Ufa! O balanço de 2012 é positivo, graças a Deus. Mas este foi um ano MUITO intenso... A vida deu umas cinco voltas (ou mais?) de 360 graus.
O Réveillon já foi caótico. Depois de passar 31 de dezembro na casa de praia de uma amiga, sem água e sem energia elétrica, sem saber se seria necessário entrar 2012 sem banho, veio uma tempestade "daquelas". Muita chuva, vendaval, mar agitado... No fim das contas, meu primeiro Reveillon na praia foi um fiasco. Nada de pular 7 ondas e, além disso, a "boate" montada na beira da praia literalmente foi pelos ares. Felizmente, tudo aconteceu antes de chegarmos na festa...
Depois desse caos no Réveillon o primeiro semestre foi recheado de decepções, problemas de saúde, problemas no trabalho, insegurança. Logo no final de janeiro, minha avó materna faleceu. Menos de uma semana depois, foi uma tia-avó. Duas perdas na família em 5 dias. E tive que voltar para Curitiba e deixar minha mãe sozinha neste momento. Afinal, tinha que ir trabalhar...
O pior momento foi em abril, quando recebi o diagnóstico de útero infantil, e meu sonho de ter filhos poderia ser impossível de se realizar. Literalmente, tive vontade de morrer. Fiquei extremamente deprimida, passei mais de 48 horas sem sequer sair da cama. Foram milhares de exames, consultas com vários médicos, e finalmente descobri que eu poderia fazer um tratamento e, talvez, ser mãe.
Além disso, revi muitas coisas sobre minha vida pessoal, e consegui fazer as pazes com uma pessoa muito importante na minha vida.
Então veio a greve na universidade, que serviu para me mostrar muita coisa sobre minha vida profissional. E serviu para engravidar, mesmo sem tratamento...
E a gravidez serviu para tirar muitas máscaras, e corrigir a ilusão que eu tinha sobre algumas pessoas, especialmente sobre o pai da minha filha, que se mostrou um verdadeiro idiota e egoísta.
No final do ano, comprei meu primeiro apartamento, depois de uma verdadeira novela com o financiamento da Caixa, o serviço de despachante, e os vendedores do imóvel. E hoje moro sem pagar aluguel!!!
É, 2012 não foi um ano fácil, especialmente o primeiro semestre. Mas, entre mortos e feridos, salvaram-se todos... rs
Hoje espero a chegada da minha tão desejada filha, e moro em um imóvel que é meu. Só por isso 2012 já valeu a pena...
Que venha 2013!!!!
segunda-feira, 31 de dezembro de 2012
domingo, 30 de dezembro de 2012
O fim e o começo
O texto a seguir, de autoria de Martha Medeiros, foi publicado no jornal Hoje em Dia, nesta edição de domingo. É um texto bastante interessante, que reflete muito do que eu penso sobre 2012...
Como era de se esperar, não teve fim de mundo. Mas 2012 não foi
um ano qualquer. Muitas pessoas à minha volta sentiram algo parecido com o que
senti: que este foi um ano de intensidade única, com uma energia capaz de
encerrar etapas. Um ano de despedidas, algumas concretas, outras mais sutis.
Houve quem tenha terminado casos mal resolvidos, quem tenha se conscientizado
de um problema que não queria ver, quem se deu conta da fragilidade de uma
situação, quem tenha aceitado um desafio que exigiu coragem, quem tenha
enfrentado uma situação transformadora, quem tenha se jogado num estilo de vida
diferente. Olho para os lados e vejo que 2012 não passou em branco para quase
ninguém. Pelo menos não para mim, nem para pessoas próximas.
Meu microcosmo não revela o universo inteiro, lógico. Você talvez não tenha percebido nada de incomum no ano que passou, mas ainda assim seria interessante promover um fim categórico, encerrar o ano colocando uma pedra em algo que não lhe convém mais. Geralmente chegamos ao final de dezembro focados apenas no recomeço, na renovação, nos planos, sem nos darmos conta de que, para que nossas resoluções sejam cumpridas mais adiante, não basta pular sete ondas, comer lentilhas e outras mandingas. É preciso que haja, sim, o fim do mundo. O fim de um mundo seu, particular.
Qual o mundo que você precisa exterminar da sua vida?
Sugestão: o mundo do bullying cibernético. Ninguém é autêntico por esculhambar o trabalho dos outros, sendo agressivo e mal-educado só porque tem a seu favor o anonimato na internet. Perder horas na frente do computador demonstra sua total incapacidade de convívio. Bum! Fim desse mundo estreito.
O mundo da prepotência, aquele que faz você pensar que todos lhe estenderão um tapete vermelho sem você precisar dar nada em troca. Qualquer um pode ser profético quanto a seu futuro: passará o resto da vida achando que ninguém lhe dá o devido valor, isolado em sua torre de marfim.
O mundo obcecado do amor doentio, aquele amor que só persiste pelo medo da solidão, e que de frustração em frustração vai minando sua possibilidade de ser feliz de outro modo.
O mundo das coisas sem importância. Quanta dedicação ao sobrenome do fulano, à conta bancária do sicrano, à vida amorosa da beltrana, o quanto ela pagou, o quanto ele deveu, quem reatou. Por cinco minutos, vá lá. Os neurônios precisam descansar. Mas esse trelelé o dia inteiro, socorro.
O mundo do imobilismo. Do aguardar sem se mover. Da espera passiva pelo momento certo que nunca chega.
2012 prenunciou um cataclismo, só que não era global, e sim individual. Impôs que cada um desse um fim à vida como era antes e que promovesse uma mudança interna, profunda e renovadora. Feito?
Meu microcosmo não revela o universo inteiro, lógico. Você talvez não tenha percebido nada de incomum no ano que passou, mas ainda assim seria interessante promover um fim categórico, encerrar o ano colocando uma pedra em algo que não lhe convém mais. Geralmente chegamos ao final de dezembro focados apenas no recomeço, na renovação, nos planos, sem nos darmos conta de que, para que nossas resoluções sejam cumpridas mais adiante, não basta pular sete ondas, comer lentilhas e outras mandingas. É preciso que haja, sim, o fim do mundo. O fim de um mundo seu, particular.
Qual o mundo que você precisa exterminar da sua vida?
Sugestão: o mundo do bullying cibernético. Ninguém é autêntico por esculhambar o trabalho dos outros, sendo agressivo e mal-educado só porque tem a seu favor o anonimato na internet. Perder horas na frente do computador demonstra sua total incapacidade de convívio. Bum! Fim desse mundo estreito.
O mundo da prepotência, aquele que faz você pensar que todos lhe estenderão um tapete vermelho sem você precisar dar nada em troca. Qualquer um pode ser profético quanto a seu futuro: passará o resto da vida achando que ninguém lhe dá o devido valor, isolado em sua torre de marfim.
O mundo obcecado do amor doentio, aquele amor que só persiste pelo medo da solidão, e que de frustração em frustração vai minando sua possibilidade de ser feliz de outro modo.
O mundo das coisas sem importância. Quanta dedicação ao sobrenome do fulano, à conta bancária do sicrano, à vida amorosa da beltrana, o quanto ela pagou, o quanto ele deveu, quem reatou. Por cinco minutos, vá lá. Os neurônios precisam descansar. Mas esse trelelé o dia inteiro, socorro.
O mundo do imobilismo. Do aguardar sem se mover. Da espera passiva pelo momento certo que nunca chega.
2012 prenunciou um cataclismo, só que não era global, e sim individual. Impôs que cada um desse um fim à vida como era antes e que promovesse uma mudança interna, profunda e renovadora. Feito?
Então
que venha um 2013 do outro mundo para todos nós."
sexta-feira, 7 de dezembro de 2012
O novo apê
Supostamente, eu deveria estar feliz. É, eu deveria. Afinal, amanhã vou me mudar para o meu apartamento. Imóvel próprio, o sonho de milhares, aliás, milhões de pessoas neste mundo. Em breve, livre do aluguel.
Mas não estou feliz... Não estou me mudando para o lugar que eu gostaria de ir. Vou me mudar, mas vou continuar aqui. Aqui, onde não gostaria de estar.
O jeito é tentar me alegrar com o fato de que agora poderei, pelo menos, planejar e organizar o quarto do meu bebê. Os últimos meses foram tão tumultuados que nem tive tempo de cuidar dessas coisas...
É, eu deveria estar feliz.
Mas não estou feliz... Não estou me mudando para o lugar que eu gostaria de ir. Vou me mudar, mas vou continuar aqui. Aqui, onde não gostaria de estar.
O jeito é tentar me alegrar com o fato de que agora poderei, pelo menos, planejar e organizar o quarto do meu bebê. Os últimos meses foram tão tumultuados que nem tive tempo de cuidar dessas coisas...
É, eu deveria estar feliz.
quinta-feira, 6 de dezembro de 2012
domingo, 25 de novembro de 2012
Deu zebra!!!
Era fim de tarde do dia 12 de abril de 2012. Depois de exames de rotina, a ginecologista diz "não sei se você pode engravidar, seu útero é do tamanho do útero de uma adolescente de 11 anos, não é maduro o suficiente para suportar uma gestação".
Começa o meu desespero. Sempre tive o sonho de ser mãe, e essa notícia tirou meu chão. Passei dias sem querer sair da cama, parecia um zumbi, não tinha ânimo para nada. Cheguei a passar quase 48h sem sair da cama, só chorava. A dor chegava a ser física. Não dormia, não comia, não conseguia trabalhar.
A única vantagem disso tudo, foi que o diagnóstico me fez rever muitas coisas na minha vida, e acabei retomando contato com uma pessoa muito importante na minha história, da qual eu tinha me afastado por orgulho, imaturidade ou sei lá por que...
Decidi procurar uma segunda opinião, fui a outro médico que me disse que realmente meu útero era muito pequeno, mas que talvez houvesse tratamento, e me recomendou procurar um especialista em reprodução. Claro que me animei um pouco, mas sabia que poderia começar um caminho de muito stress, muitos gastos financeiros e, talvez, de prováveis fracassos e frustrações.
E talvez numa tentativa de escapar de tal tratamento, busquei outra médica, na esperança de ouvir que os dois primeiros atavam errados e que eu seria mãe de maneira natural. Mas ela foi curta e grossa: "não posso te ajudar. Seu útero é muito pequeno. Talvez você consiga engravidar, mas vai precisar de tratamento."
Então, lá fui eu para o especialista em reprodução. Foram milhares de exames de sangue, e vários ultrassom. O diagnóstico foi "realmente o útero é pequeno, mas o principal problema é que o endométrio é muito fino, não suportaria a implantação do embrião. Vamos começar um tratamento hormonal e ver como o útero reage. Serão pelo menos 3 meses, com uso ininterrupto da medicação, para ver o ritmo de amadurecimento do útero. A cada 30 dias, faremos novo ultrassom, para acompanhar a evolução e verificar se o hormônio está adequado." E me passou a receita de um hormônio super forte, para que eu começasse a tomar na próxima menstruação.
Mas, felizmente, deu zebra!!!! Rs (no mundo dos esportes, um resultado inesperado é zebra, não é?)
Nem cheguei a começar o tratamento... Engravidei espontaneamente. De um cara que definitivamente não merece essa bênção, mas era alguém com quem eu estava há dois anos e, na época, eu amava. Um babaca que, mesmo sabendo tudo que passei, me pediu para fazer um aborto. Alguém que, se depender de mim, nunca chegará nem perto da minha zebrinha, pois não merece...
E, exatamente 3 meses após a notícia mais terrível da minha vida, no dia 12 de julho de 2012, recebi a notícia mais maravilhosa de todas. Só não foi mais feliz porque o pai (se é que ele pode ser chamado assim) me pediu para matar a minha zebrinha...
Mas o que interessa é que essa zebra cresce a cada dia, mexe e remexe aqui dentro da minha barriga, está se desenvolvendo bem e, se Deus quiser, em breve estará nos meus braços.
É a minha zebrinha, o meu pequeno milagre. O presente mais maravilhoso que a vida me deu.
Começa o meu desespero. Sempre tive o sonho de ser mãe, e essa notícia tirou meu chão. Passei dias sem querer sair da cama, parecia um zumbi, não tinha ânimo para nada. Cheguei a passar quase 48h sem sair da cama, só chorava. A dor chegava a ser física. Não dormia, não comia, não conseguia trabalhar.
A única vantagem disso tudo, foi que o diagnóstico me fez rever muitas coisas na minha vida, e acabei retomando contato com uma pessoa muito importante na minha história, da qual eu tinha me afastado por orgulho, imaturidade ou sei lá por que...
Decidi procurar uma segunda opinião, fui a outro médico que me disse que realmente meu útero era muito pequeno, mas que talvez houvesse tratamento, e me recomendou procurar um especialista em reprodução. Claro que me animei um pouco, mas sabia que poderia começar um caminho de muito stress, muitos gastos financeiros e, talvez, de prováveis fracassos e frustrações.
E talvez numa tentativa de escapar de tal tratamento, busquei outra médica, na esperança de ouvir que os dois primeiros atavam errados e que eu seria mãe de maneira natural. Mas ela foi curta e grossa: "não posso te ajudar. Seu útero é muito pequeno. Talvez você consiga engravidar, mas vai precisar de tratamento."
Então, lá fui eu para o especialista em reprodução. Foram milhares de exames de sangue, e vários ultrassom. O diagnóstico foi "realmente o útero é pequeno, mas o principal problema é que o endométrio é muito fino, não suportaria a implantação do embrião. Vamos começar um tratamento hormonal e ver como o útero reage. Serão pelo menos 3 meses, com uso ininterrupto da medicação, para ver o ritmo de amadurecimento do útero. A cada 30 dias, faremos novo ultrassom, para acompanhar a evolução e verificar se o hormônio está adequado." E me passou a receita de um hormônio super forte, para que eu começasse a tomar na próxima menstruação.
Mas, felizmente, deu zebra!!!! Rs (no mundo dos esportes, um resultado inesperado é zebra, não é?)
Nem cheguei a começar o tratamento... Engravidei espontaneamente. De um cara que definitivamente não merece essa bênção, mas era alguém com quem eu estava há dois anos e, na época, eu amava. Um babaca que, mesmo sabendo tudo que passei, me pediu para fazer um aborto. Alguém que, se depender de mim, nunca chegará nem perto da minha zebrinha, pois não merece...
E, exatamente 3 meses após a notícia mais terrível da minha vida, no dia 12 de julho de 2012, recebi a notícia mais maravilhosa de todas. Só não foi mais feliz porque o pai (se é que ele pode ser chamado assim) me pediu para matar a minha zebrinha...
Mas o que interessa é que essa zebra cresce a cada dia, mexe e remexe aqui dentro da minha barriga, está se desenvolvendo bem e, se Deus quiser, em breve estará nos meus braços.
É a minha zebrinha, o meu pequeno milagre. O presente mais maravilhoso que a vida me deu.
terça-feira, 20 de novembro de 2012
Algumas coisas não mudam...
Dizem que o tempo cura tudo. Que basta dar tempo ao tempo. Mas, se isso é verdade, o nosso tempo (ou seria melhor dizer "o tempo entre nós"?) foi pequeno. Foi pouco. Foi insuficiente para curar, para acabar, para levar embora.
Pois, ao reencontrar você, senti exatamente o que imaginei que sentiria... E, sinceramente, não sei se fico feliz ou triste com isso.
Foram longos anos. Muitos. Na verdade, ficamos mais tempo separados do que juntos. E, no último sábado, me senti novamente com 20 anos. Com a pequena diferença de que mal podia tocar em você... Para ser bem sincera, evitei muito contato físico, porque sei exatamente como eu me sentiria se encostasse demais em você.
Caramba, a vida deu tantas voltas!! Mudou muito em alguns aspectos, mas em outros parece que foi congelada. Um verdadeiro filme passou pela minha cabeça durante aquele almoço. E confesso que fiquei pensando se poderia ter sido diferente. E, principalmente, se ainda pode ser diferente. Porque o que já aconteceu é passado, não dá mais para mudar. Não dá para reescrever a história, mas é possível escrever uma nova.
Resta saber se, nos planos do destino, a história é nossa, ou vai continuar sendo a história de cada um, separadamente.
E minha única alternativa é controlar a ansiedade e deixar as coisas acontecerem. Além de rezar para que o melhor aconteça. Com você. Comigo. Ou conosco.
Pois, ao reencontrar você, senti exatamente o que imaginei que sentiria... E, sinceramente, não sei se fico feliz ou triste com isso.
Foram longos anos. Muitos. Na verdade, ficamos mais tempo separados do que juntos. E, no último sábado, me senti novamente com 20 anos. Com a pequena diferença de que mal podia tocar em você... Para ser bem sincera, evitei muito contato físico, porque sei exatamente como eu me sentiria se encostasse demais em você.
Caramba, a vida deu tantas voltas!! Mudou muito em alguns aspectos, mas em outros parece que foi congelada. Um verdadeiro filme passou pela minha cabeça durante aquele almoço. E confesso que fiquei pensando se poderia ter sido diferente. E, principalmente, se ainda pode ser diferente. Porque o que já aconteceu é passado, não dá mais para mudar. Não dá para reescrever a história, mas é possível escrever uma nova.
Resta saber se, nos planos do destino, a história é nossa, ou vai continuar sendo a história de cada um, separadamente.
E minha única alternativa é controlar a ansiedade e deixar as coisas acontecerem. Além de rezar para que o melhor aconteça. Com você. Comigo. Ou conosco.
domingo, 18 de novembro de 2012
sábado, 10 de novembro de 2012
Sobre a trilogia "Cinquenta Tons"
A trilogia "Cinquenta Tons" tem estado, há semanas, entre os livros mais vendidos e mais lidos. Eu li o primeiro e o segundo livros, respectivamente, Cinquenta Tons de Cinza e Cinquenta Tons Mais Escuros, e vou dar a minha opinião sincera, que pode chocar a maioria das pessoas. Na verdade, a mulherada está gostando tanto da tal trilogia, que se eu manifestar publicamente a minha opinião, corro o risco de ser linchada em praça pública.... rs
Vamos começar pelo começo. Acho que a mulherada que se encanta pela trilogia é, com perdão da expressão, um bando de mal comidas. Mulheres que têm medo, ou vergonha, ou sei lá o que, de expressar e experimentar a própria sexualidade, e precisam de um livro erótico, com um personagem lindo e bilionário, para suprir suas necessidades sexuais. E, sinceramente, fico triste que em pleno século XXI, ainda existam (e muitas) mulheres assim!!! O sucesso da trilogia apenas aponta que ainda vivemos numa sociedade predominantemente machista.
Aliás, até o livro é machista!!! O cara é tão possessivo e controlador que proíbe a mulher de se masturbar e explorar o próprio corpo! De acordo com ele, o prazer dela é propriedade (SIM, propriedade!!!!!) dele, e só dele. Ah, faça-me o favor, né?
Além disso tudo, a história é completamente surreal, e vejo a mulherada babando por causa de um cara danado de sortudo, que foi adotado e amado por uma família bilionária, teve todas as melhores oportunidades do mundo, e trata as mulheres como se fossem lixo. O tal "contrato" com as submissas é simplesmente absurdo!!!!
E, na minha opinião, mais absurdo ainda, é mulheres do século XXI, teoricamente tão bem resolvidas, independentes e tal, se apaixonarem por um personagem assim. Não sou socióloga, antropóloga, psicóloga, mas acredito que daria para escrever uma tese de doutorado sobre os personagens e sobre o por quê desta trilogia estar fazendo tanto sucesso entre as mulheres...
Enfatizo que aqui apenas expresso a minha humilde opinião de leitora, que "foi na onda" da moda e gastou algumas horas lendo essa história... Mas, sinceramente, não tenho nem curiosidade para saber como ela termina...
A Dança (Pablo Neruda)
Não te amo como se
fosses a rosa de sal, topázio
Ou flechas de cravos que propagam o fogo:
Te amo como se amam certas coisas obscuras,
Ou flechas de cravos que propagam o fogo:
Te amo como se amam certas coisas obscuras,
Secretamente, entre a sombra e a alma.
Te amo como a planta que não floresce e leva
Dentro de si, oculta, a luz daquelas flores,
E graças a teu amor vive escuro em meu corpo
O apertado aroma que ascendeu da terra.
Te amo sem saber como, nem quando, nem onde,
Te amo como a planta que não floresce e leva
Dentro de si, oculta, a luz daquelas flores,
E graças a teu amor vive escuro em meu corpo
O apertado aroma que ascendeu da terra.
Te amo sem saber como, nem quando, nem onde,
Te amo assim diretamente sem problemas nem orgulho:
Assim te amo porque não sei amar de outra maneira,
Senão assim deste modo que não sou nem és,
Tão perto que tua mão sobre o meu peito é minha,
Tão perto que se fecham teus olhos com meu sonho.
Antes de amar-te, amor, nada era meu:
Vacilei pelas ruas e as coisas.
Nada contava nem tinha nome.
O mundo era do ar que esperava
E conheci salões cinzentos,
Túneis habitados pela lua,
Hangares cruéis que se dependiam,
Perguntas que insistiam na areia.
Tudo estava vazio, morto e mudo.
Caído, abandonado, decaído,
Tudo era inalienavelmente alheio.
Tudo era dos outros e de ninguém,
Até que tua beleza e tua pobreza
De dádivas encheram o outono.
Assim te amo porque não sei amar de outra maneira,
Senão assim deste modo que não sou nem és,
Tão perto que tua mão sobre o meu peito é minha,
Tão perto que se fecham teus olhos com meu sonho.
Antes de amar-te, amor, nada era meu:
Vacilei pelas ruas e as coisas.
Nada contava nem tinha nome.
O mundo era do ar que esperava
E conheci salões cinzentos,
Túneis habitados pela lua,
Hangares cruéis que se dependiam,
Perguntas que insistiam na areia.
Tudo estava vazio, morto e mudo.
Caído, abandonado, decaído,
Tudo era inalienavelmente alheio.
Tudo era dos outros e de ninguém,
Até que tua beleza e tua pobreza
De dádivas encheram o outono.
quarta-feira, 7 de novembro de 2012
Eu acredito em Deus (Rubem Alves)
Eu acredito em Deus!!
Mas não sei se o Deus em que eu acredito, é o mesmo Deus em que acredita o balconista, a professora, o porteiro, o bispo, ou o pastor....
O Deus em que acredito não foi globalizado. O Deus com quem converso não é um
Mas não sei se o Deus em que eu acredito, é o mesmo Deus em que acredita o balconista, a professora, o porteiro, o bispo, ou o pastor....
O Deus em que acredito não foi globalizado. O Deus com quem converso não é um
a pessoa, não é pai de ninguém. É uma ideia, uma energia, uma eminência.
Não tem rosto, portanto não tem barba. Não caminha, portanto não carrega um
cajado. Não está cansado, portanto não tem trono. O Deus que me acompanha não é
bíblico. Jamais se deixaria resumir por dez mandamentos, algumas parábolas e um
pensamento que não se renova.
O meu Deus é tão superior quanto o Deus dos outros, mas sua superioridade está na compreensão das diferenças, na aceitação das fraquezas e no estímulo à felicidade.
O Deus em que acredito me ensina a guerrear conforme as armas que tenho e detecta em mim a honestidade dos atos. Não distribui culpas a granel: as minhas são umas, as do vizinho são outras. Nossa penitência é a reflexão.
Ave Maria, Pai Nosso: isso qualquer um decora sem saber o que está dizendo. Para o Deus em que acredito, só vale o que se está sentindo.
O Deus em que acredito não condena o prazer. Se ele não tem controle sobre enchentes, guerrilhas e violência, se não tem controle sobre traficantes, corruptos e vigaristas, se não tem controle sobre a miséria, o câncer e as mágoas, então que Deus seria ele se ainda por cima condenasse o que nos resta: o lúdico, o sensorial, a libido que nasce com toda criança e se desenvolve livre, se assim o permitirem?
O Deus em que acredito não me abandona, mas me exige mais do que uma flexão de joelhos e uma doação aos pobres: cobra caro pelos meus erros e não aceita promessas performáticas, como carregar uma cruz gigante nos ombros. A cruz pesa onde tem que pesar: dentro.
É onde tudo acontece e Este é o Deus que me acompanha.
Um Deus simples.
Deus que é Deus não precisa ser difícil e distante, sabe tudo e vê tudo. Meu Deus é discreto e otimista. Não se esconde, ao contrário, aparece principalmente nas horas boas para incentivar, para me fazer sentir o quanto vale um pequeno momento grandioso: de um abraço numa amizade, uma música na hora certa, um silêncio.
O Deus em que eu acredito também não inventou o pecado, ou a segregação de credo.
E como ele me deu o Livre-Arbítrio, sou eu apenas que respondo e responderei pelos meus atos.
Rubem Alves.
O meu Deus é tão superior quanto o Deus dos outros, mas sua superioridade está na compreensão das diferenças, na aceitação das fraquezas e no estímulo à felicidade.
O Deus em que acredito me ensina a guerrear conforme as armas que tenho e detecta em mim a honestidade dos atos. Não distribui culpas a granel: as minhas são umas, as do vizinho são outras. Nossa penitência é a reflexão.
Ave Maria, Pai Nosso: isso qualquer um decora sem saber o que está dizendo. Para o Deus em que acredito, só vale o que se está sentindo.
O Deus em que acredito não condena o prazer. Se ele não tem controle sobre enchentes, guerrilhas e violência, se não tem controle sobre traficantes, corruptos e vigaristas, se não tem controle sobre a miséria, o câncer e as mágoas, então que Deus seria ele se ainda por cima condenasse o que nos resta: o lúdico, o sensorial, a libido que nasce com toda criança e se desenvolve livre, se assim o permitirem?
O Deus em que acredito não me abandona, mas me exige mais do que uma flexão de joelhos e uma doação aos pobres: cobra caro pelos meus erros e não aceita promessas performáticas, como carregar uma cruz gigante nos ombros. A cruz pesa onde tem que pesar: dentro.
É onde tudo acontece e Este é o Deus que me acompanha.
Um Deus simples.
Deus que é Deus não precisa ser difícil e distante, sabe tudo e vê tudo. Meu Deus é discreto e otimista. Não se esconde, ao contrário, aparece principalmente nas horas boas para incentivar, para me fazer sentir o quanto vale um pequeno momento grandioso: de um abraço numa amizade, uma música na hora certa, um silêncio.
O Deus em que eu acredito também não inventou o pecado, ou a segregação de credo.
E como ele me deu o Livre-Arbítrio, sou eu apenas que respondo e responderei pelos meus atos.
Rubem Alves.
domingo, 4 de novembro de 2012
sexta-feira, 2 de novembro de 2012
Somente aos Atleticanos
Somos. Graças a Deus.
Vários são os apelidos que nos foram dados.
Vários são os apelidos que nos foram dados.
Se somos patéticos? Com certeza. Posto que somos completamente
abobalhados com o nosso time. Só de pensar que ele existe, ficamos assim,
derretidos, completamente abestalhados, entregues aos seus pés.
Dizem que somos da cachorrada. Confessamos: somos mesmo. Fazemos parte de uma matilha de cães de guarda que sabem
proteger o seu clube. Ficamos ali, de vigia, prontos para atacar quem ousa nos ameaçar. E é bom registrar que só andamos em bando. Uma verdadeira matilha que tutela o seu clube de coração e por ele é capaz não só de ladrar, mas principalmente de morder de tal forma que será difícil desentranhar nossos dentes quando cravados na proteção do nosso dono.
Também dizem por aí que somos galinhas. Somos mesmo. Sabemos colocar nossos jogadores debaixo de nossas asas e deles cuidar como qualquer mãe faz com seus filhotes. Vamos a campo e torcemos com vontade e amor cumprindo nosso papel de guardiães da ninhada que muito nos orgulha.
Nos chamam de flanelinha. Pensando bem, o somos. Somos capazes reservar vagas em nossas agendas só para ver o nosso time jogar. Acompanhá-lo em todos os seus jogos, em seus altos e baixos.
Outros vão dizer que somos fanáticos. Somos também. Somos tão fanáticos que conseguimos lotar dois estádios ao mesmo tempo para acompanhar o nosso time e dá-lhe apoio incondicional em seu momento mais difícil. Coisa que só quem é realmente fanático e apaixonado sabe fazer.
Monotítulo? Também somos. Ostentamos o maior título que um cidadão pode ter: o de ser atleticano. Todos os outros não importam. Ser atleticano já basta. Esse título muito nos orgulha e nos deixa em estado de êxtase absoluto. Coisa que só é possível de compreender se se tem paixão e amor plenos.
Agora, decidiram dizer que somos chorões. Somos mesmo. Choramos com o Galo. Nas derrotas, nas vitórias, nas jogadas fantásticas de nossos ídolos. Choramos de alegria. Choramos de tristeza e até de raiva posto que não nos curvamos às injustiças tantas vezes cometidas com o nosso clube. E, só é capaz de chorar quem verdadeiramente é capaz de amar. E amamos o nosso time. Temos Galo. Na veia. No coração. Nas artérias. Na alma.
Dizem que somos da cachorrada. Confessamos: somos mesmo. Fazemos parte de uma matilha de cães de guarda que sabem
proteger o seu clube. Ficamos ali, de vigia, prontos para atacar quem ousa nos ameaçar. E é bom registrar que só andamos em bando. Uma verdadeira matilha que tutela o seu clube de coração e por ele é capaz não só de ladrar, mas principalmente de morder de tal forma que será difícil desentranhar nossos dentes quando cravados na proteção do nosso dono.
Também dizem por aí que somos galinhas. Somos mesmo. Sabemos colocar nossos jogadores debaixo de nossas asas e deles cuidar como qualquer mãe faz com seus filhotes. Vamos a campo e torcemos com vontade e amor cumprindo nosso papel de guardiães da ninhada que muito nos orgulha.
Nos chamam de flanelinha. Pensando bem, o somos. Somos capazes reservar vagas em nossas agendas só para ver o nosso time jogar. Acompanhá-lo em todos os seus jogos, em seus altos e baixos.
Outros vão dizer que somos fanáticos. Somos também. Somos tão fanáticos que conseguimos lotar dois estádios ao mesmo tempo para acompanhar o nosso time e dá-lhe apoio incondicional em seu momento mais difícil. Coisa que só quem é realmente fanático e apaixonado sabe fazer.
Monotítulo? Também somos. Ostentamos o maior título que um cidadão pode ter: o de ser atleticano. Todos os outros não importam. Ser atleticano já basta. Esse título muito nos orgulha e nos deixa em estado de êxtase absoluto. Coisa que só é possível de compreender se se tem paixão e amor plenos.
Agora, decidiram dizer que somos chorões. Somos mesmo. Choramos com o Galo. Nas derrotas, nas vitórias, nas jogadas fantásticas de nossos ídolos. Choramos de alegria. Choramos de tristeza e até de raiva posto que não nos curvamos às injustiças tantas vezes cometidas com o nosso clube. E, só é capaz de chorar quem verdadeiramente é capaz de amar. E amamos o nosso time. Temos Galo. Na veia. No coração. Nas artérias. Na alma.
E podem nos atribuir qualquer apelido. Daremos a ele o sentido alvinegro. Mas, em meio a tantas alcunhas, é bom que fique claro que temos nome e sobrenome. No meu caso, Ana Amélia Cardoso Clube Atlético Mineiro.
(Texto de Maria Celina Coelho)
segunda-feira, 29 de outubro de 2012
Sobre o fim do mundo
O mundo não vai acabar, tá só começando
Nêgo presenciou hoje o nascimento de um espírito do bem. Um iluminado, muzanfio. Foi uma festa!
Tem gente achando que o mundo vai acabar e, enquanto isso, Deus está trabaiando para tornar o mundo miô (melhor).
É muito desperdício acabar um mundo como o nosso.
Tem que acabar é a injustiça, a maldade, a sombra da tirania, a corrupção envernizada, a dor das multidões...
Nêgo presenciou hoje o nascimento de um espírito do bem. Um iluminado, muzanfio. Foi uma festa!
Tem gente achando que o mundo vai acabar e, enquanto isso, Deus está trabaiando para tornar o mundo miô (melhor).
É muito desperdício acabar um mundo como o nosso.
Tem que acabar é a injustiça, a maldade, a sombra da tirania, a corrupção envernizada, a dor das multidões...
Tem que acabar é o lamento dos preguiçosos, a covardia dos fortes e a crueldade dos inteligentes sem coração...
Tem que acabar é o abuso contra crianças, o fanatismo dos atormentados e o ódio das guerras...
Não será preciso exprodir (explodir) a Terra para isso terminar.
Hoje nasceu um espírito do bem que vai clarear os caminhos de milhões de pessoas.
Enquanto o homem vacila com a idéia do fim do mundo, vamos todos pensar que o trabaio nos espera.
O trabaio para criar miores escolas, ampliar os serviços da saúde com humanismo e construir mais ninhos para os nossos velhos.
Oh, muzanfio! Toma jeito! Pára de pensar em fim de mundo.
Enquanto os fio pensa no fim, Deus tá ocupado em fazer um novo começo.
Vamos trabaiá como diz uma veia cantiga:
Trabaia, trabaiá...
Com amor trabaiá...
Trabaiá, trabaiá, trabaiá com amor,
Com amor trabaiá...
__________________________
Pai João de Angola
Medium: Wanderley Oliveira,
17/10/12 - Belo Horizonte
Tem que acabar é o abuso contra crianças, o fanatismo dos atormentados e o ódio das guerras...
Não será preciso exprodir (explodir) a Terra para isso terminar.
Hoje nasceu um espírito do bem que vai clarear os caminhos de milhões de pessoas.
Enquanto o homem vacila com a idéia do fim do mundo, vamos todos pensar que o trabaio nos espera.
O trabaio para criar miores escolas, ampliar os serviços da saúde com humanismo e construir mais ninhos para os nossos velhos.
Oh, muzanfio! Toma jeito! Pára de pensar em fim de mundo.
Enquanto os fio pensa no fim, Deus tá ocupado em fazer um novo começo.
Vamos trabaiá como diz uma veia cantiga:
Trabaia, trabaiá...
Com amor trabaiá...
Trabaiá, trabaiá, trabaiá com amor,
Com amor trabaiá...
__________________________
Pai João de Angola
Medium: Wanderley Oliveira,
17/10/12 - Belo Horizonte
domingo, 28 de outubro de 2012
Revolta futebolística
Ando revoltada com as gambiarras da CBF e do STJD para beneficiar o time do Fluminense, no Brasileirão de 2012... E hoje vi as seguintes informações publicadas na página "Atleticanos do Facebook":
"[...]1996 - O Fluminense ficou em 23° lugar entre as vinte e quatro equipes do Campeonato Brasileiro, e seria rebaixado juntamente com o Bragantino.
Seria, pois a CBF “revogou” o rebaixamento, alegando problemas de arbitragem. O Fluminense foi beneficiado e não foi rebaixado.
No ano seguinte, o Fluminense ficou em 25° lugar entre as vinte e seis equipes do Campeonato Brasileiro, e, enfim, caiu.
1999 - O Fluminense disputou a Terceira Divisão. No quadrangular final, na segunda rodada, a equipe carioca ganhou os pontos do jogo contra o São Raimundo, que havia acabado empatado, sob a alegação de irregularidades com o jogador da equipe amazonense. O Fluminense era novamente beneficiado por decisões extra campo. O Serra, outra equipe que ainda estava na disputa pelo acesso, perdeu os pontos da vitória frente ao Náutico, em jogo válido pela penúltima rodada. Este resultado também beneficiou o tricolor carioca.
2000 - O Fluminense tinha uma vaga assegurada para a Segunda Divisão do Brasileiro, no entanto foi resgatado diretamente para a Copa João Havelange, a Primeira Divisão do Brasileiro. Novamente, o Fluminense foi beneficiado por decisões extra campo.
Agora dá para entender por que o FlorminenC está em primeiro no Brasileirão de 2012, né?
Relacionamentos
Por que será que atualmente relacionamento não é sinônimo de envolvimento?
Por que as pessoas têm tanto medo de se comprometer?
sábado, 27 de outubro de 2012
sexta-feira, 26 de outubro de 2012
Para refletir...
Quando você conseguir superar
graves problemas de relacionamentos,
não se detenha na lembrança dos momentos difíceis,
mas na alegria de haver atravessado
mais essa prova em sua vida.
Quando sair de um longo tratamento de saúde,
não pense no sofrimento
que foi necessário enfrentar,
mas na bênção de Deus
que permitiu a cura.
Leve na sua memória, para o resto da vida,
as coisas boas que surgiram nas dificuldades.
Elas serão uma prova de sua capacidade,
e lhe darão confiança
diante de qualquer obstáculo.
Uns queriam um emprego melhor; outros, só um emprego.
Uns queriam uma refeição mais farta; outros, só uma refeição.
Uns queriam uma vida mais amena; outros, apenas viver.
Uns queriam pais mais esclarecidos; outros, ter pais.
Uns queriam ter olhos claros; outros, enxergar.
Uns queriam ter voz bonita; outros, falar.
Uns queriam silêncio; outros, ouvir.
Uns queriam sapato novo; outros, ter pés.
Uns queriam um carro; outros, andar.
Uns queriam o supérfluo; outros, apenas o necessário.
Há dois tipos de sabedoria:
a inferior e a superior.
A sabedoria inferior é dada pelo quanto uma pessoa sabe
e a superior é dada pelo quanto ela tem consciência de que não sabe.
Tenha a sabedoria superior.
Seja um eterno aprendiz na escola da vida.
A sabedoria superior tolera;
a inferior, julga;
a superior, alivia;
a inferior, culpa;
a superior, perdoa; a inferior, condena.
Tem coisas que o coração só fala
para quem sabe escutar!
Chico Xavier
graves problemas de relacionamentos,
não se detenha na lembrança dos momentos difíceis,
mas na alegria de haver atravessado
mais essa prova em sua vida.
Quando sair de um longo tratamento de saúde,
não pense no sofrimento
que foi necessário enfrentar,
mas na bênção de Deus
que permitiu a cura.
Leve na sua memória, para o resto da vida,
as coisas boas que surgiram nas dificuldades.
Elas serão uma prova de sua capacidade,
e lhe darão confiança
diante de qualquer obstáculo.
Uns queriam um emprego melhor; outros, só um emprego.
Uns queriam uma refeição mais farta; outros, só uma refeição.
Uns queriam uma vida mais amena; outros, apenas viver.
Uns queriam pais mais esclarecidos; outros, ter pais.
Uns queriam ter olhos claros; outros, enxergar.
Uns queriam ter voz bonita; outros, falar.
Uns queriam silêncio; outros, ouvir.
Uns queriam sapato novo; outros, ter pés.
Uns queriam um carro; outros, andar.
Uns queriam o supérfluo; outros, apenas o necessário.
Há dois tipos de sabedoria:
a inferior e a superior.
A sabedoria inferior é dada pelo quanto uma pessoa sabe
e a superior é dada pelo quanto ela tem consciência de que não sabe.
Tenha a sabedoria superior.
Seja um eterno aprendiz na escola da vida.
A sabedoria superior tolera;
a inferior, julga;
a superior, alivia;
a inferior, culpa;
a superior, perdoa; a inferior, condena.
Tem coisas que o coração só fala
para quem sabe escutar!
Chico Xavier
quarta-feira, 24 de outubro de 2012
Empatia e cura
O empata é normalmente um sensitivo que passou por várias experiências de ação correta, diferente da bondade espiritual inerente ao ser humano. Quando abre a empatia, os sentidos ficam mais aguçados. O empata percebe as coisas pelo coração e sente profundamente a dor e sofrimento dos outros. É facilmente ferido e chora com facilidade. Assusta-se com barulhos e não gosta de tumul
tos, preferindo a harmonia. Crianças e animais são atraídos por eles, e as pessoas abrem-se com ele e falam de questões pessoais mesmo quando não têm intenção de o fazer. As variações climáticas afetam-nos. A água é muito benéfica e terapêutica.
Num copo cheio de água, uma gota passa a ser demais – para o campo energético do empata qualquer emoção causa sofrimento. A maioria dos empatas não sabe de onde vem o sofrimento que enfrenta e acaba criando situações fisiológicas para validar o sofrimento, como problemas respiratórios, de timo, pele, dores nas juntas, fibromialgia, problemas sanguíneos, retenção de água e de peso. Podem desenvolver perda de identidade, auto sabotagem, e entrar em depressão. É muito importante que se acostumem a fazer exercícios de limpeza e meditação.
Exercício 1 - Imagine que a água do banho é magnética e puxa do seu campo energético todo e qualquer pensamento, sentimento ou emoção negativa. Apenas pense “libero”. Se fizer o exercício fora do banho, imagine-se numa cachoeira e que a água corre pelo seu corpo.
Exercício 2.
Imagine o seu campo energético formado por uma rede dourada e azul que o protege e filtra qualquer energia negativa ao seu redor. Crie uma bolha de proteção.
Exercício 1 - Imagine que a água do banho é magnética e puxa do seu campo energético todo e qualquer pensamento, sentimento ou emoção negativa. Apenas pense “libero”. Se fizer o exercício fora do banho, imagine-se numa cachoeira e que a água corre pelo seu corpo.
Exercício 2.
Imagine o seu campo energético formado por uma rede dourada e azul que o protege e filtra qualquer energia negativa ao seu redor. Crie uma bolha de proteção.
(desconheço o autor, copiei do perfil da Maria João Sacagami no Facebook)
quarta-feira, 17 de outubro de 2012
De umbigo a umbiguinho (Toquinho)
Muito antes de nascer
Na barriga da mamãe já pulsava sem querer
O meu pequenino coração,
Que é sempre o primeiro a ser formado
Nesta linda confusão.
Na barriga da mamãe já pulsava sem querer
O meu pequenino coração,
Que é sempre o primeiro a ser formado
Nesta linda confusão.
Muito antes de nascer
Na barriga da mamãe já comia pra viver
Cheese salada, bala ou bacalhau.
Vinha tudo pronto e mastigado
No cordão umbilical.
Na barriga da mamãe já comia pra viver
Cheese salada, bala ou bacalhau.
Vinha tudo pronto e mastigado
No cordão umbilical.
Tanto carinho, quanta atenção.
Colo quentinho, ah! Que tempo bom!
De umbigo a umbiguinho um elo sem fim
Num cordãozinho da mamãe pra mim.
Colo quentinho, ah! Que tempo bom!
De umbigo a umbiguinho um elo sem fim
Num cordãozinho da mamãe pra mim.
Muito antes de nascer
Na barriga da mamãe começava a conviver
Com as mais estranhas sensações:
Vontade de comer de madrugada
Marmelada ou camarões.
Na barriga da mamãe começava a conviver
Com as mais estranhas sensações:
Vontade de comer de madrugada
Marmelada ou camarões.
Muito antes de nascer
Na barriga da mamãe me virava pra escolher
A mais confortável posição.
São nove meses sem se fazer nada,
Entre água e escuridão.
Na barriga da mamãe me virava pra escolher
A mais confortável posição.
São nove meses sem se fazer nada,
Entre água e escuridão.
Tanto carinho, quanta atenção.
Colo quentinho, ah! Que tempo bom!
De umbigo a umbiguinho um elo sem fim
Num cordãozinho da mamãe pra mim
Colo quentinho, ah! Que tempo bom!
De umbigo a umbiguinho um elo sem fim
Num cordãozinho da mamãe pra mim
Valsa para uma menininha (Toquinho)
Menininha do meu coração
Eu só quero você a três palmos do chão.
Menininha não cresça mais não,
Fique pequenininha na minha canção.
Senhorinha levada, batendo palminha,
Fingindo assustada do bicho-papão.
Menininha não cresça mais não,
Fique pequenininha na minha canção.
Senhorinha levada, batendo palminha,
Fingindo assustada do bicho-papão.
Menininha, que graça é você,
Uma coisinha assim, começando a viver.
Fique assim, meu amor, sem crescer,
Porque o mundo é ruim, é ruim, e você
Vai sofrer de repente uma desilusão
Porque a vida somente é seu bicho-papão.
Uma coisinha assim, começando a viver.
Fique assim, meu amor, sem crescer,
Porque o mundo é ruim, é ruim, e você
Vai sofrer de repente uma desilusão
Porque a vida somente é seu bicho-papão.
Fique assim, fique assim, sempre assim
E se lembre de mim pelas coisas que eu dei.
E também não se esqueça de mim
Quando você souber, enfim,
De tudo que eu guardei.
E se lembre de mim pelas coisas que eu dei.
E também não se esqueça de mim
Quando você souber, enfim,
De tudo que eu guardei.
terça-feira, 16 de outubro de 2012
terça-feira, 9 de outubro de 2012
Desprograme-se (Maria João Sacagami)
O texto abaixo é de uma amiga muito iluminada, tomei a liberdade de publicar...
Ao longo dos processos de auto observação e terapia, percebemos que repetimos padrões, e usamos mecanismos que parecem uma casca grossa que nubla o nosso ser. Mecanismos e padrões que aprendemos em casa e no ambiente em que circulamos, e que nos aprisionam. Acabamos perdidos, angustiados, sem rumo. O que vamos ouvindo ao longo da vida, que nos aponta o rumo da felicidade marcada pelo coletivo, vai retirando autenticidade de cada um de nós. Só seremos felizes se vivermos em função dos outros e de padrões de qualidade muitas vezes alcançados à custa da tal felicidade, até porque vêm em bandos.
Não basta ter um namorado, tem que casar e ter filhos que sejam lindos e bem sucedidos. Não basta passar no vestibular, tem que ser professor doutor e ter artigos publicados em todo lugar. Não basta viver com conforto, tem que ser dono de uma cobertura no bairro mais badalado da cidade.
Como disse Steve Jobs: “Não deixe que o barulho da opinião dos outros cale a sua própria voz interior. E o mais importante: tenha coragem de seguir o seu próprio coração e intuição”. E como disse uma vez um amigo meu para seu pai: “Fiz tudo o que o senhor queria. Terminei a faculdade, comprei meu carro, minha casa, tenho uma super poupança. Agora me dê licença que vou ser feliz”.
Então, desmonte-se. Olhe dentro de si. Resgate seus sonhos. Caminhe suas estradas. Encontre sua alma. Sua parcela que é poeira das estrelas. E vá ali, por favor, ser feliz.
Maria João Sacagami.
domingo, 7 de outubro de 2012
Cara a Cara (Barão Vermelho)
Eu não estou aqui pra brigar com você e nem pretendo mais me aborrecer
Embora eu ache que era hora depois de toda essa demora
Que não foi capaz de me adormecer...
Embora eu ache que era hora depois de toda essa demora
Que não foi capaz de me adormecer...
Nossas almas gêmeas então mudaram de tom e cor
Nossas celas já não tem mais chave, mas você ficou
No meio da sala, perdida e só, sem uma direção
E meio cansada de ver fugir num instante tudo que sonhou
Nossas celas já não tem mais chave, mas você ficou
No meio da sala, perdida e só, sem uma direção
E meio cansada de ver fugir num instante tudo que sonhou
E tudo que eu tentei fazer pra te ver mais feliz
E tudo que eu tentei esquecer eu fiz também por mim
E tudo que eu tentei esquecer eu fiz também por mim
Nossas almas gêmeas então mudaram de tom e cor
Nossas celas já não tem mais chave, mas você ficou
No meio da sala, perdida e só, sem uma direção
E meio cansada de ver fugir num instante tudo que sonhou
Nossas celas já não tem mais chave, mas você ficou
No meio da sala, perdida e só, sem uma direção
E meio cansada de ver fugir num instante tudo que sonhou
E tudo o que eu tentei fazer pra te ver mais feliz
E tudo o que eu tentei esquecer eu fiz também por mim
E tudo o que eu tentei esquecer eu fiz também por mim
Estamos agora cara a cara, caímos numa armadilha rara
Sem alma, sem sede e sem reação
Agora é tarde pra ter volta
Estamos ainda em nossa casa
Longe da alegria, mais perto da dor
Sem alma, sem sede e sem reação
Agora é tarde pra ter volta
Estamos ainda em nossa casa
Longe da alegria, mais perto da dor
E tudo o que eu tentei fazer pra te ver mais feliz
E tudo o que eu tentei esquecer eu fiz também por mim
E tudo o que eu tentei fazer pra te ver mais feliz
E tudo o que eu tentei esquecer eu fiz também por mim
E tudo o que eu tentei esquecer eu fiz também por mim
E tudo o que eu tentei fazer pra te ver mais feliz
E tudo o que eu tentei esquecer eu fiz também por mim
Escolhas e consequências
Estou aqui deitada na minha cama e me peguei pensando em você. Pensava sobre a nossa relação, me lembrei de várias situações que aconteceram nos dois anos em que estivemos juntos, da última vez que te vi, da nossa última conversa (se é que seus berros insandecidos ao celular podem ser considerados uma conversa), da forma cruel que você me tratou e me abandonou. A mim e a esse bebê, que não tem culpa de nada.
Fiquei pensando e tentando descobrir o que me levou a me apaixonar por você. Sim, eu só passei dois anos com você porque eu te amava. Mas, pensando friamente, você nunca me deu motivos para ser amado. Aliás, acho que você nem sabe o que significa a palavra amor, nunca conjugou o verbo amar em primeira pessoa. Sim, você era gentil, cavalheiro e, quando queria, muito atencioso e carinhoso, um doce de homem. Mas seu humor sempre foi instável, suas reações inesperadas e contraditórias. Eu te disse isso uma vez, que você falava uma coisa e fazia outra. E sempre foi assim...
Talvez eu tenha me apaixonado por você justamente pelo desafio. Sim, para mim você era um desafio. Eu queria tentar decifrar seus mistérios, suas mudanças de humor, seu comportamento instável. E acho que, inconscientemente, eu pensava que poderia fazer aquela sua versão atenciosa, carinhosa, doce, ser a versão mais constante. Por você. Por mim.
Ok, ok, sei que estou longe de ser perfeita, mas fiz por você tudo o que eu podia. Estive com você em momentos difíceis da sua vida (como quando vicê recebeu a notícia de que seu pai estava com câncer), ouvi, ofereci meu ombro e meu carinho, apliquei Reiki, fiz companhia, solicitei tratamento à distância no Centro Espírita, indiquei psicoterapia. E, mesmo assim, você me tratou como lixo.
A única coisa que me consola é que você me deu o maior e melhor presente que alguém poderia me dar. De uma forma totalmente inesperada, em um momento surpreendente, um presente que eu pensei que nunca teria. Ou que, se tivesse, demandaria muito esforço e tratamento médico. Então, apesar de tudo, sou grata a você. Não sei se sou capaz de te perdoar, e para ser bem sincera, sinto pena por tudo o que você está perdendo. Mas a escolha foi sua... E, feliz ou infelizmente, a vida é assim: estamos o tempo todo nos equilibrando entre escolhas e consequências.
Seja feliz. Se você conseguir.
Fiquei pensando e tentando descobrir o que me levou a me apaixonar por você. Sim, eu só passei dois anos com você porque eu te amava. Mas, pensando friamente, você nunca me deu motivos para ser amado. Aliás, acho que você nem sabe o que significa a palavra amor, nunca conjugou o verbo amar em primeira pessoa. Sim, você era gentil, cavalheiro e, quando queria, muito atencioso e carinhoso, um doce de homem. Mas seu humor sempre foi instável, suas reações inesperadas e contraditórias. Eu te disse isso uma vez, que você falava uma coisa e fazia outra. E sempre foi assim...
Talvez eu tenha me apaixonado por você justamente pelo desafio. Sim, para mim você era um desafio. Eu queria tentar decifrar seus mistérios, suas mudanças de humor, seu comportamento instável. E acho que, inconscientemente, eu pensava que poderia fazer aquela sua versão atenciosa, carinhosa, doce, ser a versão mais constante. Por você. Por mim.
Ok, ok, sei que estou longe de ser perfeita, mas fiz por você tudo o que eu podia. Estive com você em momentos difíceis da sua vida (como quando vicê recebeu a notícia de que seu pai estava com câncer), ouvi, ofereci meu ombro e meu carinho, apliquei Reiki, fiz companhia, solicitei tratamento à distância no Centro Espírita, indiquei psicoterapia. E, mesmo assim, você me tratou como lixo.
A única coisa que me consola é que você me deu o maior e melhor presente que alguém poderia me dar. De uma forma totalmente inesperada, em um momento surpreendente, um presente que eu pensei que nunca teria. Ou que, se tivesse, demandaria muito esforço e tratamento médico. Então, apesar de tudo, sou grata a você. Não sei se sou capaz de te perdoar, e para ser bem sincera, sinto pena por tudo o que você está perdendo. Mas a escolha foi sua... E, feliz ou infelizmente, a vida é assim: estamos o tempo todo nos equilibrando entre escolhas e consequências.
Seja feliz. Se você conseguir.
sexta-feira, 5 de outubro de 2012
Regras da Vida
✿
Há duas regras na vida:
Regra número 1: não
se incomode com coisas pequenas.
Regra número 2:
tudo são coisas pequenas. .·´✿
✿
segunda-feira, 24 de setembro de 2012
segunda-feira, 17 de setembro de 2012
Mensagem aos pais (Ricardo Jordão Magalhães)
"Quando eu tinha quatorze anos, eu achava o meu pai tão ignorante, mas tão ignorante, que eu tinha vergonha de ser visto ao seu lado; mas quando eu fiz vinte e um anos, eu fiquei super impressionado com a quantidade de coisas que ele aprendeu em sete anos."
Assim que eu comecei a ganhar dinheiro o suficiente eu sai da casa dos meus pais e fui morar sozinho.
Eu aluguei um pequeno apartamento super simpático com um quarto, cozinha e sala localizado a uma música do meu trabalho. Naquela época eu morava tão perto do escritório que não dava tempo de ouvir a segunda música do CD. As vezes eu levava várias semanas para ouvir um CD inteiro.
Durante alguns anos eu levei uma típica vida de solteiro workaholic. Na cozinha não tinha fogão, apenas microondas; na geladeira, só dava lasanha congelada da Sadia; na sala, não tinha sofá, apenas uma cadeira para ler e trabalhar; televisão nem pensar, apenas uma estante cheia de livros, revistas e CDs; a decoração a là Casa Cor passou longe, eu mesmo furei bem mal furado todas as paredes do apartamento com posters de Star Wars, Matrix, Poderoso Chefão, John Lennon, Iron Maiden, Rent, Sócrates & Aristóteles, Robert Doisneau e Kandinsky.
No guarda-roupa eu estava up-to-date. Roupinhas de marca, reloginho de playboy e perfume de galã; na garagem eu também estava up-to-date. Carro do ano importado, lavado e cheiroso (apesar de estar devendo seis prestações para o banco e dois IPVAs para o governo). O corpinho também estava up-to-date. Depois de 12 horas de trabalho, eu ainda arrumava tempo para um joguinho de squash, uma corridinha no Parque do Ibirapuera, uma treinadinha na Academia, e uma sessão de bronzeamento artificial (afinal eu precisava manter o meu álibi com as gatinhas de dono de casa pé-na-areia em Maresias Kkkkk).
Na vida amorosa eu também não tinha do que reclamar. Sempre bem informado sobre as melhores baladas, eu fazia questão de não perder nenhuma - de segunda a segunda.
Enfim, a vida perfeita.
Bem, nem tanto assim.
90% dos homens solteiros não viajam - a não ser a trabalho; não trocam de apartamento - a não ser que sejam despejados pelo dono do imóvel.
O maior conflito emocional das suas vidas é o medo de pedir aumento de salário para o chefe, ou curtir os posts da antiga paixão dos tempos do colégio na Facebook; o maior compromisso das suas vidas é com as próximas 24 prestações do seu Vera Cruz 2012 (que inclusive é carro de mulher. Kkkk); o seu maior patrimônio é a sua coleção completa de filmes pornográficos armazenados em 50 terabytes de disco rígido.
Eu acabo de descrever a minha vida quinze anos atrás. Uma infância de Peter Pan que se repetiu monotonamente por vários anos, e da qual não sinto falta alguma.
Eu me tornei adulto quando eu casei.
Eu me tornei um homem quando nasceu a minha primeira filha.
Eu me transformei em ser humano quando me tornei Pai.
Eu sou alguma coisa nessa vida porque tenho uma Família.
Nada menos que isso interessa!
Hoje eu tenho que acordar cedo e dormir tarde porque as contas a pagar não param de chegar. As minhas roupas não estão mais up-to-date e o perfume que eu uso tem mais de cinco anos; o carro tem quatro anos, o antigo corpinho de Hulk está mais para a pança do Shrek, e a última balada que eu estive presente foi uma apresentação da Hannah Montana Cover em um Buffett Infantil domingo a tarde antes do Fantástico.
Eu perdi o novo filme do Woody Allen porque tive que assistir o Homem Aranha com o meu filho. Eu deixei de comprar um aplicativo para iPad, porque precisei comprar o novo app da Disney para a minha filha.
Eu preciso trocar de carro porque não cabem os filhos, eu preciso trocar de casa porque não cabe a sogra, eu preciso encontrar um novo lugar para passar as férias porque o barato do ano passado já perdeu a graça.
Eu preciso crescer, crescer e crescer, e eu estou super feliz com isso. Eu não posso descansar, eu não posso parar, eu não posso pisar na bola, eu não posso ficar doente, e estou super feliz com isso. Eu preciso dar o exemplo, ser o exemplo, apontar exemplos, e estou super feliz com isso.
Você sabe que se tornou um pai de verdade quando a carteira que você usava para guardar dinheiro, carrega agora fotos dos seus filhos, e você está super feliz com isso.
Você sabe que se tornou um pai de verdade quando percebe que a melhor coisa que você pode fazer pelos seus filhos é amar a mãe deles, e você está super feliz com isso.
Você sabe que se tornou um pai de verdade quando não cansa e não para de ensinar os seus filhos mesmo sabendo que eles não estão entendendo nem metade das coisas que você está falando, e você está super feliz com isso.
Você sabe que se tornou um pai de verdade quando diz para a sua filha pedir autorização para a mãe mesmo quando a mãe já disse para pedir autorização para o pai, e você está super feliz com isso.
Você sabe que se tornou um pai de verdade quando se sente confortável para aprovar, desaprovar, aceitar e perdoar o espírito adolescente dos seus filhos, e você está super feliz com isso.
Você sabe que se tornou um pai de verdade quando aparece com um buquê de rosas nas mãos no final da apresentação de balé da filha mesmo sabendo que ela se sente embaraçada na frente das amigas, e você está super feliz com isso.
Você sabe que se tornou um pai de verdade quando está presente para abraçá-la e beijá-la momento em que ela vai embarcar para fora do país por alguns anos, e você está super feliz com isso.
Você sabe que se tornou um pai de verdade quando recebe os seus filhos de volta, de braços abertos, não importa o tempo que passou, e tudo que aconteceu, e você está super feliz com isso.
Você sabe que se tornou um pai de verdade quando percebe que todo mundo pode ter um filho, mas é preciso muito esforço, mas muito esforço, todos os dias, para ser um Pai, e você está super feliz com isso.
Você sabe que se tornou um pai de verdade quando pára de dar desculpas para não estar presente na vida dos seus filhos.
Em algum momento durante o dia de hoje, o seu filho estará errado. Você vai estar lá para dizer a ele?
No final da sua vida, você vai perceber que a verdadeira medida de um homem é a educação que ele deu aos seus filhos. O quê você deu a eles, o que você fez para afastá-los das coisas erradas, as lições que você ensinou e as lições que você permitiu que eles aprendessem sozinhos.
O mundo em que nós vivemos nunca precisou tanto de um Pai como agora. Na verdade, se estamos no buraco, é por falta da presença do Pai.
Não deixe as funções que você tem que representar nessa vida atrapalharem o seu papel de Pai. A vida passa muito rápido, a empresa em que você trabalha vai desaparecer em alguns anos, e o seu filho não.
Esteja presente, seja o Pai que o futuro merece. O mundo inteiro agradece.
NADA MENOS QUE ISSO INTERESSA.
QUEBRA TUDO! Foi para isso que eu vim! E Você?"
sexta-feira, 14 de setembro de 2012
Isso é amor ou é doença? (André Lima)
Recentemente escrevi um texto falando sobre a importância do desapego em todas as áreas, inclusive nos relacionamentos. Recebi depois um e-mail de uma leitora dizendo o seguinte:
"Porque você não entende nada de amor! Você não está apaixonado! Na vida e na guerra o tempo conta, as estratégias são necessárias muitas vezes pra não perder quem você ama ou para mostrar aquele ser amado que você existe e que o ama. Aí sim a decisão é dele!"
Alguns confundem o sentimento de necessidade de ter que ter aquela determinada pessoa, com amor. Tem pouco a ver com amor pelo outro, e sim com a nossa própria insegurança e problemas de autoestima. Ao invés de curarmos nossas feridas emocionais, pensamos que precisamos encontrar alguém que nos traga segurança e conforto para acabar com a nossa infelicidade. O outro se torna a fonte que irá nos preencher. É uma receita certa para sofrimento.
Quando conseguimos um relacionamento dessa forma, por um tempo podemos nos sentir bem, normalmente, logo nas primeiras semanas ou meses da relação. Mas logo virá a insegurança pois teremos sempre um medo inconsciente latente de perder aquela pessoa.
Na verdade, temos medo de perder a sensação de paz e segurança que o relacionamento nos traz. Essa sensação de segurança não é verdadeira, é algo apenas superficial, pois nossos problemas de insegurança mais profundos não foram curados, ficaram apenas temporariamente encobertos com o relacionamento. A nossa paz está nas mãos de outra pessoa.
Esse medo de perder leva à dependência e alguns chegam ao desespero. Criamos jogos de manipulação e chantagem, no intuito de ter a outra pessoa de qualquer forma, pois é nela que projetamos a nossa felicidade. Pessoas que agem dessa maneira estão sempre tensas de alguma forma. Normalmente são pessoas ciumentas. Tendem a ser rejeitadas nos relacionamentos. Elas se tornam muito desinteressantes. Quanto mais projetamos necessidade e insegurança, mais o nosso valor diminui perante os olhos das outras pessoas. Essa forma de se comportar é causada pela falta de amor próprio.
Pessoas mais seguras são as que nos parecem as mais interessantes. É algo natural se sentir atraído por pessoas que passam, nas suas atitudes, uma boa autoestima. Elas não precisam fazer esforço para atrair um bom relacionamento; as coisas simplesmente acontecem. Parece sorte, coincidência, mas não tem nada disso.
Gostamos mais das pessoas que gostam de si mesmas. Quanto melhor a nossa autoestima, mais conseguimos nos valorizar, nos impor, colocar limites e dizer não quando necessário. Nos fazemos respeitar e assim os outros acabam também nos respeitando e valorizando. A qualidade dos nossos relacionamentos é sempre um reflexo direto da qualidade da nossa autoestima. É tudo muito simples e lógico.
Se sentir como a pessoa mais importante da nossa vida pode soar para alguns como egoísmo. Mas se trata de amor próprio. E esse é, na realidade, o único amor verdadeiro. Nesse estado conseguimos nos relacionar muito melhor com os outros, sem a necessidade de controlar. Ficamos na verdade muito mais generosos quando perdemos o medo. Tratamos bem os outros, mas não nos deixamos cair em jogos de manipulação nem perdemos nossas vontades. Relacionamento egoísta é aquele em que usamos artifícios para fazer com que pessoas fiquem ao nosso redor. E muitos acham que isso é sinal de amor.
Atendendo uma cliente que já morou fora do Brasil, ela contou que um ex-namorado ligou pra ela perguntando se poderia viajar para visitá-la. Ela falou que não, que não tinha mais nada a ver, mas ele insistiu e foi mesmo assim. Ela tinha noção de que esse não era um comportamento saudável. Mas, em algum nível, na percepção da minha cliente, parecia que ele agia dessa forma por gostar ainda muito dela. Na verdade, ele agia assim por não gostar de si mesmo, devido a vários sentimentos que acumulou durante a vida. Mas ele também não conseguia enxergar isso. Na sua visão, ele pensava que se comportava daquela maneira por amor.
O pior é que ainda ficamos envaidecidos quando alguém se comporta dessa forma. A atitude dessa pessoa não tem nada a ver conosco. Tem a ver apenas com a falta de amor próprio dela para com ela mesma. Mas, como também temos nosso problemas de autoestima, nos apegamos a esse tipo de situação (mesmo quando não queremos ter nada com o outro) para sentir que temos algum valor, já que alguém "gosta" tanto assim de nós.
O gostar demais, sentir ciúmes, vontade controlar, manipular os relacionamentos, achar que o outro é mais importante, que é tudo na nossa vida, é fruto da mesma doença: dificuldade de amar a si mesmo.
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