boa Nova a todos os homens.
Tomando a palavra, disse-lhes:
- Em verdade, em verdade vos digo:
Felizes os pobres de espírito, porque deles é o reino dos céus.
Felizes os que tem fome e sede de justiça, porque serão saciados.
Felizes os misericordiosos, porque eles...
Pedro o interrompeu:
- Mestre, vamos ter que saber isso de cor?
André perguntou:
- É pra copiar? À lápis ou à caneta??
Filipe lamentou-se:
- Esqueci meu papiro!
Bartolomeu quis saber:
- Vai cair na prova?
João levantou a mão:
- Posso ir ao banheiro?
Judas Iscariotes resmungou:
- O que é que a gente vai ganhar com isso?
Judas Tadeu defendeu-se:
- Foi o outro Judas que perguntou!
Tomé questionou:
- Tem uma fórmula pra provar que isso tá certo?
Tiago Maior indagou:
- Vai valer nota?
Tiago Menor reclamou:
- Não ouvi nada, com esse grandão na minha frente.
Simão Zelote gritou, nervoso:
- Mas por que é que não dá logo a resposta e pronto?
Mateus queixou-se:
- Eu não entendi nada, ninguém entendeu nada!
Um dos fariseus, que nunca tinha estado diante de uma multidão nem ensinado nada a ninguém, tomou a palavra e dirigiu-se a Jesus, dizendo:
- Isso que o senhor está fazendo é uma aula?
Onde está o seu plano de curso e a avaliação diagnóstica?
Quais são os objetivos gerais e específicos?
Quais são as suas estratégias para recuperação dos conhecimentos prévios?
Caifás emendou:
- Fez uma programação que inclua os temas transversais e atividades integradoras com outras disciplinas?
E os espaços para incluir os parâmetros curriculares gerais?
Elaborou os conteúdos conceituais, processuais e atitudinais?
Pilatos, sentado lá no fundão, disse a Jesus:
- Quero ver as avaliações da primeira, segunda e terceira etapas e reservo-me o direito de, ao final, aumentar as notas dos seus discípulos para que se cumpram as promessas do Imperador de um ensino de qualidade.
Nem pensar em números e estatísticas que coloquem em dúvida a eficácia do nosso projeto.
E vê lá se não vai reprovar alguém!
Lembre-se que você ainda não é professor titular...
O Sermão da montanha (*versão para educadores*)
Naquele tempo, Jesus subiu a um monte seguido pela multidão e, sentado sobre uma grande pedra, deixou que os seus discípulos e seguidores se aproximassem.
Ele os preparava para serem os educadores capazes de transmitir a lição da Boa Nova a todos os homens.
Tomando a palavra, disse-lhes:
- Em verdade, em verdade vos digo:
Felizes os pobres de espírito, porque deles é o reino dos céus.
Felizes os que tem fome e sede de justiça, porque serão saciados.
Felizes os misericordiosos, porque eles...
Pedro o interrompeu:
- Mestre, vamos ter que saber isso de cor?
André perguntou:
- É pra copiar? À lápis ou à caneta??
Filipe lamentou-se:
- Esqueci meu papiro!
Bartolomeu quis saber:
- Vai cair na prova?
João levantou a mão:
- Posso ir ao banheiro?
Judas Iscariotes resmungou:
- O que é que a gente vai ganhar com isso?
Judas Tadeu defendeu-se:
- Foi o outro Judas que perguntou!
Tomé questionou:
- Tem uma fórmula pra provar que isso tá certo?
Tiago Maior indagou:
- Vai valer nota?
Tiago Menor reclamou:
- Não ouvi nada, com esse grandão na minha frente.
Simão Zelote gritou, nervoso:
- Mas por que é que não dá logo a resposta e pronto?
Mateus queixou-se:
- Eu não entendi nada, ninguém entendeu nada!
Um dos fariseus, que nunca tinha estado diante de uma multidão nem ensinado nada a ninguém, tomou a palavra e dirigiu-se a Jesus, dizendo:
- Isso que o senhor está fazendo é uma aula?
Onde está o seu plano de curso e a avaliação diagnóstica?
Quais são os objetivos gerais e específicos?
Quais são as suas estratégias para recuperação dos conhecimentos prévios?
Caifás emendou:
- Fez uma programação que inclua os temas transversais e atividades integradoras com outras disciplinas?
E os espaços para incluir os parâmetros curriculares gerais?
Elaborou os conteúdos conceituais, processuais e atitudinais?
Pilatos, sentado lá no fundão, disse a Jesus:
- Quero ver as avaliações da primeira, segunda e terceira etapas e reservo-me o direito de, ao final, aumentar as notas dos seus discípulos para que se cumpram as promessas do Imperador de um ensino de qualidade.
Nem pensar em números e estatísticas que coloquem em dúvida a eficácia do nosso projeto.
E vê lá se não vai reprovar alguém!
Lembre-se que você ainda não é professor titular...
A Fábula do Porco Espinho
Durante a era glacial, muitos animais morriam por causa do frio.
Os porcos-espinhos, percebendo a situação, resolveram se juntar em grupos, assim se agasalhavam e se protegiam mutuamente, mas os espinhos de cada um feriam os companheiros mais próximos, justamente os que ofereciam mais calor.
Por isso decidiram se afastar uns dos outros e começaram de novo a morrer congelados.
Então precisaram fazer uma escolha: ou desapareciam da Terra ou aceitavam os espinhos dos companheiros.
Com sabedoria, decidiram voltar a ficar juntos.
Aprenderam assim a conviver com as pequenas feridas que a relação com uma pessoa muito próxima podia causar, já que o mais importante era o calor do outro.
E assim sobreviveram.
Moral da História:
O melhor relacionamento não é aquele que une pessoas perfeitas, mas aquele onde cada um aprende a conviver com os defeitos do outro, e admirar suas qualidades.
Os porcos-espinhos, percebendo a situação, resolveram se juntar em grupos, assim se agasalhavam e se protegiam mutuamente, mas os espinhos de cada um feriam os companheiros mais próximos, justamente os que ofereciam mais calor.
Por isso decidiram se afastar uns dos outros e começaram de novo a morrer congelados.
Então precisaram fazer uma escolha: ou desapareciam da Terra ou aceitavam os espinhos dos companheiros.
Com sabedoria, decidiram voltar a ficar juntos.
Aprenderam assim a conviver com as pequenas feridas que a relação com uma pessoa muito próxima podia causar, já que o mais importante era o calor do outro.
E assim sobreviveram.
Moral da História:
O melhor relacionamento não é aquele que une pessoas perfeitas, mas aquele onde cada um aprende a conviver com os defeitos do outro, e admirar suas qualidades.
quinta-feira, 21 de abril de 2011
Sobre HOMENS de verdade
Ultimamente tenho percebido que muitos homens não conseguem se tornar HOMENS. Não só com H maiúsculo, mas com todas as letras... Acho que as mudanças sociais têm influenciado bastante, as mulheres estão assumindo cada vez mais os papeis que antes eram dos homens, os pais atualmente "passam a mão na cabeça" dos filhos e não os preparam para o mundo (e isso não serve só para homens...). E, infelizmente, apesar de terem 20, 30, 40 anos ou mais, vários homens se comportam como meninos ou adolescentes...
O que digo aqui não tem nenhum embasamento teórico, é apenas uma opinião pessoal, baseada nas minhas vivências e no que tenho observado entre amigos e conhecidos.
Um HOMEM de verdade:
Assume suas escolhas.
Assume suas responsabilidades.
Não precisa ser intimado judicialmente para pagar a pensão do seus filhos, independentemente da situação em que foram gerados, e da relação que tenha com a mãe deles. E, é óbvio, ele não abandona seus filhos, está sempre por perto, aconteça o que acontecer.
Não permite que uma pessoa com a qual está se relacionando (seja namorada, ficante, peguete, etc...) fique em casa sozinha ardendo em febre. Este HOMEM de verdade liga, pergunta se ela está precisando de alguma coisa, a acompanha até o hospital, cuida dela dentro das suas possibilidades...
Não enrola uma mulher apaixonada por ele durante meses a fio, sabendo que não a ama, simplesmente para ter garantida a transa do final de semana.
Não passa noites na gandaia, em pleno dia de semana, enchendo a cara para fugir dos problemas.
Tem coragem para correr atrás do que quer.
Assume suas opiniões, e suas atitudes sempre refletem aquilo que diz. Sim, ele pode mudar de ideia, é claro, mas ele assume que mudou, e tem argumentos para isso...
Assume seus erros, e tenta mudar suas atitudes.
Não tem vergonha de apresentar para seus amigos a mulher com quem está saindo, nem de conhecer os amigos dela, enfim, assume o relacionamento, mesmo que ainda estejam se conhecendo. Aliás, faz parte do processo de conhecer uma pessoa entrar em contato com os amigos dela, com o ambiente que ela frequenta, com as pessoas que ela convive.
Não foge de si mesmo, de seus problemas, de suas dificuldades.
Não tem medo de falar sobre o que sente, o que pensa...
Não, um HOMEM de verdade não é perfeito. Mas ele está sempre tentando ser melhor hoje do que foi ontem...
Bem, na minha opinião, essas são apenas algumas características fundamentais de um HOMEM de verdade. E, infelizmente, um HOMEM de verdade não se encontra em qualquer esquina... E o pior, tem vários moleques por aí que acham que só porque pagam uma cerveja para uma mulher de vez em quando e as satisfazem na cama, são HOMENS de verdade... Afffff
O que digo aqui não tem nenhum embasamento teórico, é apenas uma opinião pessoal, baseada nas minhas vivências e no que tenho observado entre amigos e conhecidos.
Um HOMEM de verdade:
Assume suas escolhas.
Assume suas responsabilidades.
Não precisa ser intimado judicialmente para pagar a pensão do seus filhos, independentemente da situação em que foram gerados, e da relação que tenha com a mãe deles. E, é óbvio, ele não abandona seus filhos, está sempre por perto, aconteça o que acontecer.
Não permite que uma pessoa com a qual está se relacionando (seja namorada, ficante, peguete, etc...) fique em casa sozinha ardendo em febre. Este HOMEM de verdade liga, pergunta se ela está precisando de alguma coisa, a acompanha até o hospital, cuida dela dentro das suas possibilidades...
Não enrola uma mulher apaixonada por ele durante meses a fio, sabendo que não a ama, simplesmente para ter garantida a transa do final de semana.
Não passa noites na gandaia, em pleno dia de semana, enchendo a cara para fugir dos problemas.
Tem coragem para correr atrás do que quer.
Assume suas opiniões, e suas atitudes sempre refletem aquilo que diz. Sim, ele pode mudar de ideia, é claro, mas ele assume que mudou, e tem argumentos para isso...
Assume seus erros, e tenta mudar suas atitudes.
Não tem vergonha de apresentar para seus amigos a mulher com quem está saindo, nem de conhecer os amigos dela, enfim, assume o relacionamento, mesmo que ainda estejam se conhecendo. Aliás, faz parte do processo de conhecer uma pessoa entrar em contato com os amigos dela, com o ambiente que ela frequenta, com as pessoas que ela convive.
Não foge de si mesmo, de seus problemas, de suas dificuldades.
Não tem medo de falar sobre o que sente, o que pensa...
Não, um HOMEM de verdade não é perfeito. Mas ele está sempre tentando ser melhor hoje do que foi ontem...
Bem, na minha opinião, essas são apenas algumas características fundamentais de um HOMEM de verdade. E, infelizmente, um HOMEM de verdade não se encontra em qualquer esquina... E o pior, tem vários moleques por aí que acham que só porque pagam uma cerveja para uma mulher de vez em quando e as satisfazem na cama, são HOMENS de verdade... Afffff
Sugestão de leitura
Essa semana li um livro bastante interessante, escrito pela Martha Medeiros. É um livro sobre o final de um relacionamento, um pouco triste é verdade, mas bastante realista (e quem disse que a realidade não é triste também?).
É um bom livro para nós, mulheres, percebermos que todas passamos por dificuldades semelhantes, sentimentos semelhantes, bons momentos semelhantes, ilusões semelhantes. É um livro que mostra como o ser humano é complexo, como não é fácil amar e ser amado, como não é fácil ser feliz, mesmo que o (a) parceiro (a) pareça ter saído de um conto de fadas especialmente para nos fazer companhia. Quero dizer, talvez ele até tenha saído de um conto de fadas, mas ao invés de ser o príncipe ou a princesa, é a madrasta má, a bruxa, o lobo mau...
Não sei se tem a ver com a fase que estou passando atualmente, mas li o livro inteiro de uma vez só. Em uma noite, antes de dormir. A leitura fluia bem, na medida em que eu me identificava com vários trechos da história.
A Martha Medeiros é, na minha opinião, uma das grandes escritoras da atualidade. Ela desvenda o mundo feminino com maestria, com olhar crítico e provocador, que nos faz pensar em nossas atitudes, nossos erros e acertos, nossa vida de modo geral.
Quem tiver um tempinho, vale muito a pena ler.
E, parafraseando a autora, "Amar prescinde de entendimento. Por isso não sei amar, porque sou viciada em entender." (Martha Medeiros)
Enjoy it!
É um bom livro para nós, mulheres, percebermos que todas passamos por dificuldades semelhantes, sentimentos semelhantes, bons momentos semelhantes, ilusões semelhantes. É um livro que mostra como o ser humano é complexo, como não é fácil amar e ser amado, como não é fácil ser feliz, mesmo que o (a) parceiro (a) pareça ter saído de um conto de fadas especialmente para nos fazer companhia. Quero dizer, talvez ele até tenha saído de um conto de fadas, mas ao invés de ser o príncipe ou a princesa, é a madrasta má, a bruxa, o lobo mau...
Não sei se tem a ver com a fase que estou passando atualmente, mas li o livro inteiro de uma vez só. Em uma noite, antes de dormir. A leitura fluia bem, na medida em que eu me identificava com vários trechos da história.
A Martha Medeiros é, na minha opinião, uma das grandes escritoras da atualidade. Ela desvenda o mundo feminino com maestria, com olhar crítico e provocador, que nos faz pensar em nossas atitudes, nossos erros e acertos, nossa vida de modo geral.
Quem tiver um tempinho, vale muito a pena ler.
E, parafraseando a autora, "Amar prescinde de entendimento. Por isso não sei amar, porque sou viciada em entender." (Martha Medeiros)
Enjoy it!
quarta-feira, 20 de abril de 2011
Mutante (Rita Lee e Roberto de Carvalho)
Adoro essa música, e estou me sentindo bem assim nos últimos dias...
Juro que não vai doer
Se um dia eu roubar
O seu anel de brilhantes
Afinal de contas
Dei meu coração
E você pôs na estante
Como um troféu
No meio da buginganga
Você me deixou de tanga
Ai de mim que sou romântica...
Quando eu me sinto
Um pouco rejeitada
Me dá um nó na garganta
Choro até secar a alma
De toda mágoa
Depois eu passo pra outra
Como um mutante
No fundo sempre sozinho
Seguindo o meu caminho
Ai de mim que sou romântica...
Kiss me baby, kiss me...
Pena que você não me quis
Não me suicidei por um triz
Ai de mim que sou assim
Romântica, assim!
Romântica! Romântica!
Juro que não vai doer
Se um dia eu roubar
O seu anel de brilhantes
Afinal de contas
Dei meu coração
E você pôs na estante
Como um troféu
No meio da buginganga
Você me deixou de tanga
Ai de mim que sou romântica...
Quando eu me sinto
Um pouco rejeitada
Me dá um nó na garganta
Choro até secar a alma
De toda mágoa
Depois eu passo pra outra
Como um mutante
No fundo sempre sozinho
Seguindo o meu caminho
Ai de mim que sou romântica...
Kiss me baby, kiss me...
Pena que você não me quis
Não me suicidei por um triz
Ai de mim que sou assim
Romântica, assim!
Romântica! Romântica!
terça-feira, 19 de abril de 2011
Onde anda você? (Vinícius de Moraes)
E por falar em saudade onde anda você
Onde andam seus olhos que a gente não vê
Onde anda esse corpo
Que me deixou louco de tanto prazer
E por falar em beleza onde anda a canção
Que se ouvia na noite dos bares de então
Onde a gente ficava,onde a gente se amava
Em total solidão
Hoje eu saio na noite vazia
Numa boemia sem razão de ser
Na rotina dos bares,que apesar dos pesares,
Me trazem você
E por falar em paixão, em razão de viver,
Você bem que podia me aparecer
Nesses mesmos lugares, na noite, nos bares
Onde anda você?
Onde andam seus olhos que a gente não vê
Onde anda esse corpo
Que me deixou louco de tanto prazer
E por falar em beleza onde anda a canção
Que se ouvia na noite dos bares de então
Onde a gente ficava,onde a gente se amava
Em total solidão
Hoje eu saio na noite vazia
Numa boemia sem razão de ser
Na rotina dos bares,que apesar dos pesares,
Me trazem você
E por falar em paixão, em razão de viver,
Você bem que podia me aparecer
Nesses mesmos lugares, na noite, nos bares
Onde anda você?
segunda-feira, 18 de abril de 2011
Entre dois amores (Crônica de Rubem Alves)
Estou lendo "O Retorno e Terno", de Rubem Alves, e a crônica abaixo me chamou particularmente a atenção... Especialmente o trecho que destaquei...
O seu coração estava dividido entre dois amores. De um lado, um velho amor que se desfazia e do qual, se despedia. Tinha estado ligado àquela mulher por anos de afeto manso e tranqüilo, de amizade real e sincera. Coisa alguma poderia negar este fato. Durante este tempo, ele se sentira como alguém que caminha por uma planície colorida, sem montanhas e abismos, o ar claro e sem brumas, sabendo exatamente o que o esperava. Seu amor havia alcançado aquela condição de certeza sem surpresas, livre dos sofrimentos do ciúme e das dúvidas que são o inferno dos apaixonados. E era isto que ele deixava para trás. E por isto sofria. Encontrara uma outra mulher cuja imagem, por razões que ele não podia compreender, despertara das cavernas da sua memória uma outra cena cheia de mistérios, de perfumes exóticos, de penumbras eróticas, onde crescia o fruto dourado da vida. E ali, nesta nova cena que se refletia nos olhos daquela mulher, e se via como um homem diferente, de corpo jovem dotado de asas, pronto a voar pelo desconhecido, em nada semelhante ao ser doméstico ruminante que morava na cena do seu primeiro amor.
Apaixonara-se por ela. Apaixonara-se pela bela cena que via como aura mágica, em torno daquele rosto. Apaixonara-se pela sua própria imagem, refletida naquele olhar. Queria tê-la para poder ter-se deste modo intenso que nunca antes experimentara.Era preciso dizer adeus. Deixar para trás a antiga companheira fiel, e a cena pálida, descolorida e monótona que aparecia em sua aura cansada. Assim são os velhos amores: fiéis e cansados… Mas a idéia de magoá-la o horrorizava. Chegar para ela e simplesmente dizer: “Estou apaixonado por outra mulher. Vou-me embora…” — isto seria uma grosseria que ele nunca se perdoaria. Queria poupar-lhe a dor de ver-se deixada só, na plataforma da estação, enquanto ele partia.A dor de quem fica é sempre maior.
Parece-se com a dor após sepultamento,quando se volta para a casa, e o espaço se enche com a presença de uma ausência. Na verdade a dor da partida é maior que a dor da morte. Pois o morto se foi contra a vontade. Partiu me amando. Partiu triste por me deixar. Nenhuma alegria o espera. Por isto os pensamentos de quem ficou descansam tranqüilos, sem serem perturbados por fantasias dos novos amores e prazeres à espera do que morreu. Pois nada o aguarda. A morte pode ser a eternalização do amor. A morte fixa a bela cena, enquanto a partida destrói a bela cena. O apaixonado sofreria menos com a morte da pessoa amada que com a sua partida para um novo amor. Quem quiser entender as razões dos crimes de amor terá de levar isto em consideração. Quem mata por amor é como um fotógrafo que deseja eternizar a imagem amada na bela cena. Não era isto que Cassiano Ricardo sugeria no seu poema ´ Você e o seu retrato`? Ele pergunta: Por que tenho saudade de você, no retrato, ainda que o mais recente?E por que um simples retrato, mais que você, me comove, se você mesma está presente? E depois de sugerir várias respostas ela faz a seguinte afirmação: Talvez porque, no retrato, você está imóvel, sem respiração…Você, viva, ingrata, é a permanente possibilidade da surpresa, do gesto que irá destruir a beleza. Mas, no retrato, você fica imóvel. Transforma-se em quadro. Quem mata por amor é um fotógrafo (cruel) que imobiliza a bela cena. E assim a coloca na parede, como objeto de saudade e devoção, para sempre. Bem dizia Roland Barthes que a única coisa que se encontra fixada na fotografia, qualquer fotografia, é a morte.
Sim, o que fazer? Como partir sem fazer sofrer demais uma pessoa boa, por quem se tinha um afeto sincero? Por vezes uma mentira é o melhor caminho. Há verdades cruéis e mentiras bondosas. Na encruzilhada ética entre a verdade e a bondade, que a bondade triunfe.Imaginou então uma mentira. Iria dizer que estava em dúvidas sobre se ela realmente o amava. Que por vezes ele a observava com o olhar perdido, e que imaginava seus pensamentos distantes, andando por outros amores. Que, inclusive, durante o sono, ela dissera repetidas vezes o nome de um homem (Pobrezinha! Não teria formas de contestá-lo. Pois estava dormindo…) Assim, ele queria que os dois se dessem um tempo. Que ficassem longe, provisoriamente, a fim de que os sentimentos pudessem ficar mais claros. A distância é um excelente remédio para as confusões do amor. E assim ele fez.Ela ouviu suas alegações tranqüilamente, sem sobressaltos aparentes. Terminada a sua fala, quando ele se preparava para ouvir as contra- argumentações que deveriam se seguir, o que ele ouviu foi outra coisa: — Sabe? Cada vez mais me surpreende a sua sensibilidade. Como foi que você percebeu? Fiz tudo para esconder meus sentimentos de você! Eu não queria magoá-lo! Mas agora que você já sabe, é bom assumir a nossa verdade. De fato, há um outro. Chegou a hora de dizer adeus…
O que aconteceu naquele instante ele nunca pôde compreender. Pois aquelas palavras eram tudo de que precisava. Estava livre para se entregar sem culpas a sua nova paixão. Mas a única coisa que ele sentiu foi a dor imensa de uma paixão que repentinamente explodia por aquela mulher que lhe dizia adeus… E ele se viu solitário e triste, na plataforma vazia da estação, enquanto ela partia… Só lhe restava voltar para a casa vazia, onde ninguém o esperava… Como eu já disse: não é a pessoa que amamos; é a cena”.
O seu coração estava dividido entre dois amores. De um lado, um velho amor que se desfazia e do qual, se despedia. Tinha estado ligado àquela mulher por anos de afeto manso e tranqüilo, de amizade real e sincera. Coisa alguma poderia negar este fato. Durante este tempo, ele se sentira como alguém que caminha por uma planície colorida, sem montanhas e abismos, o ar claro e sem brumas, sabendo exatamente o que o esperava. Seu amor havia alcançado aquela condição de certeza sem surpresas, livre dos sofrimentos do ciúme e das dúvidas que são o inferno dos apaixonados. E era isto que ele deixava para trás. E por isto sofria. Encontrara uma outra mulher cuja imagem, por razões que ele não podia compreender, despertara das cavernas da sua memória uma outra cena cheia de mistérios, de perfumes exóticos, de penumbras eróticas, onde crescia o fruto dourado da vida. E ali, nesta nova cena que se refletia nos olhos daquela mulher, e se via como um homem diferente, de corpo jovem dotado de asas, pronto a voar pelo desconhecido, em nada semelhante ao ser doméstico ruminante que morava na cena do seu primeiro amor.
Apaixonara-se por ela. Apaixonara-se pela bela cena que via como aura mágica, em torno daquele rosto. Apaixonara-se pela sua própria imagem, refletida naquele olhar. Queria tê-la para poder ter-se deste modo intenso que nunca antes experimentara.Era preciso dizer adeus. Deixar para trás a antiga companheira fiel, e a cena pálida, descolorida e monótona que aparecia em sua aura cansada. Assim são os velhos amores: fiéis e cansados… Mas a idéia de magoá-la o horrorizava. Chegar para ela e simplesmente dizer: “Estou apaixonado por outra mulher. Vou-me embora…” — isto seria uma grosseria que ele nunca se perdoaria. Queria poupar-lhe a dor de ver-se deixada só, na plataforma da estação, enquanto ele partia.A dor de quem fica é sempre maior.
Parece-se com a dor após sepultamento,quando se volta para a casa, e o espaço se enche com a presença de uma ausência. Na verdade a dor da partida é maior que a dor da morte. Pois o morto se foi contra a vontade. Partiu me amando. Partiu triste por me deixar. Nenhuma alegria o espera. Por isto os pensamentos de quem ficou descansam tranqüilos, sem serem perturbados por fantasias dos novos amores e prazeres à espera do que morreu. Pois nada o aguarda. A morte pode ser a eternalização do amor. A morte fixa a bela cena, enquanto a partida destrói a bela cena. O apaixonado sofreria menos com a morte da pessoa amada que com a sua partida para um novo amor. Quem quiser entender as razões dos crimes de amor terá de levar isto em consideração. Quem mata por amor é como um fotógrafo que deseja eternizar a imagem amada na bela cena. Não era isto que Cassiano Ricardo sugeria no seu poema ´ Você e o seu retrato`? Ele pergunta: Por que tenho saudade de você, no retrato, ainda que o mais recente?E por que um simples retrato, mais que você, me comove, se você mesma está presente? E depois de sugerir várias respostas ela faz a seguinte afirmação: Talvez porque, no retrato, você está imóvel, sem respiração…Você, viva, ingrata, é a permanente possibilidade da surpresa, do gesto que irá destruir a beleza. Mas, no retrato, você fica imóvel. Transforma-se em quadro. Quem mata por amor é um fotógrafo (cruel) que imobiliza a bela cena. E assim a coloca na parede, como objeto de saudade e devoção, para sempre. Bem dizia Roland Barthes que a única coisa que se encontra fixada na fotografia, qualquer fotografia, é a morte.
Sim, o que fazer? Como partir sem fazer sofrer demais uma pessoa boa, por quem se tinha um afeto sincero? Por vezes uma mentira é o melhor caminho. Há verdades cruéis e mentiras bondosas. Na encruzilhada ética entre a verdade e a bondade, que a bondade triunfe.Imaginou então uma mentira. Iria dizer que estava em dúvidas sobre se ela realmente o amava. Que por vezes ele a observava com o olhar perdido, e que imaginava seus pensamentos distantes, andando por outros amores. Que, inclusive, durante o sono, ela dissera repetidas vezes o nome de um homem (Pobrezinha! Não teria formas de contestá-lo. Pois estava dormindo…) Assim, ele queria que os dois se dessem um tempo. Que ficassem longe, provisoriamente, a fim de que os sentimentos pudessem ficar mais claros. A distância é um excelente remédio para as confusões do amor. E assim ele fez.Ela ouviu suas alegações tranqüilamente, sem sobressaltos aparentes. Terminada a sua fala, quando ele se preparava para ouvir as contra- argumentações que deveriam se seguir, o que ele ouviu foi outra coisa: — Sabe? Cada vez mais me surpreende a sua sensibilidade. Como foi que você percebeu? Fiz tudo para esconder meus sentimentos de você! Eu não queria magoá-lo! Mas agora que você já sabe, é bom assumir a nossa verdade. De fato, há um outro. Chegou a hora de dizer adeus…
O que aconteceu naquele instante ele nunca pôde compreender. Pois aquelas palavras eram tudo de que precisava. Estava livre para se entregar sem culpas a sua nova paixão. Mas a única coisa que ele sentiu foi a dor imensa de uma paixão que repentinamente explodia por aquela mulher que lhe dizia adeus… E ele se viu solitário e triste, na plataforma vazia da estação, enquanto ela partia… Só lhe restava voltar para a casa vazia, onde ninguém o esperava… Como eu já disse: não é a pessoa que amamos; é a cena”.
quinta-feira, 14 de abril de 2011
quarta-feira, 13 de abril de 2011
Mediocridade opcional
Vi este texto no orkut da minha irmã e gostei bastante...
"Atenção para um aviso importante: a mediocridade é opcional. Ao contrário das outras mazelas da vida, essa você só tem se quiser. Sendo que já não será um medíocre quem tentar não sê-lo. E tentar é fácil, tente. Está provado: o ser humano é metade genes, metade meio-ambiente. Você não pode fazer nada se a genética não lhe favoreceu em algum aspecto, mas pode fazer tudo para melhorar a qualidade da sua relação com o resto do mundo. Tirando dele o que ele tem de melhor e vice-versa. Não estamos dizendo que vai ser fácil mas por acaso é fácil dançar a dança da garrafa? Comece negando tudo que lhe parecer "medianamente médio". Lembre-se que ser medíocre é mais confortável, por isso fuja do "ah, se tanta gente gosta, por que que eu não vou gostar?" Você não vai gostar porque você merece melhor. Já que ser mediocre é viver na zona franca da existência. Feliz por ser mais um igual. Quando só a diferença faz diferença, por menos diferente que ela seja. Só rompendo com esse poder - sim, a mediocridade é um poder, que controla nossa vida como um déspota cafona - só rompendo com esse poder, poderemos salvar a humanidade. A luta é diária e individual. Mas sempre valerá a pena, pois de mesmice morrem os mesmos".
Fernanda Young
"Atenção para um aviso importante: a mediocridade é opcional. Ao contrário das outras mazelas da vida, essa você só tem se quiser. Sendo que já não será um medíocre quem tentar não sê-lo. E tentar é fácil, tente. Está provado: o ser humano é metade genes, metade meio-ambiente. Você não pode fazer nada se a genética não lhe favoreceu em algum aspecto, mas pode fazer tudo para melhorar a qualidade da sua relação com o resto do mundo. Tirando dele o que ele tem de melhor e vice-versa. Não estamos dizendo que vai ser fácil mas por acaso é fácil dançar a dança da garrafa? Comece negando tudo que lhe parecer "medianamente médio". Lembre-se que ser medíocre é mais confortável, por isso fuja do "ah, se tanta gente gosta, por que que eu não vou gostar?" Você não vai gostar porque você merece melhor. Já que ser mediocre é viver na zona franca da existência. Feliz por ser mais um igual. Quando só a diferença faz diferença, por menos diferente que ela seja. Só rompendo com esse poder - sim, a mediocridade é um poder, que controla nossa vida como um déspota cafona - só rompendo com esse poder, poderemos salvar a humanidade. A luta é diária e individual. Mas sempre valerá a pena, pois de mesmice morrem os mesmos".
Fernanda Young
terça-feira, 12 de abril de 2011
Um dia mais que especial
O frio na barriga era inevitável, afinal, era uma defesa de doutorado.
Mas a tarde do dia 28 de março de 2011 vai ficar na história. Pelo menos na minha história... rs
E, no final, as coisas saíram melhores do que o esperado.
Foi uma tarde longa. A defesa começou às 14h10, com a minha apresentação, que durou 55 minutos. O máximo previsto pelo Programa de Pós-Graduação era 50 minutos, passei um pouquinho do tempo... Mas, como resumir 4 anos de trabalho exaustivo em apenas 50 minutos???
Depois da apresentação, a arguição. A tão temida arguição... Foram 2 horas e 10 minutos no total, com comentários e críticas construtivas da banca, além de questionamentos pertinentes. Não posso negar que estava nervosa. Mas acho que eu sabia do que estava falando...
E, depois da arguição, a reunião da banca para deliberar o resultado. Os vinte minutos mais longos da minha vida... Por mais que a banca tenha elogiado bastante a tese, sempre fica a questão "será que respondi tudo o que eles queriam ouvir?"
Ao final, a Lívia leu o resultado, falou sobre o nosso trabalho durante todos esses anos e nunca vou me esquecer do quanto ela elogiou a minha persistência e capacidade para lidar com adversidades.
É muito bom ver seu trabalho ser reconhecido!
E ser a primeira Terapeuta Ocupacional, Doutora em Ciências da Reabilitação pela UFMG!
No momento em que eu, já doutora, pude falar sobre o trabalho, foi inevitável chorar. Dessa vez, ao contrário do mestrado, eu pelo menos consegui agradecer, mesmo chorando... rs
Nesta hora a sala já estava bem vazia, várias pessoas que assistiram a apresentação e a arguição não esperaram pelo grande final. Mas quem ficou ganhou bombom e marcador de livros como lembrancinha...
E eu aqui, agora, escrevendo sobre o dia da minha defesa de doutorado, estou chorando novamente. Emocionada por mais essa vitória, pelo apoio de todos que estiveram ao meu lado, pela luta que só quem viveu sabe o que é...
Mas a tarde do dia 28 de março de 2011 vai ficar na história. Pelo menos na minha história... rs
E, no final, as coisas saíram melhores do que o esperado.
Foi uma tarde longa. A defesa começou às 14h10, com a minha apresentação, que durou 55 minutos. O máximo previsto pelo Programa de Pós-Graduação era 50 minutos, passei um pouquinho do tempo... Mas, como resumir 4 anos de trabalho exaustivo em apenas 50 minutos???
Depois da apresentação, a arguição. A tão temida arguição... Foram 2 horas e 10 minutos no total, com comentários e críticas construtivas da banca, além de questionamentos pertinentes. Não posso negar que estava nervosa. Mas acho que eu sabia do que estava falando...
E, depois da arguição, a reunião da banca para deliberar o resultado. Os vinte minutos mais longos da minha vida... Por mais que a banca tenha elogiado bastante a tese, sempre fica a questão "será que respondi tudo o que eles queriam ouvir?"
Ao final, a Lívia leu o resultado, falou sobre o nosso trabalho durante todos esses anos e nunca vou me esquecer do quanto ela elogiou a minha persistência e capacidade para lidar com adversidades.
É muito bom ver seu trabalho ser reconhecido!
E ser a primeira Terapeuta Ocupacional, Doutora em Ciências da Reabilitação pela UFMG!
No momento em que eu, já doutora, pude falar sobre o trabalho, foi inevitável chorar. Dessa vez, ao contrário do mestrado, eu pelo menos consegui agradecer, mesmo chorando... rs
Nesta hora a sala já estava bem vazia, várias pessoas que assistiram a apresentação e a arguição não esperaram pelo grande final. Mas quem ficou ganhou bombom e marcador de livros como lembrancinha...
E eu aqui, agora, escrevendo sobre o dia da minha defesa de doutorado, estou chorando novamente. Emocionada por mais essa vitória, pelo apoio de todos que estiveram ao meu lado, pela luta que só quem viveu sabe o que é...
Sem dúvidas, foi um dia mais que especial!
quinta-feira, 7 de abril de 2011
Do lado de cá...
Esse reggae é uma delícia, e a letra é bem bonitinha...
Se a vida às vezes dá uns dias de segundos cinzas
e o tempo tic taca devagar
Põe o teu melhor vestido, brilha teu sorriso
Vem pra cá, vem pra cá
Se a vida muitas vezes só chuvisca, só garoa
e tudo não parece funcionar
Deixe esse problema a toa, pra ficar na boa
Vem pra cá
Do lado de cá, a vista é bonita
A maré é boa de provar
Do lado de cá, eu vivo tranquila
E o meu corpo dança sem parar
Do lado de cá tem música, amigos e alguém para amar
Do lado de cá
Do lado de cá
Se a vida às vezes dá uns dias de segundos cinzas
e o tempo tic taca devagar
Põe o teu melhor vestido, brilha teu sorriso
Vem pra cá, vem pra cá
Se a vida muitas vezes só chuvisca, só garoa
e tudo não parece funcionar
Deixe esse problema a toa, pra ficar na boa
Vem pra cá
Do lado de cá, a vista é bonita
A maré é boa de provar
Do lado de cá, eu vivo tranquila
E o meu corpo dança sem parar
Do lado de cá tem música, amigos e alguém para amar
Do lado de cá
A vida é agora, vê se não demora.
Pra recomeçar é só ter vontade de felicidade pra pular
Do lado de cá, a vista é bonita
A maré é boa de provar
Do lado de cá, eu vivo tranquila
E o meu corpo dança sem parar
Do lado de cá tem música, amigos e alguém para amar
Do lado de cá
Do lado de cá
Do lado de cá
Se a vida às vezes dá uns dias de segundos cinzas
e o tempo tic taca devagar
Põe o teu melhor vestido, brilha teu sorriso
Vem pra cá, vem pra cá
Se a vida muitas vezes só chuvisca, só garoa
e tudo não parece funcionar
Deixe esse problema a toa, pra ficar na boa
Vem pra cá
Do lado de cá, a vista é bonita
A maré é boa de provar
Do lado de cá, eu vivo tranquila
E o meu corpo dança sem parar
Do lado de cá tem música, amigos e alguém para amar
Do lado de cá
Do lado de cá
Se a vida às vezes dá uns dias de segundos cinzas
e o tempo tic taca devagar
Põe o teu melhor vestido, brilha teu sorriso
Vem pra cá, vem pra cá
Se a vida muitas vezes só chuvisca, só garoa
e tudo não parece funcionar
Deixe esse problema a toa, pra ficar na boa
Vem pra cá
Do lado de cá, a vista é bonita
A maré é boa de provar
Do lado de cá, eu vivo tranquila
E o meu corpo dança sem parar
Do lado de cá tem música, amigos e alguém para amar
Do lado de cá
A vida é agora, vê se não demora.
Pra recomeçar é só ter vontade de felicidade pra pular
Do lado de cá, a vista é bonita
A maré é boa de provar
Do lado de cá, eu vivo tranquila
E o meu corpo dança sem parar
Do lado de cá tem música, amigos e alguém para amar
Do lado de cá
Do lado de cá
Do lado de cá
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