sábado, 5 de outubro de 2013

Um triste adeus

Hoje é dia de São Francisco de Assis, protetor dos animais. Deveria ser um dia feliz, pois é também aniversário de Zuleica, nossa boxer de 5 anos. Mas foi um dia de decisões difíceis, e de muita tristeza. Nossa querida Dalila, já velhinha, com 10 anos, foi para junto de São Francisco de Assis.
A partir de hoje, Zuleica vai dormir sozinha no quintal, vai latir sem a companhia da mãe no portão. E, quando estiver molhada, ninguém vai lambê-la para secar, como a mamãe Dalila sempre fazia, como se Zuleica ainda fosse um bebê.
Ninguém mais vai entrar pé ante pé no meu quarto de manhã para me dar bom dia, ganhar um cafuné nas orelhas e sair com a mesma calma que entrou. Ninguém vai aproveitar um descuido de mãe para subir sorrateiramente no sofá. Ninguém vai olhar mil vezes para minha cara, ao me ver chorando, como quem diz "o que posso fazer para curar sua tristeza?"
Hoje estou chorando e você não está aqui para me consolar. Estou chorando justamente porque você não está mais aqui.
É, Dadá, vamos sentir sua falta. Acho que nunca conheci uma cadela tão amorosa quanto você, você sempre foi muito especial. Tinha seus defeitos, sim, como qualquer outro ser deste planeta ainda tão complicado que é a Terra, mas proporcionou muitas alegrias durante os dez anos que esteve conosco. Essa casa nunca mais será a mesma sem você, sem a sua alegria, sem o seu cuidado.
Nosso único consolo é saber que, neste momento, você está bem melhor do que nos últimos dias, sem dor, sem febre, sem dificuldade para andar, sem aquela praga de câncer te corroendo por dentro.
Fique bem, minha amada Dalila. Fique com Deus. E saiba que você estará sempre no meu coração.
Amo você. 


domingo, 11 de agosto de 2013

Pérolas de pequenos Cardosos

As crianças estão cada dia mais espirituosas... Seguem duas situações engraçadas, que aconteceram recentemente com filhos de primos meus.

Manuela, de 6 anos, veio conhecer a minha filha num dia em que os sintomas do refluxo estavam bastante acentuados, e a Helô estava vomitando toda hora. Manu insistiu muito, dizendo que queria carregar a Helô, eu tentei convencê-la a desistir, mas não tive êxito e acabei colocando a Helô no colo dela. É claro que a Helô vomitou na Manu...
Agora, quando alguém pergunta à Manu se ela gostou de conhecer a Heloísa, ela responde:"gostei sim, mas ela vomitou em mim!" 

Outra situação engraçada aconteceu com o Vítor, de 2 anos e meio. Semana passada, minha mãe estava conversando com ele, e estava com Heloísa no colo. Minha mãe disse para ele: "você é loirinho, a Helô também." Ele, talvez sem saber o que significa ser loirinho, respondeu mais que depressa: "eu não. Eu sou Vítor!"

Criança tem cada uma... Rs

sexta-feira, 2 de agosto de 2013

segunda-feira, 22 de julho de 2013

sexta-feira, 19 de julho de 2013

O rio e o oceano (Osho)


Diz-se que mesmo antes de um rio cair no oceano ele treme de medo.
Olha para trás, para toda a jornada, os cumes, as montanhas, o longo caminho sinuoso através das florestas, através dos povoados, e vê à sua frente um oceano tão vasto que entrar nele nada mais é do que desaparecer para sempre.
Mas não há outra maneira. O rio não pode voltar.
Ninguém pode voltar. Voltar é impossível na existência. 

Você pode apenas ir em frente. O rio precisa se arriscar e entrar no oceano. E somente quando ele entra no oceano é que o medo desaparece. Porque apenas então o rio saberá que não se trata de desaparecer no oceano, mas tornar-se oceano. Por um lado é desaparecimento e por outro lado é renascimento. Assim somos nós. Só podemos ir em frente e arriscar. Coragem!! Avance firme e torne-se Oceano!!!

quinta-feira, 4 de julho de 2013

Professor reprova classe inteira (desconheço o autor)


Um professor de economia em uma universidade americana disse que nunca havia reprovado um só aluno, até que certa vez reprovou uma classe inteira.
Esta classe em particular havia insistido que o socialismo realmente funcionava: com um governo assistencialista intermediando a riqueza ninguém seria pobre e ninguém seria rico, tudo seria igualitário e justo.
O professor então disse:
 
- "Ok, vamos fazer um experimento socialistanesta classe. Ao invés de dinheiro, usaremos suas notas nas provas."

Todas as notas seriam concedidas com base na média da classe, e portanto seriam 'justas'. Todos receberão as mesmas notas, o que significa que em teoria ninguém será reprovado, assim como também ninguém receberá um "A".
Após calculada a média da primeira prova todos receberam "B". Quem estudou com dedicação ficou indignado, mas os alunos que não se esforçaram ficaram muito felizes com o resultado.
Quando a segunda prova foi aplicada, os preguiçosos estudaram ainda menos - eles esperavam tirar notas boas de qualquer forma. Já aqueles que tinham estudado bastante no início resolveram que eles também se aproveitariam do trem da alegria das notas. Como um resultado, a
segunda média das provas foi "D". Ninguém gostou.
Depois da terceira prova, a média geral foi um "F". As notas não voltaram a patamares mais altos mas as desavenças entre os alunos, buscas por culpados e palavrões passaram a fazer parte da atmosfera
das aulas daquela classe. A busca por 'justiça' dos alunos tinha sido a principal causa das reclamações, inimizades e senso de injustiça que passaram a fazer parte daquela turma. No final das contas, ninguém queria mais estudar para beneficiar o resto da sala. Portanto, todos os alunos repetiram aquela disciplina... para sua total surpresa.
O professor explicou: "o experimento socialista falhou porque quando a recompensa é grande o esforço pelo sucesso individual é grande. Mas quando o governo elimina todas as recompensas ao tirar coisas dos outros para dar aos que não batalharam por elas, então ninguém mais vai tentar ou querer fazer seu melhor.
Tão simples quanto o exemplo de Cuba,Coréia do Norte, Venezuela e o Brasil e Argentina, que estão chegando lá.."

1. Você não pode levar o mais pobre à prosperidade apenas tirando a prosperidade do mais rico;

2. Para cada um recebendo sem ter de trabalhar, há uma pessoa trabalhando sem receber;

3. O governo não consegue dar nada a ninguém sem que tenha tomado de outra pessoa;

4. Ao contrário do conhecimento, é impossível multiplicar a riqueza tentando dividi-la;

5. Quando metade da população entende a idéia de que não precisa trabalhar, pois a outra metade da população irá sustentá-la, e quando esta outra metade entende que não vale mais a pena trabalhar para sustentar a primeira metade, então chegamos ao começo do fim de uma nação.

sábado, 29 de junho de 2013

Apenas uma reflexão

Às vezes eu penso que seria melhor para todo mundo se eu tivesse morrido no parto...
Sem mais.

terça-feira, 9 de abril de 2013

Em busca de paz

Sim, é importante pesquisar a cura da AIDS. Tão importante quanto pesquisar a cura do câncer. Mas, se os médicos e cientistas querem mesmo melhorar a vida de grande número de pessoas, deviam pesquisar a cura da cólica de bebês.
Quase todos os bebês têm cólicas.
Você já viu um bebê com crise de cólica? Especialmente se o bebê é a sua filha ou filho?
Dá dor no coração de qualquer mãe ver aquela coisinha fofa se contorcendo, se debatendo, chorando, sofrendo, e não poder fazer nada. Aliás, pode-se dar Luftal, fazer massagem, carregar a criança de bruços, e tentar mil coisas enquanto a pobrezinha chora e se contorce de dor.
E, para piorar a situação, muitos bebês ficam horas e horas chorando, o que acaba com a paciência dos pais.
Em resumo, a cólica dos bebês é sofrimento para toda a família. Por isso que os cientistas deveriam pesquisar sua cura.
Algumas pessoas podem argumentar: "as cólicas duram aproximadamente 3 meses, depois o organismo do bebê se adapta à alimentação e as cólicas desaparecem naturalmente."
Ok, mas por que os pais precisam sofrer por 3 meses? Por que o bebê precisa sofrer por 3 meses? A criança já estreia na vida sofrendo! Perdoem-me pelo jargão, mas, ninguém merece!!
A vida já vai fazê-los sofrer demais ao longo dos anos. Por que sofrer e chorar tão pequeninos?
O cientista que descobrisse essa cura mereceria, na minha opinião, o Prêmio Nobel da Paz. Pois, agora que sou mãe, nada representa melhor a paz do que ver a minha filha dormindo tranquila. Sem dor. Sem sofrimento. Como se o mundo fosse tão lindo quanto os sonhos dela.

segunda-feira, 1 de abril de 2013

Feliz Páscoa!!

Páscoa é renovação, é vida nova. No calendário católico, ela está sendo comemorada hoje.
Mas para mim, este ano a Páscoa começou no dia 28 de fevereiro. E, desde então, tem sido Páscoa todos os dias...
No dia 28 de fevereiro minha filha nasceu. E foi Páscoa duas vezes. Em primeiro lugar, porque após ficar entre a vida e a morte após o parto, Deus me deu uma nova chance. Eu sobrevivi. Muito fraca e debilitada, mas voltei para casa viva e com minha filha nos braços. A "segunda" Páscoa do dia 28 foi justamente o nascimento da minha filha. Todo bebê é luz, é vida, é esperança, é renovação. E, por causa da minha filha, agora todo dia é Páscoa.
Por causa dela e da situação extrema que vivi, tenho refletido diariamente sobre o que desejo manter e o que quero extrair da minha vida, e tomei coragem para mudar algumas coisas que me incomodavam há tempos. Sei que não vai ser fácil, que vou enfrentar muitos obstáculos.
Mas Páscoa é isso. Renovação. Mudança. Vida nova. Vida.
Aproveitemos nossa Páscoa diária. Tenhamos coragem de mudar o que nos faz sofrer. Valorizemos quem e o que realmente é importante em nossas vidas. Choremos. Sorríamos. Enfrentemos as dificuldades. Amemos. Vivamos.
Feliz Páscoa!! Todos os dias.

quinta-feira, 21 de fevereiro de 2013

Paciência (?????)

Acho que a paciência realmente não é uma das minhas maiores virtudes.
Não aguento mais repetir a mesma coisa mil vezes... Já perdi a conta de quantas vezes respondi às perguntas: "É para quando?", "Vai ser cesárea?"
Sinceramente, dá vontade de pendurar uma placa no pescoço com as informações... Ou de desaparecer por uns dias, sem telefone ou internet, e só voltar ao meio social depois que a minha filha nascer...
E o pior é que dá para contar nos dedos quantas são as pessoas que perguntam porque realmente gostam de mim. Muitas perguntam apenas por curiosidade, ou por falta de assunto, mesmo. Mas quem tem que repetir incessantemente a mesma coisa sou eu.
As pessoas deviam simplesmente aguardar as notícias. Quando ela nascer, eu vou avisar. Pelo menos às pessoas que acho que realmente devem ser avisadas. Aliás, essas são as que menos perguntam. Porque são aquelas que me conhecem e sabem que a perguntação não me agrada.
É. Talvez essa seja uma forma de reconhecer quem é amigo de verdade...

terça-feira, 19 de fevereiro de 2013

Uma carta de dor e revolta


Carta de Marcella Martins, Santa Maria – RS, à  Presidente Dilma
Engula o choro, presidente. Engula o choro ao falar da  tragédia de Santa Maria. Engula o choro e todos os problemas desse país que nele  estão escancarados. Engula, que o medo do segurança de ser demitido neste país é  maior do que sua consciência de deixar as pessoas saírem sem pagar suas contas  para não morrerem. Engula a soberba dos donos de empresa desta nação que não  estão nada preocupados com pessoas como eu e até mesmo como a senhora, porque  estão focados demais em lucrar, e preferem fechar as portas como numa câmara de  gás a ter prejuízos. Engula a pressão que todos os seus funcionários sentem  todos os dias. Engula que para arcar com seus altíssimos impostos, todos eles  dão um jeitinho bem brasileiro de se desviar dos regulamentos e leis. Engula que  os órgãos responsáveis por evitar que isso aconteça não funcionam. Engula que  eles deixaram essa, entre tantas e tantas casas mais, funcionar sem licença.  Engula que provavelmente alguém que também ganha pouquíssimo aceitou um suborno  para que isso acontecesse. Engula que a senhora deu “é” sorte por ser apenas  essa casa entre todos os tantos lugares que deveriam estar fechados, que caiu na  boca da mídia. Engula a mídia que vai atacar com todo o sensacionalismo possível  em cima das famílias que estão procurando celulares em cima de corpos para  reconhecer seus filhos. Engula as operadoras que não funcionam e que  provavelmente impediram uma série de vítimas a pedirem socorro. Engula que o  socorro que chega para se enfiar em lugares como este, pegando fogo, cheio de  corpos de jovens para serem resgatados, recebe um salário vergonhoso, com  descontos ainda mais vergonhosos, e ainda assim executam um trabalho triste e  digno antes de voltarem para a casa e agradecerem por seus próprios estarem  dormindo.
Não, presidente. Não chore ao falar da tragédia.  Faça! Faça alguma coisa. E pare de nos dar como exemplos uma série de  catástrofes para tomar medidas idiotas que não valerão de nada alguns meses  depois. Não se emocione. Acione! Acione a todos os órgãos públicos, faça uma  limpa em sua maldita corrupção e devolva à segurança pública, às instituições  sérias, aos professores, aos bombeiros, aos enfermeiros, aos seguranças, aos  jovens, o mínimo de dignidade. Não faça um discurso. Mude o percurso. Mude tudo  porque estamos cansados de ver nossos iguais pegando fogo, morrendo afogados,  morrendo nas filas dos postos de saúde, morrendo no “crack”, morrendo, morrendo,  morrendo, e tendo como última imagem aquela TV aos fundos anunciando o fim de  mais uma bilionária obra de estádio de futebol.
Não, presidente.  Desculpe, mas na minha frente a senhora não pode chorar. Não pode chorar sua  culpa. Não pode chorar sua inércia. Não pode chorar no Chile, mas também não  pode chorar em Santa Maria. Porque isso é muito maior do que só um acidente.  Isso é muito maior do que só sua comoção. Engula o seu choro, presidente. O seu,  o dos jovens que perceberam que não teriam mais o que fazer que não morrer, e em  especial, o de seus amigos e familiares, que em um país como esse, não têm outra  opção que não chorar. Engula o choro, presidente.”

MARCELLA  MARTINS

sexta-feira, 18 de janeiro de 2013

Crianças desajeitadas


Assistindo ao filme dos Smurfs, um dos homenzinhos azuis chama a nossa atenção logo nas primeiras cenas. O Smurf Desastrado (Clumsy, em inglês) tromba, derruba, tropeça, esbarra em tudo e em todos. Além disso, é impedido pelos amigos de participar do ensaio para a festa da Lua Azul, devido à sua “falta de jeito”. Ao ver a cena, a reação das pessoas varia: algumas caem na gargalhada, outras pensam “coitadinho”, e ainda há aquelas que acham um absurdo alguém ser tão desajeitado e atrapalhar a vida dos demais com seu comportamento estabanado.
Existem no mundo milhares de crianças como o Smurf Desastrado. Crianças que vivem trombando nas coisas, quebrando os brinquedos, não aprendem nunca a fazer letra cursiva, têm dificuldades para recortar, não conseguem manejar fechos e botões, são péssimas em esportes, etc, etc, etc... Essas crianças muitas vezes são rotuladas como preguiçosas, incompetentes, e ninguém consegue explicar como e por que crianças tão inteligentes têm tantas dificuldades motoras.
A resposta é Transtorno do Desenvolvimento da Coordenação (TDC). Este transtorno, apesar de não ser muito diagnosticado nos consultórios médicos, é mais frequente do que se imagina. De acordo com estatísticas internacionais, ele acomete 5 a 8% das crianças em idade escolar (isso significa que, em uma sala de aula com 30 crianças, pelo menos 1 a 2 crianças apresentam o transtorno!!!).
As causas do TDC ainda não são conhecidas, mas sabe-se que existe um componente neurológico, apesar de que nenhum teste ou exame consiga detectar o transtorno. O diagnóstico é feito com base nas queixas apresentadas pela família e/ou pela escola. O tratamento é feito por terapeutas ocupacionais, fisioterapeutas, educadores físicos, e é voltado principalmente para melhorar o desempenho da criança nas atividades do dia a dia, e melhorar a coordenação motora.
No Brasil, ainda são poucas as pesquisas sobre o TDC, mas, independentemente da nacionalidade da criança, sabe-se que é importante procurar ajuda, para evitar os efeitos secundários na autoestima, socialização, e desempenho ao longo da vida. Portanto, se você acredita que sua criança é mais desajeitada que o normal, se a “falta de jeito” no dia a dia causa preocupação, procure o pediatra, um neurologista infantil, ou um terapeuta ocupacional e relate suas queixas. Quanto mais cedo a criança iniciar o tratamento, maiores são as chances de ela conseguir vencer suas dificuldades e melhorar sua qualidade de vida, evitando problemas futuros.
No link http://dcd.canchild.ca/en/EducationalMaterials/resources/DCDportuguese.pdf está disponível uma cartilha sobre TDC, caso você se interesse por mais informações.
Ah! E se você viu o filme dos Smurfs, deve se lembrar de que, apesar de todas as dificuldades, o Desastrado acaba se tornando o herói da história... Então, acredite sempre que a sua criança também pode superar as dificuldades!!!

terça-feira, 15 de janeiro de 2013

Preocupante...

Recebi ontem um e-mail enviado pela minha mãe, cujo título era "Preocupante", com as charges que se seguem.
Realmente, são situações muito comuns e frequentes nos dias atuais, e as tirinhas servem para nos estimular a refletir sobre nossas atitudes, as mudanças de valores que estão ocorrendo, a supervalorização da tecnologia e banalização dos contatos sociais, etc. 
São tirinhas preocupantes, mas, principalmente, reflexivas. Vale a pena pensar sobre a que estamos dando importância em nossas vidas...








sexta-feira, 11 de janeiro de 2013

Redes sociais


Poucos dias antes de desativar meu perfil na rede social Facebook, dei de cara com a charge acima. Podia ser apenas mais uma dessas charges "virais" que se espalham espantosamente rápido na rede, mas acabou me chamando a atenção, pois infelizmente reflete o que realmente vemos por aí...
Nas redes sociais, as pessoas reclamam, desabafam, xingam os políticos, os juízes de futebol, criticam tudo e todos, e na maioria das vezes não tomam nenhuma atitude prática e objetiva. Na minha opinião, as redes sociais têm deixado as pessoas mais acomodadas do que já costumavam ser. É muito prático e fácil reclamar de qualquer coisa pela internet. E ficar esperando que alguma coisa mude...
Não estou dizendo que as redes sociais são totalmente inúteis, não é isso. Algumas pessoas utilizam a rede para fazer coisas boas, encontram pessoas desaparecidas, fazem campanhas de doação de sangue, alimentos, etc, utilizam a rede para divulgar uma causa importante para o maior número de pessoas, enfim, fazem algo de bom com a possibilidade de estar em contato com milhares (ou milhões?) de pessoas em pouco tempo. Mas a grande maioria usa mesmo para reclamar da vida, para criticar (sem agir) tudo aquilo que não concordam, para vigiar a vida alheia. E tem aquelas que, seja por consciência pesada ou por baixa auto-estima, vestem a carapuça de tudo o que é publicado pelos seus amigos.
Enfim, por várias razões, decidi desativar minha conta. Percebi que estava gastando horas preciosas do meu tempo conectada na vida alheia, percebi que muito do que eu postava estava sendo encarapuçado pelas pessoas que conheço, percebi que tem gente que está ali e nunca posta nada, nunca comenta ou curte nada, mas sabe da vida de todo mundo. Sei lá, pelo menos temporariamente, quero ficar fora disso tudo. Meu foco agora é curtir o restinho da minha gravidez e a chegada da minha filha, e tenho pavor de que ela fique exposta na internet. Talvez um dia eu reative a minha conta, o meu perfil. Mas, por enquanto, prefiro ser chamada de anti-social...