Mude,
mas comece devagar,
porque a direção é mais importante
que a velocidade.
Sente-se em outra cadeira,
no outro lado da mesa.
Mais tarde, mude de mesa.
Quando sair,
procure andar pelo outro lado da rua.
Depois, mude de caminho,
ande por outras ruas,
calmamente, observando com atenção
os lugares por onde
você passa.
Tome outros ônibus.
Mude por uns tempos o estilo das roupas.
Dê os teus sapatos velhos.
Procure andar descalço alguns dias.
Tire uma tarde inteira
para passear livremente na praia,
ou no parque,
e ouvir o canto dos passarinhos.
Veja o mundo de outras perspectivas.
Abra e feche as gavetas
e portas com a mão esquerda.
Durma no outro lado da cama…
depois, procure dormir em outras camas.
Assista a outros programas de tv,
compre outros jornais…
leia outros livros,
Viva outros romances.
Não faça do hábito um estilo de vida.
Ame a novidade.
Durma mais tarde.
Durma mais cedo.
Aprenda uma palavra nova por dia
numa outra língua.
Corrija a postura.
Coma um pouco menos,
escolha comidas diferentes,
novos temperos, novas cores,
novas delícias.
Tente o novo todo dia.
o novo lado,
o novo método,
o novo sabor,
o novo jeito,
o novo prazer,
o novo amor.
a nova vida.
Tente.
Busque novos amigos.
Tente novos amores.
Faça novas relações.
Almoce em outros locais,
vá a outros restaurantes,
tome outro tipo de bebida
compre pão em outra padaria.
Almoce mais cedo,
jante mais tarde ou vice-versa.
Escolha outro mercado…
outra marca de sabonete,
outro creme dental…
tome banho em novos horários.
Use canetas de outras cores.
Vá passear em outros lugares.
Ame muito,
cada vez mais,
de modos diferentes.
Troque de bolsa,
de carteira,
de malas,
troque de carro,
compre novos óculos,
escreva outras poesias.
Jogue os velhos relógios,
quebre delicadamente
esses horrorosos despertadores.
Abra conta em outro banco.
Vá a outros cinemas,
outros cabeleireiros,
outros teatros,
visite novos museus.
Mude.
Lembre-se de que a Vida é uma só.
E pense seriamente em arrumar um outro emprego,uma nova ocupação,
um trabalho mais light,
mais prazeroso,
mais digno,
mais humano.
Se você não encontrar razões para ser livre, invente-as.
Seja criativo.
E aproveite para fazer uma viagem despretensiosa,
longa, se possível sem destino.
Experimente coisas novas.
Troque novamente.
Mude, de novo.
Experimente outra vez.
Você certamente conhecerá coisas melhores
e coisas piores do que as já conhecidas,
mas não é isso o que importa.
O mais importante é a mudança,
o movimento,
o dinamismo,
a energia.
Só o que está morto não muda !
terça-feira, 21 de dezembro de 2010
quinta-feira, 2 de dezembro de 2010
Adeus, Alfredo!
Eu não queria ter que te mandar embora, queria que você continuasse comigo, me fazendo companhia... Mas a minha saúde precisa vir em primeiro lugar! Ou eu te doava para outra família, ou poderia passar o resto da vida dependendo de remédios para minha alergia.
Agora, não preciso mais manter todas as portas do apartamento fechadas. Não tem ninguém subindo na TV. Ninguém mais vai rasgar algum papel que eu esqueça sobre a mesa, nem furar o meu squeeze da academia. Ninguém vai estragar meu sofá, tentar escalar a cortina, mexer onde não deve. É, algumas vezes você me enchia o saco. Não foi fácil me adaptar à você, ao seu comportamento, às suas manias.
Mas você era meu companheiro, meu negão, meu preto. Era quem me esperava na porta quase todos os dias. Era quem me dava bom dia pela manhã. Era quem me chamava para brincar, justo nas horas em que eu estava ocupada. Era quem me seguia pela casa, quem roçava o rabo nas minhas pernas. Era quem ronronava de alegria por ganhar um carinho meu.
Alfredo, vou sentir sua falta. Muita. Seja feliz na sua nova casa. Eu vou tentar ser feliz sem você aqui.
Agora, não preciso mais manter todas as portas do apartamento fechadas. Não tem ninguém subindo na TV. Ninguém mais vai rasgar algum papel que eu esqueça sobre a mesa, nem furar o meu squeeze da academia. Ninguém vai estragar meu sofá, tentar escalar a cortina, mexer onde não deve. É, algumas vezes você me enchia o saco. Não foi fácil me adaptar à você, ao seu comportamento, às suas manias.
Mas você era meu companheiro, meu negão, meu preto. Era quem me esperava na porta quase todos os dias. Era quem me dava bom dia pela manhã. Era quem me chamava para brincar, justo nas horas em que eu estava ocupada. Era quem me seguia pela casa, quem roçava o rabo nas minhas pernas. Era quem ronronava de alegria por ganhar um carinho meu.
Alfredo, vou sentir sua falta. Muita. Seja feliz na sua nova casa. Eu vou tentar ser feliz sem você aqui.
quarta-feira, 1 de dezembro de 2010
Mais uma crônica do Tião
Hoje a crônica do Tião Martins está excelente... Vale a pena ler e refletir.
http://www.hojeemdia.com.br/cmlink/hoje-em-dia/ti-o-martins-1.168/a-mulher-perfeita-1.209508
http://www.hojeemdia.com.br/cmlink/hoje-em-dia/ti-o-martins-1.168/a-mulher-perfeita-1.209508
segunda-feira, 29 de novembro de 2010
terça-feira, 23 de novembro de 2010
Entre ser feliz e ter razão
Recebi este texto por e-mail. Não sei quem é o autor, mas achei bastante interessante. É uma pequena (e simples) lição de vida. Afinal, o que queremos realmente, ser feliz ou ter razão? Precisamos aprender que uma coisa não depende da outra...
Oito da noite numa avenida movimentada.
O casal já está atrasado para jantar na casa de uns amigos.
O endereço é novo, assim como o caminho que ela conferiu no mapa antes de sair.
Ele dirige o carro.
Ela orienta e pede para que vire, na próxima rua, à esquerda.
Ele tem a certeza de que é à direita.
Discutem.
Percebendo que além de atrasados, poderão ficar mau humorados, ela deixa que ele decida.
Ele vira à direita e percebe que estava errado.
Embora com dificuldade, admite que insistiu no caminho errado, enquanto faz o retorno.
Ela sorri e diz que não há problema algum em chegar alguns minutos mais tarde.
Mas ele ainda quer saber:
- Se você tinha tanta certeza de que eu estava tomando o caminho errado, deveria insistir um pouco mais.
E ela diz:
- Entre ter razão e ser feliz, prefiro ser feliz. Estávamos à beira de uma briga, se eu insistisse mais, teríamos estragado a noite.
MORAL DA HISTÓRIA: Esta pequena história foi contada por uma empresária durante uma palestra sobre simplicidade no mundo do trabalho. Ela usou a cena para ilustrar quanta energia nós gastamos apenas para demonstrar que temos razão, independentemente de tê-la ou não. Desde que ouvi esta história, tenho me perguntado com mais frequência: “Quero ser feliz ou ter razão?”
Oito da noite numa avenida movimentada.
O casal já está atrasado para jantar na casa de uns amigos.
O endereço é novo, assim como o caminho que ela conferiu no mapa antes de sair.
Ele dirige o carro.
Ela orienta e pede para que vire, na próxima rua, à esquerda.
Ele tem a certeza de que é à direita.
Discutem.
Percebendo que além de atrasados, poderão ficar mau humorados, ela deixa que ele decida.
Ele vira à direita e percebe que estava errado.
Embora com dificuldade, admite que insistiu no caminho errado, enquanto faz o retorno.
Ela sorri e diz que não há problema algum em chegar alguns minutos mais tarde.
Mas ele ainda quer saber:
- Se você tinha tanta certeza de que eu estava tomando o caminho errado, deveria insistir um pouco mais.
E ela diz:
- Entre ter razão e ser feliz, prefiro ser feliz. Estávamos à beira de uma briga, se eu insistisse mais, teríamos estragado a noite.
MORAL DA HISTÓRIA: Esta pequena história foi contada por uma empresária durante uma palestra sobre simplicidade no mundo do trabalho. Ela usou a cena para ilustrar quanta energia nós gastamos apenas para demonstrar que temos razão, independentemente de tê-la ou não. Desde que ouvi esta história, tenho me perguntado com mais frequência: “Quero ser feliz ou ter razão?”
segunda-feira, 15 de novembro de 2010
Um texto da Lya Luft
Recebi o texto abaixo por e-mail. É uma boa reflexão. Mudemos!
Mês passado participei de um evento sobre as mulheres no mundo contemporâneo .
Era um bate-papo com uma platéia composta de umas 250 mulheres de todas as raças, credos e idades.
E por falar em idade, lá pelas tantas, fui questionada sobre a minha e, como não me envergonho dela, respondi.
Foi um momento inesquecível...
A platéia inteira fez um 'oooohh' de descrédito.
Aí fiquei pensando: 'pô, estou neste auditório há quase uma hora exibindo minha inteligência, e a única coisa que provocou uma reação calorosa da mulherada foi o fato de eu não aparentar a idade que tenho? Onde é que nós estamos?'
Onde não sei, mas estamos correndo atrás de algo caquético chamado 'juventude eterna'. Estão todos em busca da reversão do tempo.
Acho ótimo, porque decrepitude também não é meu sonho de consumo, mas cirurgias estéticas não dão conta desse assunto sozinhas.
Há um outro truque que faz com que continuemos a ser chamadas de senhoritas mesmo em idade avançada.
A fonte da juventude chama-se "mudança".
De fato, quem é escravo da repetição está condenado a virar cadáver antes da hora.
A única maneira de ser idoso sem envelhecer é não se opor a novos comportamentos, é ter disposição para guinadas.
Eu pretendo morrer jovem aos 120 anos.
Mudança, o que vem a ser tal coisa?
Minha mãe recentemente mudou do apartamento enorme em que morou a vida toda para um bem menorzinho.
Teve que vender e doar mais da metade dos móveis e tranqueiras, que havia guardado e, mesmo tendo feito isso com certa dor, ao conquistar uma vida mais compacta e simplificada, rejuvenesceu.
Uma amiga casada há 38 anos cansou das galinhagens do marido e o mandou passear, sem temer ficar sozinha aos 65 anos.
Rejuvenesceu.
Uma outra cansou da pauleira urbana e trocou um baita emprego por um não tão bom, só que em Florianópolis, onde ela vai à praia sempre que tem sol.
Rejuvenesceu.
Toda mudança cobra um alto preço emocional..
Antes de se tomar uma decisão difícil, e durante a tomada, chora-se muito, os questionamentos são inúmeros, a vida se desestabiliza.
Mas então chega o depois, a coisa feita, e aí a recompensa fica escancarada na face.
Mudanças fazem milagres por nossos olhos, e é no olhar que se percebe a tal juventude eterna.
Um olhar opaco pode ser puxado e repuxado por um cirurgião a ponto de as rugas sumirem, só que continuará opaco porque não existe plástica que resgate seu brilho.
Quem dá brilho ao olhar é a vida que a gente optou por levar.
Olhe-se no espelho...
Mês passado participei de um evento sobre as mulheres no mundo contemporâneo .
Era um bate-papo com uma platéia composta de umas 250 mulheres de todas as raças, credos e idades.
E por falar em idade, lá pelas tantas, fui questionada sobre a minha e, como não me envergonho dela, respondi.
Foi um momento inesquecível...
A platéia inteira fez um 'oooohh' de descrédito.
Aí fiquei pensando: 'pô, estou neste auditório há quase uma hora exibindo minha inteligência, e a única coisa que provocou uma reação calorosa da mulherada foi o fato de eu não aparentar a idade que tenho? Onde é que nós estamos?'
Onde não sei, mas estamos correndo atrás de algo caquético chamado 'juventude eterna'. Estão todos em busca da reversão do tempo.
Acho ótimo, porque decrepitude também não é meu sonho de consumo, mas cirurgias estéticas não dão conta desse assunto sozinhas.
Há um outro truque que faz com que continuemos a ser chamadas de senhoritas mesmo em idade avançada.
A fonte da juventude chama-se "mudança".
De fato, quem é escravo da repetição está condenado a virar cadáver antes da hora.
A única maneira de ser idoso sem envelhecer é não se opor a novos comportamentos, é ter disposição para guinadas.
Eu pretendo morrer jovem aos 120 anos.
Mudança, o que vem a ser tal coisa?
Minha mãe recentemente mudou do apartamento enorme em que morou a vida toda para um bem menorzinho.
Teve que vender e doar mais da metade dos móveis e tranqueiras, que havia guardado e, mesmo tendo feito isso com certa dor, ao conquistar uma vida mais compacta e simplificada, rejuvenesceu.
Uma amiga casada há 38 anos cansou das galinhagens do marido e o mandou passear, sem temer ficar sozinha aos 65 anos.
Rejuvenesceu.
Uma outra cansou da pauleira urbana e trocou um baita emprego por um não tão bom, só que em Florianópolis, onde ela vai à praia sempre que tem sol.
Rejuvenesceu.
Toda mudança cobra um alto preço emocional..
Antes de se tomar uma decisão difícil, e durante a tomada, chora-se muito, os questionamentos são inúmeros, a vida se desestabiliza.
Mas então chega o depois, a coisa feita, e aí a recompensa fica escancarada na face.
Mudanças fazem milagres por nossos olhos, e é no olhar que se percebe a tal juventude eterna.
Um olhar opaco pode ser puxado e repuxado por um cirurgião a ponto de as rugas sumirem, só que continuará opaco porque não existe plástica que resgate seu brilho.
Quem dá brilho ao olhar é a vida que a gente optou por levar.
Olhe-se no espelho...
Quase um segundo (by Herbert Vianna)
Eu queria ver no escuro do mundo
Aonde está o que você quer
Pra me transformar no que te agrada
No que me faça ver
Quais são as cores e as coisas pra te prender
Eu tive um sonho ruim e acordei chorando
Por isso eu te liguei
Será que você ainda pensa em mim?
Será que você ainda pensa?
Ás vezes te odeio por quase um segundo
Depois te amo mais
Teus pêlos, teu gosto, teu rosto, tudo
Tudo que não me deixa em paz
Quais são as cores e as coisas pra te prender?
Eu tive um sonho ruim e acordei chorando
Por isso eu te liguei
Será que você ainda pensa em mim?
Será que você ainda pensa?
Aonde está o que você quer
Pra me transformar no que te agrada
No que me faça ver
Quais são as cores e as coisas pra te prender
Eu tive um sonho ruim e acordei chorando
Por isso eu te liguei
Será que você ainda pensa em mim?
Será que você ainda pensa?
Ás vezes te odeio por quase um segundo
Depois te amo mais
Teus pêlos, teu gosto, teu rosto, tudo
Tudo que não me deixa em paz
Quais são as cores e as coisas pra te prender?
Eu tive um sonho ruim e acordei chorando
Por isso eu te liguei
Será que você ainda pensa em mim?
Será que você ainda pensa?
terça-feira, 9 de novembro de 2010
Teatro dos Vampiros (by Renato Russo)
Sessão nostalgia... Hoje eu estou me sentindo meio como essa música...
Sempre precisei de um pouco de atenção
Acho que não sei quem sou
Só sei do que não gosto
E destes dias tão estranhos
Fica a poeira se escondendo pelos cantos.
Este é o nosso mundo:
O que é demais nunca é o bastante
E a primeira vez é sempre a última chance.
Ninguém vê onde chegamos:
Os assassinos estão livres, nós não estamos.
Vamos sair - mas não temos mais dinheiro
Os meus amigos todos estão procurando emprego
Voltamos a viver como há dez anos atrás
E a cada hora que passa
Envelhecemos dez semanas.
Vamos lá, tudo bem - eu só quero me divertir.
Esquecer, dessa noite ter um lugar legal p'rá ir
Já entregamos o alvo e a artilharia
Comparamos nossas vidas
E esperamos que um dia
Nossas vidas possam se encontrar.
Quando me vi tendo de viver comigo apenas
E com o mundo
Você me veio como um sonho bom
E me assustei
Não sou perfeito
Eu não esqueço
A riqueza que nós temos
Ninguém consegue perceber
E de pensar nisso tudo, eu, homem feito
Tive medo e não consegui dormir.
Comparamos nossas vidas
E mesmo assim, não tenho pena de ninguém.
Sempre precisei de um pouco de atenção
Acho que não sei quem sou
Só sei do que não gosto
E destes dias tão estranhos
Fica a poeira se escondendo pelos cantos.
Este é o nosso mundo:
O que é demais nunca é o bastante
E a primeira vez é sempre a última chance.
Ninguém vê onde chegamos:
Os assassinos estão livres, nós não estamos.
Vamos sair - mas não temos mais dinheiro
Os meus amigos todos estão procurando emprego
Voltamos a viver como há dez anos atrás
E a cada hora que passa
Envelhecemos dez semanas.
Vamos lá, tudo bem - eu só quero me divertir.
Esquecer, dessa noite ter um lugar legal p'rá ir
Já entregamos o alvo e a artilharia
Comparamos nossas vidas
E esperamos que um dia
Nossas vidas possam se encontrar.
Quando me vi tendo de viver comigo apenas
E com o mundo
Você me veio como um sonho bom
E me assustei
Não sou perfeito
Eu não esqueço
A riqueza que nós temos
Ninguém consegue perceber
E de pensar nisso tudo, eu, homem feito
Tive medo e não consegui dormir.
Comparamos nossas vidas
E mesmo assim, não tenho pena de ninguém.
segunda-feira, 8 de novembro de 2010
Ah, nem!!! pro Enem
É isso que dá ter um presidente semianalfabeto... A prova que deveria substituir o vestibular da maioria das universidades federais é um fiasco. Pelo segundo ano consecutivo, o Enem apresenta problemas.
"Perfeitamente normal, são milhões de candidatos", dirão alguns.
"Toda prova tem problemas", dirão outros.
Sim, toda prova tem problemas. Em uma ou duas questões. Não em um terço da prova. O Enem é uma vergonha. É uma vergonha que as universidades federais tenham sido praticamente obrigadas a aceitar essa prova vexamosa como critério de seleção dos seus estudantes.
A proposta do governo é "ensino público, gratuito e de qualidade". Mas, com o aumento indiscriminado no número de vagas do REUNI, e a seleção por uma prova com a qualidade do Enem, o último quesito não tem como ser garantido. Qualidade? Temo pelos nossos futuros profissionais... Daqui a três, quatro, ou cinco anos, quando este pessoal que ingressa hoje na universidade estiver se formando, vão aparecer os problemas. E quem sabe aí nossos governantes vão perceber que o mais importante é a formação básica, o Ensino Fundamental e o Médio, que de nada adianta "empurrar" qualquer pessoa para dentro da universidade...
O jeito é esperar. E rezar para que o estrago seja menor do que está caminhando para ser...
"Perfeitamente normal, são milhões de candidatos", dirão alguns.
"Toda prova tem problemas", dirão outros.
Sim, toda prova tem problemas. Em uma ou duas questões. Não em um terço da prova. O Enem é uma vergonha. É uma vergonha que as universidades federais tenham sido praticamente obrigadas a aceitar essa prova vexamosa como critério de seleção dos seus estudantes.
A proposta do governo é "ensino público, gratuito e de qualidade". Mas, com o aumento indiscriminado no número de vagas do REUNI, e a seleção por uma prova com a qualidade do Enem, o último quesito não tem como ser garantido. Qualidade? Temo pelos nossos futuros profissionais... Daqui a três, quatro, ou cinco anos, quando este pessoal que ingressa hoje na universidade estiver se formando, vão aparecer os problemas. E quem sabe aí nossos governantes vão perceber que o mais importante é a formação básica, o Ensino Fundamental e o Médio, que de nada adianta "empurrar" qualquer pessoa para dentro da universidade...
O jeito é esperar. E rezar para que o estrago seja menor do que está caminhando para ser...
Ser cuidada
Tudo o que eu queria no último final de semana era alguém que cuidasse de mim.
Normalmente, sou muito independente (às vezes, até demais), não gosto de ninguém se metendo na minha vida, dando palpite nas minhas decisões. E o que eu decido, está decidido. As pessoas gostem ou não... Além do mais, sou profissional da área da saúde, estou acostumada (e treinada) a cuidar das outras pessoas.
Mas, no último final de semana (e ainda hoje, por que não?), tudo o que eu queria era alguém que cuidasse de mim. Alguém que tomasse todas as decisões por mim. Alguém que estivesse ao meu lado pelo simples fato de estar ao meu lado.
É estranho como ficamos vulneráveis quando estamos doentes. Principalmente quando não costumamos ficar doentes. Ah, sim! Tem a rinite alérgica que é frequente, mas já estou acostumada... Nem considero doença mais. Dureza é quando ficamos nos sentindo um zumbi. O corpo pesa até para sair da cama. A cabeça e a garganta doem. Você tosse até sentir dor no corpo todo. A febre provoca suadeira, mal estar e resseca os lábios. O nariz fere de tanto ser assoado. Não dá vontade de sair da cama.
E tudo o que eu queria, e não tinha, era alguém que cuidasse de mim.
Sim, existe algo pior do que estar doente. É estar doente E sozinha...
Normalmente, sou muito independente (às vezes, até demais), não gosto de ninguém se metendo na minha vida, dando palpite nas minhas decisões. E o que eu decido, está decidido. As pessoas gostem ou não... Além do mais, sou profissional da área da saúde, estou acostumada (e treinada) a cuidar das outras pessoas.
Mas, no último final de semana (e ainda hoje, por que não?), tudo o que eu queria era alguém que cuidasse de mim. Alguém que tomasse todas as decisões por mim. Alguém que estivesse ao meu lado pelo simples fato de estar ao meu lado.
É estranho como ficamos vulneráveis quando estamos doentes. Principalmente quando não costumamos ficar doentes. Ah, sim! Tem a rinite alérgica que é frequente, mas já estou acostumada... Nem considero doença mais. Dureza é quando ficamos nos sentindo um zumbi. O corpo pesa até para sair da cama. A cabeça e a garganta doem. Você tosse até sentir dor no corpo todo. A febre provoca suadeira, mal estar e resseca os lábios. O nariz fere de tanto ser assoado. Não dá vontade de sair da cama.
E tudo o que eu queria, e não tinha, era alguém que cuidasse de mim.
Sim, existe algo pior do que estar doente. É estar doente E sozinha...
quinta-feira, 4 de novembro de 2010
Invictus (by William Ernest Henley)
Out of the night that covers me,
Black as the Pit from pole to pole,
I thank whatever gods may be
For my unconquerable soul.
In the fell clutch of circumstance
I have not winced nor cried aloud.
Under the bludgeonings of chance
My head is bloody, but unbowed.
Beyond this place of wrath and tears
Looms but the Horror of the shade,
And yet the menace of the years
Finds, and shall find, me unafraid.
It matters not how strait the gate,
How charged with punishments the scroll.
I am the master of my fate:
I am the captain of my soul.
Black as the Pit from pole to pole,
I thank whatever gods may be
For my unconquerable soul.
In the fell clutch of circumstance
I have not winced nor cried aloud.
Under the bludgeonings of chance
My head is bloody, but unbowed.
Beyond this place of wrath and tears
Looms but the Horror of the shade,
And yet the menace of the years
Finds, and shall find, me unafraid.
It matters not how strait the gate,
How charged with punishments the scroll.
I am the master of my fate:
I am the captain of my soul.
terça-feira, 2 de novembro de 2010
Dia de sol
Hoje o dia foi uma delícia!!!
Não é sempre que Curitiba se apresenta com um céu azul, sem nuvens, o sol brilhando e nada de vento frio para estragar o dia...
Hoje foi dia de sair de casa de vestido, pernas de fora (precisando de um bronzeado, diga-se de passagem, depois do inverno... rs), sandália rasteirinha. Ir para um restaurante bem gostoso, almoçar ao ar livre, em companhia de amigos especiais.
Tudo bem, o almoço demorou, o serviço de garçons do restaurante não era lá essas coisas, mas hoje era dia de desestressar! Foi tudo divertido, sem preocupação com hora de voltar para casa, aproveitando a beleza do dia.
E depois de chegar em casa, dar uma volta de moto com meu pai postiço... Primeira volta na moto nova, uma Shadow 750cc. Muito legal!!! Nem parece que estou andando de moto, o conforto é impressionante!
É, hoje o dia foi uma delícia.
Amanhã, voltar à rotina, com céu azul ou cinzento... Mas o importante é que hoje foi muito bem aproveitado!!!
Não é sempre que Curitiba se apresenta com um céu azul, sem nuvens, o sol brilhando e nada de vento frio para estragar o dia...
Hoje foi dia de sair de casa de vestido, pernas de fora (precisando de um bronzeado, diga-se de passagem, depois do inverno... rs), sandália rasteirinha. Ir para um restaurante bem gostoso, almoçar ao ar livre, em companhia de amigos especiais.
Tudo bem, o almoço demorou, o serviço de garçons do restaurante não era lá essas coisas, mas hoje era dia de desestressar! Foi tudo divertido, sem preocupação com hora de voltar para casa, aproveitando a beleza do dia.
E depois de chegar em casa, dar uma volta de moto com meu pai postiço... Primeira volta na moto nova, uma Shadow 750cc. Muito legal!!! Nem parece que estou andando de moto, o conforto é impressionante!
É, hoje o dia foi uma delícia.
Amanhã, voltar à rotina, com céu azul ou cinzento... Mas o importante é que hoje foi muito bem aproveitado!!!
Assim que se faz (Luciana Mello)
Digamos que essa música me lembra alguém... hehe!
Você vive inventando maneira
De dizer sempre não pra dizer que me quer
Tá fazendo uma grande besteira
Desistir sem saber sem tentar sem viver
Isso já tá virando novela
Não precisa assistir pra saber o final
Vem pra mim, então, eu vou lhe mostrar
Vem pra mim, então, eu vou lhe mostrar
É assim que se faz, é assim que se ama
Assim te quero tanto, eu te quero bem
Você vive inventando maneira
De dizer sempre não pra dizer que me quer
Tá fazendo uma grande besteira
Desistir sem saber sem tentar sem viver
Isso já tá virando novela
Não precisa assistir pra saber o final
Vem pra mim, então, eu vou lhe mostrar
Vem pra mim, então, eu vou lhe mostrar
É assim que se faz, é assim que se ama
Assim te quero tanto, eu te quero bem
Teimosia, persistência, insistência...
Sim. Podem me chamar de teimosa, persistente, insistente. Dêem o nome que quiserem. O que eu sei é que eu não desisto facilmente daquilo (ou de quem) eu quero. Às vezes eu quebro a cara sim (e quem não quebra???), mas vale a pena. Sempre aprendo alguma coisa nova. E, com certeza, nunca passo pelo arrependimento de ter desistido antes de ter tentado... Eu tento! Eu quero! E, quando depende só de mim, eu consigo!!!!
O problema é que muitas coisas dependem de outras pessoas... E, nessas situações, eu não posso decidir sozinha. Infelizmente. Acho que não nasci para o coletivo. Quem me dera que a minha vida só dependesse de mim...
Lets learn how to live, lets learn how to have fun, lets learn how to have good relationships... It is not easy, I know. But it is necessary... Unfortunetly...
O problema é que muitas coisas dependem de outras pessoas... E, nessas situações, eu não posso decidir sozinha. Infelizmente. Acho que não nasci para o coletivo. Quem me dera que a minha vida só dependesse de mim...
Lets learn how to live, lets learn how to have fun, lets learn how to have good relationships... It is not easy, I know. But it is necessary... Unfortunetly...
segunda-feira, 1 de novembro de 2010
Mulher bunda mole
Belinha acordou às seis, arrumou as crianças, levou-as para o colégio e voltou para casa a tempo de dar um beijo burocrático em Artur, o marido, e de trocarem cheques, afazeres e reclamações. Fez um supermercado rápido, brigou com a empregada que manchou seu vestido de seda, saiu como sempre apressada, levou uma multa por estar dirigindo com o celular no ouvido e uma advertência por estacionar em lugar proibido, enquanto ia, por um minuto, ao caixa automático tirar dinheiro.
No caminho do trabalho batucava ansiedade no volante, num congestionamento monstro, e pensava quando teria tempo de fazer a unha e pintar o cabelo antes que se transformasse numa mulher grisalha.
Chegando ao escritório, foi quase atropelada por uma gata escultural que, segundo soube, era a nova contratada da empresa para o cargo que ela, Belinha, fez de tudo para pegar, mas que, apesar do currículo excelente e de seus anos de experiência e dedicação, não conseguiu.
Pensou se abdômen definido contaria ponto, mas logo esqueceu a gata, porque no meio de uma reunião ligaram do colégio de Clarinha, sua filha mais nova, dizendo que ela estava com dor de ouvido e febre.
Tentou em vão achar o marido e, como não conseguiu, resolveu ela mesma ir até o colégio, depois do encontro com o novo cliente, que se revelou um chato, neurótico, desconfiado e com quem teria que lidar nos próximos meses.
Saiu esbaforida e encontrou seu carro com pneu furado.
Pensou em tudo que ainda ia ter que fazer antes de fechar os olhos e sonhar com um mundo melhor.
Abandonou a droga do carro avariado, pegou um táxi e as crianças.
Quando chegou em casa, descobriu que tinha deixado a porra da pasta com o relatório que precisava ler para o dia seguinte no escritório!
Telefonou para o celular do marido com a esperança que ele pudesse pegar os malditos papéis na empresa, mas a bosta continuava fora de área.
Conseguiu, depois de vários telefonemas, que um motoboy lhe trouxesse a porra dos documentos.
Tomou uma merda de banho, deu a droga do jantar para as crianças, fez a porcaria dos deveres com os dispersos e botou os monstros para dormir.
Artur chegou puto de uma reunião em São Paulo, reclamando de tudo. Jantaram em silêncio.
Na cama ela leu metade do relatório e começou a cabecear de sono. Artur a acordou com tesão, a fim de jogo. Como aqueles momentos estavam cada vez mais raros no casamento deles, ela resolveu fazer um último esforço de reportagem e transar.
Deram uma meio rápida, meio mais ou menos, e, quando estava quase pegando no sono de novo, sentiu uma apalpadinha no seu traseiro com o seguinte comentário:
- Tá ficando com a bundinha mole, Belinha... deixa de preguiça e começa a se cuidar..
Belinha olhou para o abajur de metal e se imaginou martelando a cabeça de Artur até ver seus miolos espalhados pelo travesseiro!
Depois se viu pulando sobre o tórax dele até quebrar todas as costelas! Com um alicate de unha arrancou um a um todos os seus dentes depois deu-lhe um chute tão brutal no saco, que voou espermatozóide para todos os lados!
Em seguida usou a técnica que aprendeu num livro de auto-ajuda: como controlar as emoções negativas.
Respirou três vezes profundamente, mentalizando a cor azul, e ponderou. Não ia valer a pena, não estamos nos EUA, não conseguiria uma advogada feminista caríssima que fizesse sua defesa alegando que assassinou o marido cega de tensão pré-menstrual...
Resolveu agir com sabedoria.
No dia seguinte, não levou as crianças ao colégio, não fez um supermercado rápido, nem brigou com a empregada. Foi para uma academia e malhou duas horas. De lá foi para o cabeleireiro pintar os cabelos de acaju e as unhas de vermelho. Ligou para o cliente novo insuportável e disse tudo que achava dele, da mulher dele e do projeto dele. E aguardou os resultados da sua péssima conduta, fazendo uma massagem estética que jura eliminar, em dez sessões, a gordura localizada.
Enquanto se hospedava num spa, ouviu o marido desesperado tentar localiza-lá pelo celular e descobrir por que ela havia sumido. Pacientemente não atendeu. E, como vingança é um prato que se come frio, mandou um recado lacônico para a caixa postal dele.
- A bunda ainda está mole. Só volto quando estiver dura. Um beijo da preguiçosa...
(Extraído do livro: Este sexo é feminino /Patrícia Travassos).
No caminho do trabalho batucava ansiedade no volante, num congestionamento monstro, e pensava quando teria tempo de fazer a unha e pintar o cabelo antes que se transformasse numa mulher grisalha.
Chegando ao escritório, foi quase atropelada por uma gata escultural que, segundo soube, era a nova contratada da empresa para o cargo que ela, Belinha, fez de tudo para pegar, mas que, apesar do currículo excelente e de seus anos de experiência e dedicação, não conseguiu.
Pensou se abdômen definido contaria ponto, mas logo esqueceu a gata, porque no meio de uma reunião ligaram do colégio de Clarinha, sua filha mais nova, dizendo que ela estava com dor de ouvido e febre.
Tentou em vão achar o marido e, como não conseguiu, resolveu ela mesma ir até o colégio, depois do encontro com o novo cliente, que se revelou um chato, neurótico, desconfiado e com quem teria que lidar nos próximos meses.
Saiu esbaforida e encontrou seu carro com pneu furado.
Pensou em tudo que ainda ia ter que fazer antes de fechar os olhos e sonhar com um mundo melhor.
Abandonou a droga do carro avariado, pegou um táxi e as crianças.
Quando chegou em casa, descobriu que tinha deixado a porra da pasta com o relatório que precisava ler para o dia seguinte no escritório!
Telefonou para o celular do marido com a esperança que ele pudesse pegar os malditos papéis na empresa, mas a bosta continuava fora de área.
Conseguiu, depois de vários telefonemas, que um motoboy lhe trouxesse a porra dos documentos.
Tomou uma merda de banho, deu a droga do jantar para as crianças, fez a porcaria dos deveres com os dispersos e botou os monstros para dormir.
Artur chegou puto de uma reunião em São Paulo, reclamando de tudo. Jantaram em silêncio.
Na cama ela leu metade do relatório e começou a cabecear de sono. Artur a acordou com tesão, a fim de jogo. Como aqueles momentos estavam cada vez mais raros no casamento deles, ela resolveu fazer um último esforço de reportagem e transar.
Deram uma meio rápida, meio mais ou menos, e, quando estava quase pegando no sono de novo, sentiu uma apalpadinha no seu traseiro com o seguinte comentário:
- Tá ficando com a bundinha mole, Belinha... deixa de preguiça e começa a se cuidar..
Belinha olhou para o abajur de metal e se imaginou martelando a cabeça de Artur até ver seus miolos espalhados pelo travesseiro!
Depois se viu pulando sobre o tórax dele até quebrar todas as costelas! Com um alicate de unha arrancou um a um todos os seus dentes depois deu-lhe um chute tão brutal no saco, que voou espermatozóide para todos os lados!
Em seguida usou a técnica que aprendeu num livro de auto-ajuda: como controlar as emoções negativas.
Respirou três vezes profundamente, mentalizando a cor azul, e ponderou. Não ia valer a pena, não estamos nos EUA, não conseguiria uma advogada feminista caríssima que fizesse sua defesa alegando que assassinou o marido cega de tensão pré-menstrual...
Resolveu agir com sabedoria.
No dia seguinte, não levou as crianças ao colégio, não fez um supermercado rápido, nem brigou com a empregada. Foi para uma academia e malhou duas horas. De lá foi para o cabeleireiro pintar os cabelos de acaju e as unhas de vermelho. Ligou para o cliente novo insuportável e disse tudo que achava dele, da mulher dele e do projeto dele. E aguardou os resultados da sua péssima conduta, fazendo uma massagem estética que jura eliminar, em dez sessões, a gordura localizada.
Enquanto se hospedava num spa, ouviu o marido desesperado tentar localiza-lá pelo celular e descobrir por que ela havia sumido. Pacientemente não atendeu. E, como vingança é um prato que se come frio, mandou um recado lacônico para a caixa postal dele.
- A bunda ainda está mole. Só volto quando estiver dura. Um beijo da preguiçosa...
(Extraído do livro: Este sexo é feminino /Patrícia Travassos).
Entre as coisas que gosto de ler e que não têm nada a ver com doutorado, crianças, e problemas de coordenação motora, estão as crônicas do Tião Martins, publicadas diariamente no jornal Hoje em Dia. Lendo algumas hoje, descobri uma que me chamou a atenção e queria compartilhar com vocês.
http://www.hojeemdia.com.br/cmlink/hoje-em-dia/ti-o-martins-1.168/mel-e-raz-o-1.190564
Essa tal de Mel pode ser qualquer uma de nós, mulheres, que vivemos tentando entender o complicado cérebro masculino... rsrs
Boa sorte para a Mel. Boa sorte para todas nós.
http://www.hojeemdia.com.br/cmlink/hoje-em-dia/ti-o-martins-1.168/mel-e-raz-o-1.190564
Essa tal de Mel pode ser qualquer uma de nós, mulheres, que vivemos tentando entender o complicado cérebro masculino... rsrs
Boa sorte para a Mel. Boa sorte para todas nós.
sábado, 30 de outubro de 2010
Para pensar...
"Mais tarde, naquele dia, pedi que o Rebbe me perdoasse por qualquer coisa que eu pudesse ter dito ou feito para magoá-lo. Ele sorriu e disse que, mesmo não conseguindo se lembrar de nada, 'pensaria no assunto'.
- Bom, brinquei, fico feliz por termos resolvido isso.
- Você está liberado.
- É preciso fazer as coisas no tempo certo.
- Isso mesmo. Por isso nossos sábios nos dizem para nos arrependermos exatamente um dia antes da morte.
- Mas como a gente sabe se é o dia antes da morte?, perguntei.
Ele ergueu as sobrancelhas.
- Todo dia pode ser."
(Do livro "Tenha um pouco de fé", de Mitch Albom)
- Bom, brinquei, fico feliz por termos resolvido isso.
- Você está liberado.
- É preciso fazer as coisas no tempo certo.
- Isso mesmo. Por isso nossos sábios nos dizem para nos arrependermos exatamente um dia antes da morte.
- Mas como a gente sabe se é o dia antes da morte?, perguntei.
Ele ergueu as sobrancelhas.
- Todo dia pode ser."
(Do livro "Tenha um pouco de fé", de Mitch Albom)
quinta-feira, 28 de outubro de 2010
Ando meio desanimada e sem inspiração... Tudo culpa desta sinusite que me pegou de jeito!!!
Mas, para a semana não passar "em branco", aí vai um texto de Charles Chaplin que recebi por e-mail e gostei muito.
Só depende de nós - Charles Chaplin
Hoje levantei cedo pensando no que tenho a fazer antes que o relógio marque meia noite. É minha função escolher que tipo de dia vou ter hoje.
Posso reclamar porque está chovendo ou agradecer às águas por lavarem a poluição. Posso ficar triste por não ter dinheiro ou me sentir encorajado para administrar minhas finanças, evitando o desperdício. Posso reclamar sobre minha saúde ou dar graças por estar vivo.
Posso me queixar dos meus pais por não terem me dado tudo o que eu queria ou posso ser grato por ter nascido. Posso reclamar por ter que ir trabalhar ou agradecer por ter trabalho. Posso sentir tédio com o trabalho doméstico ou agradecer a Deus por ter um teto para morar.
Posso lamentar decepções com amigos ou me entusiasmar com a possibilidade de fazer novas amizades. Se as coisas não saíram como planejei posso ficar feliz por ter hoje para recomeçar.
O dia está na minha frente esperando para ser o que eu quiser. E aqui estou eu, o escultor que pode dar forma.
Tudo depende só de mim.'
Mas, para a semana não passar "em branco", aí vai um texto de Charles Chaplin que recebi por e-mail e gostei muito.
Só depende de nós - Charles Chaplin
Hoje levantei cedo pensando no que tenho a fazer antes que o relógio marque meia noite. É minha função escolher que tipo de dia vou ter hoje.
Posso reclamar porque está chovendo ou agradecer às águas por lavarem a poluição. Posso ficar triste por não ter dinheiro ou me sentir encorajado para administrar minhas finanças, evitando o desperdício. Posso reclamar sobre minha saúde ou dar graças por estar vivo.
Posso me queixar dos meus pais por não terem me dado tudo o que eu queria ou posso ser grato por ter nascido. Posso reclamar por ter que ir trabalhar ou agradecer por ter trabalho. Posso sentir tédio com o trabalho doméstico ou agradecer a Deus por ter um teto para morar.
Posso lamentar decepções com amigos ou me entusiasmar com a possibilidade de fazer novas amizades. Se as coisas não saíram como planejei posso ficar feliz por ter hoje para recomeçar.
O dia está na minha frente esperando para ser o que eu quiser. E aqui estou eu, o escultor que pode dar forma.
Tudo depende só de mim.'
segunda-feira, 25 de outubro de 2010
Baixaria na TV
Ainda bem que o segundo turno das eleições presidenciais é domingo. Já não aguento mais tanta baixaria. O nível da propaganda na TV está cada dia mais baixo. De que adianta ter o processo eleitoral (leia-se "urna eletrônica") mais moderno do país, se os candidatos só se preocupam em xingar e ofender uns aos outros? Parece que nenhum deles está realmente preocupado com o futuro do país. O que importa é mostrar o passado e o presente sujos do seu adversário. E o pior é que, se as campanhas eleitorais estiverem divulgando informações verdadeiras, o Brasil está frito, e nenhum dos candidatos merece o cargo de presidente.
Mas o que mais me desanima é pensar que essa baixaria toda não vai levar a lugar algum. Independentemente de quem ganhar, vai continuar a roubalheira, a corrupção, as mentiras, os caixas 2, o nepotismo, etc, etc, etc...
Ainda bem que o segundo turno é domingo. Campanha eleitoral de novo, só daqui a dois anos... Ufa!
Mas o que mais me desanima é pensar que essa baixaria toda não vai levar a lugar algum. Independentemente de quem ganhar, vai continuar a roubalheira, a corrupção, as mentiras, os caixas 2, o nepotismo, etc, etc, etc...
Ainda bem que o segundo turno é domingo. Campanha eleitoral de novo, só daqui a dois anos... Ufa!
domingo, 24 de outubro de 2010
Ser atleticano
Para variar, foi um jogo emocionante. Começou parecendo fácil, 3 a 0 em 30 minutos de jogo. Depois o time adversário resolveu acordar, mas o Galo felizmente conseguiu manter a vitória.
E hoje a alegria é tripla:
1. vencemos o Cruzeiro por 4 a 3;
2. saímos da zona de rebaixamento;
3. tiramos as marias do primeiro lugar no campeonato...
É dia de comemorar!!! Se não fosse essa gripe que me deixou o dia todo de cama, certamente agora eu estaria na rua, tomando uma cerveja estupidamente gelada, para celebrar o simples fato de ser atleticana.
Abaixo segue um texto de Roberto Drumond que reflete muito bem o que é Ser Atleticano.
E hoje a alegria é tripla:
1. vencemos o Cruzeiro por 4 a 3;
2. saímos da zona de rebaixamento;
3. tiramos as marias do primeiro lugar no campeonato...
É dia de comemorar!!! Se não fosse essa gripe que me deixou o dia todo de cama, certamente agora eu estaria na rua, tomando uma cerveja estupidamente gelada, para celebrar o simples fato de ser atleticana.
Abaixo segue um texto de Roberto Drumond que reflete muito bem o que é Ser Atleticano.
quarta-feira, 13 de outubro de 2010
13 de outubro - Dia do Terapeuta Ocupacional
Parabéns a todos os colegas Terapeutas Ocupacionais pelo nosso dia!
Ainda precisamos lutar muito para conquistar o espaço e reconhecimento que merecemos, mas vamos, a passos lentos, avançando a cada dia.
Muito sucesso e muita determinação a todos nós! Hoje e sempre!
segunda-feira, 11 de outubro de 2010
Confesso (by Ana Carolina)
Adoro esta música... E acho que tem muito a ver com o que estou vivendo nos últimos tempos...
Confesso acordei achando tudo indiferente
Verdade acabei sentindo cada dia igual
Quem sabe isso passa sendo eu tão inconstante
Quem sabe o amor tenha chegado ao final
Não vou dizer que tudo é banalidade
Ainda há surpresas mas eu sempre quero mais
É mesmo exagero ou vaidade
Eu não te dou sossego, eu não me deixo em paz
Não vou pedir a porta aberta é como olhar pra trás
Não vou mentir nem tudo que falei eu sou capaz
Não vou roubar teu tempo eu já roubei demais
Tanta coisa foi acumulando em nossa vida
Eu fui sentindo falta de um vão pra me esconder
Aos poucos fui ficando mesmo sem saída
Perder o vazio é empobrecer
Não vou querer ser o dono da verdade
Também tenho saudade mas já são quatro e tal
Talvez eu passe um tempo longe da cidade
Quem sabe eu volte cedo ou não volte mais
Não vou pedir a porta aberta é como olhar pra trás
Não vou mentir nem tudo que falei eu sou capaz
Não vou roubar teu tempo eu já roubei demais
Não vou querer ser o dono da verdade
Também tenho saudade mas já são quatro e tal
Talvez eu passe um tempo longe da cidade
Quem sabe eu volte cedo ou não volte mais
Confesso acordei achando tudo indiferente
Verdade acabei sentindo cada dia igual
Quem sabe isso passa sendo eu tão inconstante
Quem sabe o amor tenha chegado ao final
Não vou dizer que tudo é banalidade
Ainda há surpresas mas eu sempre quero mais
É mesmo exagero ou vaidade
Eu não te dou sossego, eu não me deixo em paz
Não vou pedir a porta aberta é como olhar pra trás
Não vou mentir nem tudo que falei eu sou capaz
Não vou roubar teu tempo eu já roubei demais
Tanta coisa foi acumulando em nossa vida
Eu fui sentindo falta de um vão pra me esconder
Aos poucos fui ficando mesmo sem saída
Perder o vazio é empobrecer
Não vou querer ser o dono da verdade
Também tenho saudade mas já são quatro e tal
Talvez eu passe um tempo longe da cidade
Quem sabe eu volte cedo ou não volte mais
Não vou pedir a porta aberta é como olhar pra trás
Não vou mentir nem tudo que falei eu sou capaz
Não vou roubar teu tempo eu já roubei demais
Não vou querer ser o dono da verdade
Também tenho saudade mas já são quatro e tal
Talvez eu passe um tempo longe da cidade
Quem sabe eu volte cedo ou não volte mais
quinta-feira, 7 de outubro de 2010
Vai pra cima deles, Galo!!!!
Ontem deu gosto assistir ao jogo do Galo. Há muitos meses eu não via o time jogar com tanta raça e disposição. Ainda com muitas dificuldades técnicas e táticas, não se pode negar, mas o time já estava com outra cara...
O LuxemburRo que me perdoe, mas aquela postura de tédio que ele ficava na beira do gramado durante os jogos, sentado, com o queixo apoiado na mão, não é postura de treinador do Galo. Nós, atleticanos, temos o sangue quente, precisamos de vigor, paixão, dedicação. Não é à toa que o time estava em queda livre... De que adianta contratar um monte de jogadores renomados, se nenhum deles honra o peso do nosso manto sagrado?
Vestir a camisa do Galo não é para qualquer um. Jogadores, técnicos, diretoria... Todos precisam se entregar de coração ao time. Pois é isso que move o atleticano. O coração. A paixão. A raça.
E depois do jogo de ontem, me atrevo a dizer que o time tem condições de se manter na série A do Brasileirão. Agora o time QUER permanecer na primeira divisão, e demonstrou que está disposto a lutar por isso.
E, mesmo que caia, para a segundona, terceirona, ou qualquer outra divisão do campeonato nacional, nós, atleticanos, de coração, de paixão, de raça, estaremos sempre ao lado do Glorioso Clube Atlético Mineiro. Sempre. Uma vez até morrer!! E por várias outras encarnações, se Deus quiser...
quarta-feira, 6 de outubro de 2010
Nota de falecimento
Recebi o texto abaixo por e-mail. Já o conhecia, mas é sempre bom reler. Afinal, às vezes precisamos ser lembrados de que só nós mesmos somos responsáveis pela nossa felicidade. Não adianta colocar nossas esperanças, expectativas e sonhos nas mãos de qualquer outra pessoa...
Um dia, quando os funcionários chegaram para trabalhar, encontraram na portaria um cartaz enorme, no qual estava escrito:
"Faleceu ontem a pessoa que atrapalhava sua vida na Empresa. Você está convidado para o velório na quadra de esportes".
No início, todos se entristeceram com a morte de alguém, mas depois de algum tempo, ficaram curiosos para saber quem estava atrapalhando sua vida e bloqueando seu crescimento na empresa. A agitação na quadra de esportes era tão grande, que foi preciso chamar os seguranças para organizar a fila do velório. Conforme as pessoas iam se aproximando do caixão, a excitação aumentava:
- Quem será que estava atrapalhando o meu progresso ?
- Ainda bem que esse infeliz morreu !
Um a um, os funcionários, agitados, se aproximavam do caixão, olhavam pelo visor do caixão a fim de reconhecer o defunto, engoliam em seco e saiam de cabeça abaixada, sem nada falar uns com os outros. Ficavam no mais absoluto silêncio, como se tivessem sido atingidos no fundo da alma e dirigiam-se para suas salas. Todos, muito curiosos mantinham-se na fila até chegar a sua vez de verificar quem estava no caixão e que tinha atrapalhado tanto a cada um deles.
A pergunta ecoava na mente de todos: "Quem está nesse caixão"?
No visor do caixão havia um espelho e cada um via a si mesmo...
Só existe uma pessoa capaz de limitar seu crescimento: VOCÊ MESMO! Você é a única pessoa que pode fazer a revolução de sua vida. Você é a única pessoa que pode prejudicar a sua vida. Você é a única pessoa que pode ajudar a si mesmo. "SUA VIDA NÃO MUDA QUANDO SEU CHEFE MUDA, QUANDO SUA EMPRESA MUDA, QUANDO SEUS PAIS MUDAM, QUANDO SEU(SUA) NAMORADO(A) MUDA. SUA VIDA MUDA... QUANDO VOCÊ MUDA! VOCÊ É O ÚNICO RESPONSÁVEL POR ELA."O mundo é como um espelho que devolve a cada pessoa o reflexo de seus próprios pensamentos e seus atos. A maneira como você encara a vida é que faz toda diferença. A vida muda, quando "você muda".
(Luís Fernando Veríssimo)
Um dia, quando os funcionários chegaram para trabalhar, encontraram na portaria um cartaz enorme, no qual estava escrito:
"Faleceu ontem a pessoa que atrapalhava sua vida na Empresa. Você está convidado para o velório na quadra de esportes".
No início, todos se entristeceram com a morte de alguém, mas depois de algum tempo, ficaram curiosos para saber quem estava atrapalhando sua vida e bloqueando seu crescimento na empresa. A agitação na quadra de esportes era tão grande, que foi preciso chamar os seguranças para organizar a fila do velório. Conforme as pessoas iam se aproximando do caixão, a excitação aumentava:
- Quem será que estava atrapalhando o meu progresso ?
- Ainda bem que esse infeliz morreu !
Um a um, os funcionários, agitados, se aproximavam do caixão, olhavam pelo visor do caixão a fim de reconhecer o defunto, engoliam em seco e saiam de cabeça abaixada, sem nada falar uns com os outros. Ficavam no mais absoluto silêncio, como se tivessem sido atingidos no fundo da alma e dirigiam-se para suas salas. Todos, muito curiosos mantinham-se na fila até chegar a sua vez de verificar quem estava no caixão e que tinha atrapalhado tanto a cada um deles.
A pergunta ecoava na mente de todos: "Quem está nesse caixão"?
No visor do caixão havia um espelho e cada um via a si mesmo...
Só existe uma pessoa capaz de limitar seu crescimento: VOCÊ MESMO! Você é a única pessoa que pode fazer a revolução de sua vida. Você é a única pessoa que pode prejudicar a sua vida. Você é a única pessoa que pode ajudar a si mesmo. "SUA VIDA NÃO MUDA QUANDO SEU CHEFE MUDA, QUANDO SUA EMPRESA MUDA, QUANDO SEUS PAIS MUDAM, QUANDO SEU(SUA) NAMORADO(A) MUDA. SUA VIDA MUDA... QUANDO VOCÊ MUDA! VOCÊ É O ÚNICO RESPONSÁVEL POR ELA."O mundo é como um espelho que devolve a cada pessoa o reflexo de seus próprios pensamentos e seus atos. A maneira como você encara a vida é que faz toda diferença. A vida muda, quando "você muda".
(Luís Fernando Veríssimo)
terça-feira, 5 de outubro de 2010
Bye, bye, nuvem negra...
Ufa! O último final de semana teve cara de "inferno astral"...
Várias coisas dando errado, decepção, decisões difíceis, falta de inspiração e disposição para trabalhar na tese do doutorado, chuveiro queimado, banho na casa da amiga, trabalho no domingo "pela democracia", Tiririca eleito o Deputado Federal mais bem votado do país e problemas com o computador (o programa de estatística resolve não funcionar justo quando preciso mais dele!).
Parecia que havia uma daquelas nuvenzinhas negras de desenho animado pairando sobre a minha cabeça... rs
Mas hoje é terça-feira, a resistência do chuveiro já foi trocada, a tristeza já está passando, o programa de estatística já voltou a funcionar, e acho que vou conseguir embalar para escrever a tese. Bem que dizem por aí que tudo passa. É como diria Raul Seixas: "Tente! Não pense que a vitória está perdida... Se é de batalhas que se vive a vida!"
O jeito é não desistir. Nunca. Se alguém tem que desistir, que seja a nuvem negra sobre a sua cabeça...
Várias coisas dando errado, decepção, decisões difíceis, falta de inspiração e disposição para trabalhar na tese do doutorado, chuveiro queimado, banho na casa da amiga, trabalho no domingo "pela democracia", Tiririca eleito o Deputado Federal mais bem votado do país e problemas com o computador (o programa de estatística resolve não funcionar justo quando preciso mais dele!).
Parecia que havia uma daquelas nuvenzinhas negras de desenho animado pairando sobre a minha cabeça... rs
Mas hoje é terça-feira, a resistência do chuveiro já foi trocada, a tristeza já está passando, o programa de estatística já voltou a funcionar, e acho que vou conseguir embalar para escrever a tese. Bem que dizem por aí que tudo passa. É como diria Raul Seixas: "Tente! Não pense que a vitória está perdida... Se é de batalhas que se vive a vida!"
O jeito é não desistir. Nunca. Se alguém tem que desistir, que seja a nuvem negra sobre a sua cabeça...
You're gonna miss me baby (by Stevie Ray Vaughan)
You're gonna miss me little darlin', the day that I'm gone
You're gonna miss me little baby, .the day that I'm gone
Cause I'm leavin' in the mornin', won't be back at all
You have run me ragged baby, it's your own fault you're on your own
You have run me ragged baby, it's your own fault you're on your own
You didn't want me no way baby, 'till that other man was gone
You can try to get me back baby, with all your tricks and charms
You can try to get me back baby, with all your tricks and charms
But when all your games are over, you'll be left with empty arms
You're gonna miss me little baby, .the day that I'm gone
Cause I'm leavin' in the mornin', won't be back at all
You have run me ragged baby, it's your own fault you're on your own
You have run me ragged baby, it's your own fault you're on your own
You didn't want me no way baby, 'till that other man was gone
You can try to get me back baby, with all your tricks and charms
You can try to get me back baby, with all your tricks and charms
But when all your games are over, you'll be left with empty arms
segunda-feira, 4 de outubro de 2010
Qualquer dia desses (by Jota Quest)
Qualquer dia desses
Eu vou tomar coragem
Eu vou juntar minhas coisas
E dar o fora daqui
Eu sei,
Quando esse dia chegar, enfim,
Você vai lembrar da gente
E eu vou estar bem longe daqui
Mas até lá...
Eu vou ficar aqui
E você vai ter que me aguentar
Mas, se você se comportar direito
Talvez eu pense novamente nesta questão
Quem sabe, se você me der um pouco de carinho
Pode ser que eu nem te deixe na mão
Por isso limpe a cara
E abra esses olhos pra ver
Que nunca existiu amor maior que o meu
Com você está a chance para continuar
Qualquer dia desses
Eu vou tomar coragem
Vou juntar minhas coisas
E dar o fora daqui!
Mas até lá...
Eu vou ficar aqui
E você vai ter que me aguentar
Eu vou tomar coragem
Eu vou juntar minhas coisas
E dar o fora daqui
Eu sei,
Quando esse dia chegar, enfim,
Você vai lembrar da gente
E eu vou estar bem longe daqui
Mas até lá...
Eu vou ficar aqui
E você vai ter que me aguentar
Mas, se você se comportar direito
Talvez eu pense novamente nesta questão
Quem sabe, se você me der um pouco de carinho
Pode ser que eu nem te deixe na mão
Por isso limpe a cara
E abra esses olhos pra ver
Que nunca existiu amor maior que o meu
Com você está a chance para continuar
Qualquer dia desses
Eu vou tomar coragem
Vou juntar minhas coisas
E dar o fora daqui!
Mas até lá...
Eu vou ficar aqui
E você vai ter que me aguentar
Parabéns, Zu!!!!
Hoje é o aniversário da minha "filhinha"... Dois anos, hein, Zuleica!!!!
Infelizmente não estou perto de você para ganhar muitas lambidas (daquelas que só você e Dalila sabem dar), mas estou aqui torcendo para que você continue com muita saúde, sendo sempre essa mocinha carinhosa que você é. Só espero que crie um pouco de juízo e pare de fazer tanta bagunça... Senão D. Isabel vai ficar de saco cheio de você. (rs)
Ainda espero conseguir, um dia, trazer você para morar comigo nesta cidade gelada. (A esperança é sempre a última que morre, né?)
Amo você. Sinto muito a sua falta.
Em breve estarei em Nova Lima e poderei te apertar bastante.
Beijos da sua mãe.
domingo, 3 de outubro de 2010
Mais um desabafo
É. Eu sou uma idiota mesmo.
Sinceramente, pensei que você fosse telefonar, dizer que eu estava sendo muito radical (eu costumo mesmo ser muito radical), que eu não devia chutar o balde, que você estava sim caminhando em um ritmo mais lento que o meu, mas que tinha vontade de me alcançar um dia.
Por que será que eu insisto em me iludir?
Você vivia repetindo que não queria que eu sentisse raiva de você. Não se preocupe, não sinto raiva de você. Sinto raiva de mim, por ser tão burra... Por esperar muito de alguém que nunca me prometeu nada.
E o telefone não tocou, não chegou nenhum torpedo, nenhum e-mail, nada. Só eu mesma para achar que isso seria possível.
É. Eu sou uma idiota mesmo...
Sinceramente, pensei que você fosse telefonar, dizer que eu estava sendo muito radical (eu costumo mesmo ser muito radical), que eu não devia chutar o balde, que você estava sim caminhando em um ritmo mais lento que o meu, mas que tinha vontade de me alcançar um dia.
Por que será que eu insisto em me iludir?
Você vivia repetindo que não queria que eu sentisse raiva de você. Não se preocupe, não sinto raiva de você. Sinto raiva de mim, por ser tão burra... Por esperar muito de alguém que nunca me prometeu nada.
E o telefone não tocou, não chegou nenhum torpedo, nenhum e-mail, nada. Só eu mesma para achar que isso seria possível.
É. Eu sou uma idiota mesmo...
Go back (by Titãs)
Adoro esta música... E ela reflete bem como estou me sentindo hoje!
Você me chama
Eu quero ir pr'o cinema
Você reclama
Meu coração não contenta
Você me ama
Mas de repente
A madrugada mudou
E certamente
Aquele trem já passou
Se passou, passou
Daqui prá melhor
Foi!...
Só quero saber
Do que pode dá certo
Não tenho tempo a perder
Só quero saber
Do que pode dá certo
Não tenho tempo a perder...
Você me chama
Eu quero ir pr'o cinema
Você reclama
Meu coração não contenta
Você me ama
Mas de repente
A madrugada mudou
E certamente
Aquele trem já passou
Se passou, passou
Daqui prá melhor
Foi!...
Só quero saber
Do que pode dá certo
Não tenho tempo a perder
Só quero saber
Do que pode dá certo
Não tenho tempo a perder...
-"Não é o meu país
É uma sombra que pende
Concreta
Do meu nariz em linha reta
Não é minha cidade
É um sistema que invento
Me transforma
E que acrescento
À minha idade
Nem é o nosso amor
É a memória que suja
A história que enferruja
O que passou
Não é você
Nem sou mais eu
Adeus meu bem
Adeus! Adeus!
Você mudou, mudei também
Adeus amor! Adeus!
E vem!"
Só quero saber
Do que pode dá certo
Não tenho tempo a perder
Só quero saber
Do que pode dá certo
Não tenho tempo a perder...
Você me chama
Eu quero ir pr'o cinema
Você reclama
Meu coração não contenta
Você me ama
Mas de repente
A madrugada mudou
E certamente
Aquele trem já passou
Se passou, passou
Daqui prá melhor
Foi!...
Só quero saber
Do que pode dá certo
Não tenho tempo a perder
Só quero saber
Do que pode dá certo
Não tenho tempo a perder...
Você me chama
Eu quero ir pr'o cinema
Você reclama
Meu coração não contenta
Você me ama
Mas de repente
A madrugada mudou
E certamente
Aquele trem já passou
Se passou, passou
Daqui prá melhor
Foi!...
Só quero saber
Do que pode dá certo
Não tenho tempo a perder
Só quero saber
Do que pode dá certo
Não tenho tempo a perder...
-"Não é o meu país
É uma sombra que pende
Concreta
Do meu nariz em linha reta
Não é minha cidade
É um sistema que invento
Me transforma
E que acrescento
À minha idade
Nem é o nosso amor
É a memória que suja
A história que enferruja
O que passou
Não é você
Nem sou mais eu
Adeus meu bem
Adeus! Adeus!
Você mudou, mudei também
Adeus amor! Adeus!
E vem!"
Só quero saber
Do que pode dá certo
Não tenho tempo a perder
Só quero saber
Do que pode dá certo
Não tenho tempo a perder...
sábado, 2 de outubro de 2010
Desabafo
Hoje estou triste. Cair na real às vezes me deixa assim. Descobrir que estava mais uma vez tentando me enganar, também. Não é fácil admitir que teimosia muitas vezes é burrice. É o tal do autoboicote...
Você me disse que, no nosso relacionamento, estávamos em ritmos diferentes. Que eu estava mais avançada, que o seu ritmo estava mais lento. Mas o seu ritmo não estava mais lento, estava parado. Você não estava fazendo a mínima questão de sair do lugar. Eu bem que tentei desacelerar o meu, para ver se dava certo, para te dar a chance de talvez me alcançar. O problema é que você nunca quis me alcançar. Eu estava mais uma vez cometendo o mesmo erro de outras vezes, eu era a única pessoa a investir no relacionamento... E, num relacionamento a dois, as duas pessoas precisam investir. Ambas precisam caminhar no mesmo ritmo. Caso contrário, alguém sempre sai machucado. Infelizmente, mais uma vez, esse alguém fui eu. Mais uma vez quebrei a cara, mais uma vez estou chorando por alguém que não me queria como eu mereço ser querida.
É, estou triste. Está doendo.
A culpa não é sua, você sempre foi sincero comigo. Mas, como diria a música da Maria Rita:
"Ficou difícil
Tudo aquilo, nada disso
Sobrou meu velho vício de sonhar
Pular de precipício em precipício
Ossos do ofício
Pagar pra ver o invisível
E depois enxergar"
Felizmente, vai passar. Um dia passa. Eu só não podia continuar mentindo para mim mesma. Estar com você me fez muito bem, em vários sentidos. E por isso agradeço de coração por você ter feito parte da minha vida.
Um grande beijo,
Ana Amélia
Você me disse que, no nosso relacionamento, estávamos em ritmos diferentes. Que eu estava mais avançada, que o seu ritmo estava mais lento. Mas o seu ritmo não estava mais lento, estava parado. Você não estava fazendo a mínima questão de sair do lugar. Eu bem que tentei desacelerar o meu, para ver se dava certo, para te dar a chance de talvez me alcançar. O problema é que você nunca quis me alcançar. Eu estava mais uma vez cometendo o mesmo erro de outras vezes, eu era a única pessoa a investir no relacionamento... E, num relacionamento a dois, as duas pessoas precisam investir. Ambas precisam caminhar no mesmo ritmo. Caso contrário, alguém sempre sai machucado. Infelizmente, mais uma vez, esse alguém fui eu. Mais uma vez quebrei a cara, mais uma vez estou chorando por alguém que não me queria como eu mereço ser querida.
É, estou triste. Está doendo.
A culpa não é sua, você sempre foi sincero comigo. Mas, como diria a música da Maria Rita:
"Ficou difícil
Tudo aquilo, nada disso
Sobrou meu velho vício de sonhar
Pular de precipício em precipício
Ossos do ofício
Pagar pra ver o invisível
E depois enxergar"
Felizmente, vai passar. Um dia passa. Eu só não podia continuar mentindo para mim mesma. Estar com você me fez muito bem, em vários sentidos. E por isso agradeço de coração por você ter feito parte da minha vida.
Um grande beijo,
Ana Amélia
quinta-feira, 30 de setembro de 2010
À beira de um ataque de nervos...
Tomara que pelo menos no último minuto a inspiração apareça... Minha tese precisa sair do lugar!!!!!!!!!!
I will survive! I hope so...
I will survive! I hope so...
A tristeza permitida (Martha Medeiros)
Estava aqui pensando sobre como descrever o que sinto hoje, e acabei me lembrando de um texto da Martha Medeiros que reflete bem isso... O texto se chama "A tristeza permitida" e está publicado no livro "Doidas e Santas", uma coletânea sensacional de crônicas da Martha.
Se eu disser pra você que hoje acordei triste, que foi difícil sair da cama, mesmo sabendo que o sol estava se exibindo lá fora e o céu convidava para a farra de viver, mesmo sabendo que havia muitas providências a tomar, acordei triste e tive preguiça de cumprir os rituais que faço sem nem prestar atenção no que estou sentindo, como tomar banho, colocar uma roupa, ir pro computador, sair pra compras e reuniões – se eu disser que foi assim, o que você me diz? Se eu lhe disser que hoje não foi um dia como os outros, que não encontrei energia nem pra sentir culpa pela minha letargia, que hoje levantei devagar e tarde e que não tive vontade de nada, você vai reagir como?
Você vai dizer “te anima” e me recomendar um antidepressivo, ou vai dizer que tem gente vivendo coisas muito mais graves do que eu (mesmo desconhecendo a razão da minha tristeza), vai dizer pra eu colocar uma roupa leve, ouvir uma música revigorante e voltar a ser aquela que sempre fui, velha de guerra.
Você vai fazer isso porque gosta de mim, mas também porque é mais um que não tolera a tristeza: nem a minha, nem a sua, nem a de ninguém. Tristeza é considerada uma anomalia do humor, uma doença contagiosa, que é melhor eliminar desde o primeiro sintoma. Não sorriu hoje? Medicamento. Sentiu uma vontade de chorar à toa? Gravíssimo, telefone já para o seu psiquiatra.
A verdade é que eu não acordei triste hoje, nem mesmo com uma suave melancolia, está tudo normal. Mas quando fico triste, também está tudo normal. Porque ficar triste é comum, é um sentimento tão legítimo quanto a alegria, é um registro de nossa sensibilidade, que ora gargalha em grupo, ora busca o silêncio e a solidão. Estar triste não é estar deprimido.
Depressão é coisa muito séria, contínua e complexa. Estar triste é estar atento a si próprio, é estar desapontado com alguém, com vários ou consigo mesmo, é estar um pouco cansado de certas repetições, é descobrir-se frágil num dia qualquer, sem uma razão aparente – as razões têm essa mania de serem discretas.
“Eu não sei o que meu corpo abriga/ nestas noites quentes de verão/ e não me importa que mil raios partam/ qualquer sentido vago da razão/ eu ando tão down...” Lembra da música? Cazuza ainda dizia, lá no meio dos versos, que pega mal sofrer. Pois é, pega mal. Melhor sair pra balada, melhor forçar um sorriso, melhor dizer que está tudo bem, melhor desamarrar a cara. “Não quero te ver triste assim”, sussurrava Roberto Carlos em meio a outra música. Todos cantam a tristeza, mas poucos a enfrentam de fato. Os esforços não são para compreendê-la, e sim para disfarçá-la, sufocá-la, ela que, humilde, só quer usufruir do seu direito de existir, de assegurar seu espaço nesta sociedade que exalta apenas o oba-oba e a verborragia, e que desconfia de quem está calado demais. Claro que é melhor ser alegre que ser triste (agora é Vinícius), mas melhor mesmo é ninguém privar você de sentir o que for. Em tempo: na maioria das vezes, é a gente mesmo que não se permite estar alguns degraus abaixo da euforia.
Tem dias que não estamos pra samba, pra rock, pra hip-hop, e nem pra isso devemos buscar pílulas mágicas para camuflar nossa introspecção, nem aceitar convites para festas em que nada temos para brindar. Que nos deixem quietos, que quietude é armazenamento de força e sabedoria, daqui a pouco a gente volta, a gente sempre volta, anunciando o fim de mais uma dor – até que venha a próxima, normais que somos.
Se eu disser pra você que hoje acordei triste, que foi difícil sair da cama, mesmo sabendo que o sol estava se exibindo lá fora e o céu convidava para a farra de viver, mesmo sabendo que havia muitas providências a tomar, acordei triste e tive preguiça de cumprir os rituais que faço sem nem prestar atenção no que estou sentindo, como tomar banho, colocar uma roupa, ir pro computador, sair pra compras e reuniões – se eu disser que foi assim, o que você me diz? Se eu lhe disser que hoje não foi um dia como os outros, que não encontrei energia nem pra sentir culpa pela minha letargia, que hoje levantei devagar e tarde e que não tive vontade de nada, você vai reagir como?
Você vai dizer “te anima” e me recomendar um antidepressivo, ou vai dizer que tem gente vivendo coisas muito mais graves do que eu (mesmo desconhecendo a razão da minha tristeza), vai dizer pra eu colocar uma roupa leve, ouvir uma música revigorante e voltar a ser aquela que sempre fui, velha de guerra.
Você vai fazer isso porque gosta de mim, mas também porque é mais um que não tolera a tristeza: nem a minha, nem a sua, nem a de ninguém. Tristeza é considerada uma anomalia do humor, uma doença contagiosa, que é melhor eliminar desde o primeiro sintoma. Não sorriu hoje? Medicamento. Sentiu uma vontade de chorar à toa? Gravíssimo, telefone já para o seu psiquiatra.
A verdade é que eu não acordei triste hoje, nem mesmo com uma suave melancolia, está tudo normal. Mas quando fico triste, também está tudo normal. Porque ficar triste é comum, é um sentimento tão legítimo quanto a alegria, é um registro de nossa sensibilidade, que ora gargalha em grupo, ora busca o silêncio e a solidão. Estar triste não é estar deprimido.
Depressão é coisa muito séria, contínua e complexa. Estar triste é estar atento a si próprio, é estar desapontado com alguém, com vários ou consigo mesmo, é estar um pouco cansado de certas repetições, é descobrir-se frágil num dia qualquer, sem uma razão aparente – as razões têm essa mania de serem discretas.
“Eu não sei o que meu corpo abriga/ nestas noites quentes de verão/ e não me importa que mil raios partam/ qualquer sentido vago da razão/ eu ando tão down...” Lembra da música? Cazuza ainda dizia, lá no meio dos versos, que pega mal sofrer. Pois é, pega mal. Melhor sair pra balada, melhor forçar um sorriso, melhor dizer que está tudo bem, melhor desamarrar a cara. “Não quero te ver triste assim”, sussurrava Roberto Carlos em meio a outra música. Todos cantam a tristeza, mas poucos a enfrentam de fato. Os esforços não são para compreendê-la, e sim para disfarçá-la, sufocá-la, ela que, humilde, só quer usufruir do seu direito de existir, de assegurar seu espaço nesta sociedade que exalta apenas o oba-oba e a verborragia, e que desconfia de quem está calado demais. Claro que é melhor ser alegre que ser triste (agora é Vinícius), mas melhor mesmo é ninguém privar você de sentir o que for. Em tempo: na maioria das vezes, é a gente mesmo que não se permite estar alguns degraus abaixo da euforia.
Tem dias que não estamos pra samba, pra rock, pra hip-hop, e nem pra isso devemos buscar pílulas mágicas para camuflar nossa introspecção, nem aceitar convites para festas em que nada temos para brindar. Que nos deixem quietos, que quietude é armazenamento de força e sabedoria, daqui a pouco a gente volta, a gente sempre volta, anunciando o fim de mais uma dor – até que venha a próxima, normais que somos.
quarta-feira, 29 de setembro de 2010
Duas bolas, por favor!! (by Danuza Leão)
Não há nada que me deixe mais frustrada do que pedir sorvete de sobremesa, contar os minutos até ele chegar e aí ver o garçom colocar na minha frente uma bolinha minúscula do meu sorvete preferido.
Uma só.
Quanto mais sofisticado o restaurante, menor a porção da sobremesa.
Aí a vontade que dá é de passar numa loja de conveniência, comprar um litro de sorvete bem cremoso e saborear em casa com direito a repetir quantas vezes a gente quiser, sem pensar em calorias, boas maneiras ou moderação.
O sorvete é só um exemplo do que tem sido nosso cotidiano.
A vida anda cheia de meias porções, de prazeres meia-boca, de aventuras pela metade.
A gente sai pra jantar, mas come pouco.
Vai à festa de casamento, mas resiste aos bombons.
Conquista a chamada liberdade sexual, mas tem que fingir que é difícil (a imensa maioria das mulheres continua com pavor de ser rotulada de 'fácil').
Adora tomar um banho demorado, mas se contém pra não desperdiçar os recursos do planeta.
Quer beijar aquele cara 20 anos mais novo, mas tem medo de fazer papel ridículo.
Tem vontade de ficar em casa vendo um DVD, esparramada no sofá, mas se obriga a ir malhar.
E por aí vai.
Tantos deveres, tanta preocupação em 'acertar', tanto empenho em passar na vida sem pegar recuperação...
Aí a vida vai ficando sem tempero, politicamente correta e existencialmente sem-graça, enquanto a gente vai ficando melancolicamente sem tesão...
Às vezes dá vontade de fazer tudo 'errado'.
Deixar de lado a régua, o compasso, a bússola, a balança e os 10 mandamentos.
Ser ridícula, inadequada, incoerente e não estar nem aí pro que dizem e o que pensam a nosso respeito.
Recusar prazeres incompletos e meias porções.
Até Santo Agostinho, que foi santo, uma vez se rebelou e disse uma frase mais ou menos assim: Deus, dai-me continência e castidade, mas não agora'...
Nós, que não aspiramos à santidade e estamos aqui de passagem, podemos (devemos?) desejar várias bolas de sorvete, bombons de muitos sabores, vários beijos bem dados, a água batendo sem pressa no corpo, o coração saciado.
Um dia a gente cria juízo.
Um dia.
Não tem que ser agora.
Por isso, garçom, por favor, me traga: cinco bolas de sorvete de chocolate, um sofá pra eu ver 10 episódios do 'Law and Order', uma caixa de trufas bem macias e o Richard Gere, nu, embrulhado pra presente. OK?
Não necessariamente nessa ordem.
Depois a gente vê como é que faz pra consertar o estrago . . .
Uma só.
Quanto mais sofisticado o restaurante, menor a porção da sobremesa.
Aí a vontade que dá é de passar numa loja de conveniência, comprar um litro de sorvete bem cremoso e saborear em casa com direito a repetir quantas vezes a gente quiser, sem pensar em calorias, boas maneiras ou moderação.
O sorvete é só um exemplo do que tem sido nosso cotidiano.
A vida anda cheia de meias porções, de prazeres meia-boca, de aventuras pela metade.
A gente sai pra jantar, mas come pouco.
Vai à festa de casamento, mas resiste aos bombons.
Conquista a chamada liberdade sexual, mas tem que fingir que é difícil (a imensa maioria das mulheres continua com pavor de ser rotulada de 'fácil').
Adora tomar um banho demorado, mas se contém pra não desperdiçar os recursos do planeta.
Quer beijar aquele cara 20 anos mais novo, mas tem medo de fazer papel ridículo.
Tem vontade de ficar em casa vendo um DVD, esparramada no sofá, mas se obriga a ir malhar.
E por aí vai.
Tantos deveres, tanta preocupação em 'acertar', tanto empenho em passar na vida sem pegar recuperação...
Aí a vida vai ficando sem tempero, politicamente correta e existencialmente sem-graça, enquanto a gente vai ficando melancolicamente sem tesão...
Às vezes dá vontade de fazer tudo 'errado'.
Deixar de lado a régua, o compasso, a bússola, a balança e os 10 mandamentos.
Ser ridícula, inadequada, incoerente e não estar nem aí pro que dizem e o que pensam a nosso respeito.
Recusar prazeres incompletos e meias porções.
Até Santo Agostinho, que foi santo, uma vez se rebelou e disse uma frase mais ou menos assim: Deus, dai-me continência e castidade, mas não agora'...
Nós, que não aspiramos à santidade e estamos aqui de passagem, podemos (devemos?) desejar várias bolas de sorvete, bombons de muitos sabores, vários beijos bem dados, a água batendo sem pressa no corpo, o coração saciado.
Um dia a gente cria juízo.
Um dia.
Não tem que ser agora.
Por isso, garçom, por favor, me traga: cinco bolas de sorvete de chocolate, um sofá pra eu ver 10 episódios do 'Law and Order', uma caixa de trufas bem macias e o Richard Gere, nu, embrulhado pra presente. OK?
Não necessariamente nessa ordem.
Depois a gente vê como é que faz pra consertar o estrago . . .
terça-feira, 28 de setembro de 2010
domingo, 26 de setembro de 2010
Não seja de vidro
O melindre costuma causar estragos nas relações humanas.
Por excesso de sensibilidade, amizades são rompidas e grupos se desfazem.
A pessoa melindrosa ofende-se com muita facilidade.
Ela identifica intenções ofensivas nas coisas mais banais.
Uma simples brincadeira ou uma palavra mal escolhida podem fazê-la sentir-se gravemente ofendida.
Uma criatura tão delicada, fica sempre atenta aos atos e dizeres dos outros.
Se encontra qualquer coisa remotamente parecida com uma crítica, melindra-se.
Esse modo específico de sentir revela uma grande vaidade.
O melindroso imagina-se o centro das atenções aonde quer que vá.
Acredita que os outros se preocupam em excesso com ele.
Justamente por isso, pensa que tudo o que é feito ou dito a sua volta refere-se a sua pessoa.
E a realidade é que os homens gastam muito pouco tempo preocupando-se de forma definida com seus semelhantes.
Cada qual tem sua vida e seus problemas.
Salvo se você for uma sumidade em determinada área, provavelmente os que o rodeiam não se ocupam particularmente com seus atos.
Fora de seu grupo familiar, raramente alguém se detém para esmiuçar seu proceder.
E quando o faz, é por breve tempo.
Não se imagine o centro do mundo.
Os outros não falam ou agem com o firme propósito de ofendê-lo.
Eles nem pensam muito em você.
Não seja de vidro no trato com os semelhantes.
Não veja ofensas onde elas não existem.
Preocupe-se com a essência das coisas.
O corre-corre do mundo moderno nem sempre permite que tudo seja dito ou feito com a suavidade desejável.
Certamente você também não pensa inúmeras vezes em cada palavra que diz.
E igualmente não pauta sua vida pelo interesse de atingir os que o rodeiam.
Muitos de seus atos e palavras podem ser mal interpretados.
Ocorre que quem procura razão para sentir-se ofendido certamente encontrará.
Trata-se principalmente de um estado de espírito.
Conscientize-se dessa realidade.
Não se imagine mais importante do que na realidade é.
Viva com leveza e bonomia.
Se alguém criticar algo que você tenha feito, não se ofenda.
Não torne tudo pessoal.
A crítica nem sempre é destrutiva.
Aceite que você às vezes falha. As observações dos amigos podem auxiliá-lo a ser melhor.
Procure tolerar sem melindre, mesmo alguma observação maliciosa a seu respeito.
Em um ambiente descontraído, com freqüência alguém é motivo de piadas.
Trata-se de uma dinâmica especial de certos locais.
E a intenção raramente é ofender.
Tanto é assim que se altera constantemente o alvo da troça. É necessário que os participantes de um grupo ou meio social tenham liberdade uns com os outros.
Evidentemente, há limites para tudo.
Mas sem uma certa dose de sinceridade e espontaneidade, resta somente a formalidade e a hipocrisia.
Em um clima hipócrita, nada de real se cria e ninguém se sente seguro e à vontade.
Assim, seja leve em seu viver.
Não se ofenda a todo instante, por tudo e por nada.
Isso apenas o isolará de seus semelhantes, sem qualquer resultado útil.
Pense nisso.
Por excesso de sensibilidade, amizades são rompidas e grupos se desfazem.
A pessoa melindrosa ofende-se com muita facilidade.
Ela identifica intenções ofensivas nas coisas mais banais.
Uma simples brincadeira ou uma palavra mal escolhida podem fazê-la sentir-se gravemente ofendida.
Uma criatura tão delicada, fica sempre atenta aos atos e dizeres dos outros.
Se encontra qualquer coisa remotamente parecida com uma crítica, melindra-se.
Esse modo específico de sentir revela uma grande vaidade.
O melindroso imagina-se o centro das atenções aonde quer que vá.
Acredita que os outros se preocupam em excesso com ele.
Justamente por isso, pensa que tudo o que é feito ou dito a sua volta refere-se a sua pessoa.
E a realidade é que os homens gastam muito pouco tempo preocupando-se de forma definida com seus semelhantes.
Cada qual tem sua vida e seus problemas.
Salvo se você for uma sumidade em determinada área, provavelmente os que o rodeiam não se ocupam particularmente com seus atos.
Fora de seu grupo familiar, raramente alguém se detém para esmiuçar seu proceder.
E quando o faz, é por breve tempo.
Não se imagine o centro do mundo.
Os outros não falam ou agem com o firme propósito de ofendê-lo.
Eles nem pensam muito em você.
Não seja de vidro no trato com os semelhantes.
Não veja ofensas onde elas não existem.
Preocupe-se com a essência das coisas.
O corre-corre do mundo moderno nem sempre permite que tudo seja dito ou feito com a suavidade desejável.
Certamente você também não pensa inúmeras vezes em cada palavra que diz.
E igualmente não pauta sua vida pelo interesse de atingir os que o rodeiam.
Muitos de seus atos e palavras podem ser mal interpretados.
Ocorre que quem procura razão para sentir-se ofendido certamente encontrará.
Trata-se principalmente de um estado de espírito.
Conscientize-se dessa realidade.
Não se imagine mais importante do que na realidade é.
Viva com leveza e bonomia.
Se alguém criticar algo que você tenha feito, não se ofenda.
Não torne tudo pessoal.
A crítica nem sempre é destrutiva.
Aceite que você às vezes falha. As observações dos amigos podem auxiliá-lo a ser melhor.
Procure tolerar sem melindre, mesmo alguma observação maliciosa a seu respeito.
Em um ambiente descontraído, com freqüência alguém é motivo de piadas.
Trata-se de uma dinâmica especial de certos locais.
E a intenção raramente é ofender.
Tanto é assim que se altera constantemente o alvo da troça. É necessário que os participantes de um grupo ou meio social tenham liberdade uns com os outros.
Evidentemente, há limites para tudo.
Mas sem uma certa dose de sinceridade e espontaneidade, resta somente a formalidade e a hipocrisia.
Em um clima hipócrita, nada de real se cria e ninguém se sente seguro e à vontade.
Assim, seja leve em seu viver.
Não se ofenda a todo instante, por tudo e por nada.
Isso apenas o isolará de seus semelhantes, sem qualquer resultado útil.
Pense nisso.
terça-feira, 24 de agosto de 2010
Mulheres no Topo da Árvore
"As Melhores Mulheres pertencem aos homens mais atrevidos. Mulheres são como maçãs em árvores. As melhores estão no topo. Os homens não querem alcançar essas boas, porque eles têm medo de cair e se machucar. Preferem pegar as maçãs podres que ficam no chão, que não são boas como as do topo, mas são fáceis de se conseguir. Assim, as maçãs no topo pensam que algo está errado com elas, quando na verdade, ELES estão errados... Elas têm que esperar um pouco mais para o homem certo chegar... aquele que é valente o bastante para escalar até o topo da árvore”.
(Machado de Assis)
(Machado de Assis)
quarta-feira, 18 de agosto de 2010
terça-feira, 17 de agosto de 2010
Saudade (by Miguel Falabella)
Trancar o dedo numa porta dói.
Bater com o queixo no chão dói.
Torcer o tornozelo dói.
Um tapa, um soco, um pontapé, doem.
Dói bater a cabeça na quina da mesa,
dói morder a língua,
dói cólica, cárie e pedra no rim.
Mas o que mais dói é a saudade.
Saudade de um irmão que mora longe.
Saudade de uma cachoeira da infância.
Saudade de um filho que estuda fora.
Saudade do gosto de uma fruta que
não se encontra mais.
Saudade do pai que morreu,
do amigo imaginário que nunca existiu.
Saudade de uma cidade.
Saudade da gente mesmo, que o tempo não perdoa.
Doem essas saudades todas.
Mas a saudade mais dolorida
é a saudade de quem se ama.
Saudade da pele, do cheiro, dos beijos.
Saudade da presença, e até da ausência consentida.
Você podia ficar na sala e ela no quarto, sem
se verem, mas sabiam-se lá.
Você podia ir para o dentista e ela para a faculdade,
mas sabiam-se onde.
Você podia ficar o dia sem vê-la, ela o dia sem
vê-lo, mas sabiam-se amanhã.
Contudo, quando o amor de um acaba, ou torna-se
menor, ao outro sobra uma saudade que ninguém sabe
como deter.
Saudade é basicamente não saber.
Não saber mais se ela continua fungando
num ambiente mais frio.
Não saber se ele continua sem fazer a barba por causa
daquela alergia.
Não saber se ela ainda usa aquela saia.
Não saber se ele foi na consulta com o dermatologista
como prometeu.
Não saber se ela tem comido bem por causa
daquela mania de estar sempre ocupada;
se ele tem assistido às aulas de inglês,
se aprendeu a entrar na Internet
e encontrar a página do Diário Oficial;
se ela aprendeu a estacionar entre dois carros;
se ele continua preferindo Malzebier;
se ela continua preferindo suco;
se ele continua sorrindo com aqueles olhinhos apertados;
se ela continua dançando daquele jeitinho enlouquecedor;
se ele continua cantando tão bem;
se ela continua detestando o MC Donald's;
se ele continua amando;
se ela continua a chorar até nas comédias.
Saudade é não saber mesmo!
Não saber o que fazer
com os dias que ficaram mais compridos;
não saber como encontrar tarefas
que lhe cessem o pensamento;
não saber como frear as lágrimas diante de uma música;
não saber como vencer a dor
de um silêncio que nada preenche.
Saudade é não querer saber se ela está com outro,
e ao mesmo tempo querer.
É não saber se ele está feliz,
e ao mesmo tempo perguntar a todos os amigos.
É não querer saber se ele está mais magro,
se ela está mais bela.
Saudade é nunca mais saber de quem se ama,
e ainda assim doer...
Saudade é isso que senti
enquanto estive escrevendo
e o que você, provavelmente, está sentindo
agora depois que acabou de ler.
Bater com o queixo no chão dói.
Torcer o tornozelo dói.
Um tapa, um soco, um pontapé, doem.
Dói bater a cabeça na quina da mesa,
dói morder a língua,
dói cólica, cárie e pedra no rim.
Mas o que mais dói é a saudade.
Saudade de um irmão que mora longe.
Saudade de uma cachoeira da infância.
Saudade de um filho que estuda fora.
Saudade do gosto de uma fruta que
não se encontra mais.
Saudade do pai que morreu,
do amigo imaginário que nunca existiu.
Saudade de uma cidade.
Saudade da gente mesmo, que o tempo não perdoa.
Doem essas saudades todas.
Mas a saudade mais dolorida
é a saudade de quem se ama.
Saudade da pele, do cheiro, dos beijos.
Saudade da presença, e até da ausência consentida.
Você podia ficar na sala e ela no quarto, sem
se verem, mas sabiam-se lá.
Você podia ir para o dentista e ela para a faculdade,
mas sabiam-se onde.
Você podia ficar o dia sem vê-la, ela o dia sem
vê-lo, mas sabiam-se amanhã.
Contudo, quando o amor de um acaba, ou torna-se
menor, ao outro sobra uma saudade que ninguém sabe
como deter.
Saudade é basicamente não saber.
Não saber mais se ela continua fungando
num ambiente mais frio.
Não saber se ele continua sem fazer a barba por causa
daquela alergia.
Não saber se ela ainda usa aquela saia.
Não saber se ele foi na consulta com o dermatologista
como prometeu.
Não saber se ela tem comido bem por causa
daquela mania de estar sempre ocupada;
se ele tem assistido às aulas de inglês,
se aprendeu a entrar na Internet
e encontrar a página do Diário Oficial;
se ela aprendeu a estacionar entre dois carros;
se ele continua preferindo Malzebier;
se ela continua preferindo suco;
se ele continua sorrindo com aqueles olhinhos apertados;
se ela continua dançando daquele jeitinho enlouquecedor;
se ele continua cantando tão bem;
se ela continua detestando o MC Donald's;
se ele continua amando;
se ela continua a chorar até nas comédias.
Saudade é não saber mesmo!
Não saber o que fazer
com os dias que ficaram mais compridos;
não saber como encontrar tarefas
que lhe cessem o pensamento;
não saber como frear as lágrimas diante de uma música;
não saber como vencer a dor
de um silêncio que nada preenche.
Saudade é não querer saber se ela está com outro,
e ao mesmo tempo querer.
É não saber se ele está feliz,
e ao mesmo tempo perguntar a todos os amigos.
É não querer saber se ele está mais magro,
se ela está mais bela.
Saudade é nunca mais saber de quem se ama,
e ainda assim doer...
Saudade é isso que senti
enquanto estive escrevendo
e o que você, provavelmente, está sentindo
agora depois que acabou de ler.
segunda-feira, 16 de agosto de 2010
Saindo da rotina (ou seria "Voltando à rotina"?)
Esse final de semana foi longo. Custou a passar.
Depois de dois meses, foi o primeiro final de semana em que não vi seus olhos mudarem de cor para acompanhar o tempo chuvoso ou ensolarado. Não vi seus cabelos cor de fogo, nem as mãos que acariciavam meus cabelos, e que eu adorava. Sim, desde o começo você sabia que suas mãos me atraíam...
O telefone não tocou.
Eu não fiquei ansiosa na frente do guarda-roupas pensando "Que roupa eu uso para sair com ele hoje?"
É, a verdade é que você fez falta. Estar com você já estava fazendo parte da minha rotina.
Pena que você não quis ir além. Pena que você não quis fazer parte da minha rotina não só nos finais de semana. Pena que você quisesse apenas uma "amizade colorida". Uma pena.
Não queria que tivesse terminado assim. Não queria que tivesse terminado.
Mas, infelizmente, agora é bola pra frente. Não está sendo fácil. Nunca é. Mas tudo passa. Tudo sempre passa. E você também vai passar.
Depois de dois meses, foi o primeiro final de semana em que não vi seus olhos mudarem de cor para acompanhar o tempo chuvoso ou ensolarado. Não vi seus cabelos cor de fogo, nem as mãos que acariciavam meus cabelos, e que eu adorava. Sim, desde o começo você sabia que suas mãos me atraíam...
O telefone não tocou.
Eu não fiquei ansiosa na frente do guarda-roupas pensando "Que roupa eu uso para sair com ele hoje?"
É, a verdade é que você fez falta. Estar com você já estava fazendo parte da minha rotina.
Pena que você não quis ir além. Pena que você não quis fazer parte da minha rotina não só nos finais de semana. Pena que você quisesse apenas uma "amizade colorida". Uma pena.
Não queria que tivesse terminado assim. Não queria que tivesse terminado.
Mas, infelizmente, agora é bola pra frente. Não está sendo fácil. Nunca é. Mas tudo passa. Tudo sempre passa. E você também vai passar.
quinta-feira, 10 de junho de 2010
domingo, 16 de maio de 2010
Para refletir...
Ela sempre estacionava o carro na mesma vaga. O guardador, sorridente, educado, sempre a cumprimentava. Por vezes falavam rapidamente, ela perguntava como estava a família, ele respondia. Contava um ou outro problema de saúde que enfrentava. Por outras vezes comentavam sobre algumas amenidades, sobre o frio, o calor, sobre o perigo da cidade grande, etc. Ele morava num bairro distante da região metropolitana. Certamente numa casa muito simples - quase uma favela.
Naquele dia ela estava preocupada com ele. Estava muito frio. Ela lembrou que a vida dela não era fácil, que vinha de muitas dificuldades recentes, mas pensou na vida dele, e que ela deveria ser bem mais complicada. Nem sempre podia lhe dar algum dinheiro. Dos 5 dias da semana, em média, uma ou duas vezes ela conseguia lhe dar algumas moedas - pensou. Sabia que ele precisava. Que aquele era seu trabalho digno. Que dali vinha o alimento de seus filhos. Ela queria poder dar mais. E ele merecia, pois sempre guardava uma vaga especial para ela, sem ela pedir, sem ela merecer - pensava.
Com o coração um pouco apertado, então, resolveu dizer naquele dia: Olha... Sei que nem sempre lhe dou alguma coisa. Queria poder dar mais, dar sempre, mas, sabe... Não consigo mesmo. Sei que você é um trabalhador, uma pessoa gentil e educada, e que mesmo eu dando tão pouco, sempre guarda a vaga para mim. Já vi que existem pessoas que estacionam sempre aqui, que lhe dão sempre um ou até dois reais por vez, mas, eu realmente não consigo - disse ela um tanto embaraçada.
Ele então respondeu, com franqueza e simplicidade: Dona, olha, eu não guardo sua vaga porque a senhora me dá algum dinheiro, não. Eu preciso de dinheiro, sim, mas não é por isso. É que a senhora é a única pessoa que fala comigo, que me dá atenção, que me trata como irmão.
Ela calou ao ouvir estas palavras. Sorriu para ele, timidamente, e disse, se despedindo: Então, tá bom. Foi para o trabalho pensando no que ouvira. Ela nunca havia pensado nisso. Mas será que ninguém mais fala com ele? Falo tão rapidamente, sobre coisas corriqueiras, nada de mais importante... Nossa... Será que as pessoas o ignoram? Mesmo o encontrando todos os dias como eu?
Aqueles pensamentos ficaram em sua mente, flutuando o dia todo. Percebeu que poderia dar algo muito mais importante que as moedas, que o "trocado" de sempre.
Caridade não significa apenas doação material. Em verdade, a filantropia é apenas uma pequena porção do mundo da caridade verdadeira.
Vivemos num Mundo, num país, onde ainda há necessidade da ajuda material urgente, sim, mas precisamos entender que não é apenas isso. As pessoas precisam de auxílio em outras áreas. As pessoas precisam de atenção, de amizade, de alguém que lhes dê carinho.
O alimento da alma fortalece o ser, e assim ele se torna mais apto e preparado para buscar a subsistência material. Pense nisso.
Naquele dia ela estava preocupada com ele. Estava muito frio. Ela lembrou que a vida dela não era fácil, que vinha de muitas dificuldades recentes, mas pensou na vida dele, e que ela deveria ser bem mais complicada. Nem sempre podia lhe dar algum dinheiro. Dos 5 dias da semana, em média, uma ou duas vezes ela conseguia lhe dar algumas moedas - pensou. Sabia que ele precisava. Que aquele era seu trabalho digno. Que dali vinha o alimento de seus filhos. Ela queria poder dar mais. E ele merecia, pois sempre guardava uma vaga especial para ela, sem ela pedir, sem ela merecer - pensava.
Com o coração um pouco apertado, então, resolveu dizer naquele dia: Olha... Sei que nem sempre lhe dou alguma coisa. Queria poder dar mais, dar sempre, mas, sabe... Não consigo mesmo. Sei que você é um trabalhador, uma pessoa gentil e educada, e que mesmo eu dando tão pouco, sempre guarda a vaga para mim. Já vi que existem pessoas que estacionam sempre aqui, que lhe dão sempre um ou até dois reais por vez, mas, eu realmente não consigo - disse ela um tanto embaraçada.
Ele então respondeu, com franqueza e simplicidade: Dona, olha, eu não guardo sua vaga porque a senhora me dá algum dinheiro, não. Eu preciso de dinheiro, sim, mas não é por isso. É que a senhora é a única pessoa que fala comigo, que me dá atenção, que me trata como irmão.
Ela calou ao ouvir estas palavras. Sorriu para ele, timidamente, e disse, se despedindo: Então, tá bom. Foi para o trabalho pensando no que ouvira. Ela nunca havia pensado nisso. Mas será que ninguém mais fala com ele? Falo tão rapidamente, sobre coisas corriqueiras, nada de mais importante... Nossa... Será que as pessoas o ignoram? Mesmo o encontrando todos os dias como eu?
Aqueles pensamentos ficaram em sua mente, flutuando o dia todo. Percebeu que poderia dar algo muito mais importante que as moedas, que o "trocado" de sempre.
* * *
Caridade não significa apenas doação material. Em verdade, a filantropia é apenas uma pequena porção do mundo da caridade verdadeira.
Vivemos num Mundo, num país, onde ainda há necessidade da ajuda material urgente, sim, mas precisamos entender que não é apenas isso. As pessoas precisam de auxílio em outras áreas. As pessoas precisam de atenção, de amizade, de alguém que lhes dê carinho.
O alimento da alma fortalece o ser, e assim ele se torna mais apto e preparado para buscar a subsistência material. Pense nisso.
sábado, 15 de maio de 2010
Um texto sensacional...
Posso Errar? Por Leila Ferreira
Há pouco tempo fui obrigada a lavar meus cabelos com o xampu “errado”. Foi num hotel, onde cheguei pouco antes de fazer uma palestra e, depois de ver que tinha deixado meu xampu em casa, descobri que não havia farmácia nem shopping num raio de 10 quilômetros.
A única opção era usar o dois-em-um (xampu com efeito condicionador) do kit do hotel. Opção? Maneira de dizer.Meus cabelos, superoleosos, grudam só de ouvir a palavra “condicionador”.Mas fui em frente. Apliquei o produto cautelosamente, enxaguei, fiz a escova de praxe e... surpresa! Os cabelos ficaram soltos e brilhantes —tudo aquilo que meus nove vidros de xampu “certo” que deixei em casa costumam prometer para nem sempre cumprir.
Foi aí que me dei conta do quanto a gente se esforça para fazer a coisa certa, comprar o produtocerto, usar a roupa certa, dizer a coisa certa — e a pergunta que não quer calar é: certa pra quem? Ou: certa por quê?O homem certo, por exemplo: existe ficção maior do que essa? Minha amiga se casou com um exemplar da espécie depois de namorá-lo sete anos. Levou um mês para descobrir que estava com o marido errado. Ele foi “certo” atécolocar a aliança.
O que faz surgir outra pergunta: certo até quando? Porque o certo de hoje pode se transformar no equívoco monumental de amanhã. Ou o contrário: existem homens que chegam com aquele jeito de “nada a ver”, vão ficando e, quando você se assusta, está casada — e feliz— com um deles.
E as roupas? Quantos sábados você já passou num shopping procurando o vestido certo e os sapatos certos para aquele casamento chiquérrimo e, na hora de sair para a festa, você se olha no espelho e tem a sensação de queestá tudo errado? As vendedoras juraram que era a escolha perfeita, mas talvez você se sentisse melhor com uma dose menor de perfeição. Eu mesma já fui para várias festas me sentindo fantasiada. Estava com a roupa “certa”, mas o que eu queria mesmo era ter ficado mais parecida comigo mesma, nem que fosse para “errar”.
Outro dia fui dar uma bronca numa amiga que insiste em fumar, apesar dos problemas de saúde, e ela me respondeu: “Eu sei que está errado, mas a gente tem que fazer alguma coisa errada na vida, senão fica tudo muito sem graça. O que eu queria mesmo era trair meu marido, mas isso eu não tenho coragem. Então eu fumo”.
Sem entrar no mérito da questão — da traição ou do cigarro —, concordo que viver é, eventualmente, poder escorregar ou sair do tom. O mundo está cheio de regras, que vão desde nosso guarda-roupa, passando por cosméticos e dietas, até o que vamos dizer na entrevista de emprego, o vinho que devemos pedir no restaurante, o desempenho sexual que nos torna parceiros interessantes, o restaurante que está na moda, o celular que dá status, a idade que devemos aparentar.
Obedecer, ou acertar, sempre é fazer um pacto com o óbvio, renunciar ao inesperado.
O filósofo Mario Sérgio Cortella conta que muitas pessoas se surpreendem quando constatam que ele não sabe dirigir e tem sempre alguém que pergunta: “Como assim?! Você não dirige?!”. Com toda a calma, ele responde: “Não, eu não dirijo. Também não boto ovo, não fabrico rádios — tem um punhado de coisas que eu não faço”.
Não temos que fazer tudo que esperam que a gente faça nem acertar sempre no que fazemos. Como diz Sofia, agente de viagens que adora questionar regras: “Não sou obrigada a gostar de comida japonesa, nem a ter manequim 38 e, muito menos, a achar normal uma vida sem carboidratos”. O certo ou o “certo” pode até ser bom.Mas às vezes merecemos aposentar régua e compasso.
Leila Ferreira é jornalista, apresentadora de TV e autora do livroMulheres – Por que será que elas..., da Editora Globo
Há pouco tempo fui obrigada a lavar meus cabelos com o xampu “errado”. Foi num hotel, onde cheguei pouco antes de fazer uma palestra e, depois de ver que tinha deixado meu xampu em casa, descobri que não havia farmácia nem shopping num raio de 10 quilômetros.
A única opção era usar o dois-em-um (xampu com efeito condicionador) do kit do hotel. Opção? Maneira de dizer.Meus cabelos, superoleosos, grudam só de ouvir a palavra “condicionador”.Mas fui em frente. Apliquei o produto cautelosamente, enxaguei, fiz a escova de praxe e... surpresa! Os cabelos ficaram soltos e brilhantes —tudo aquilo que meus nove vidros de xampu “certo” que deixei em casa costumam prometer para nem sempre cumprir.
Foi aí que me dei conta do quanto a gente se esforça para fazer a coisa certa, comprar o produtocerto, usar a roupa certa, dizer a coisa certa — e a pergunta que não quer calar é: certa pra quem? Ou: certa por quê?O homem certo, por exemplo: existe ficção maior do que essa? Minha amiga se casou com um exemplar da espécie depois de namorá-lo sete anos. Levou um mês para descobrir que estava com o marido errado. Ele foi “certo” atécolocar a aliança.
O que faz surgir outra pergunta: certo até quando? Porque o certo de hoje pode se transformar no equívoco monumental de amanhã. Ou o contrário: existem homens que chegam com aquele jeito de “nada a ver”, vão ficando e, quando você se assusta, está casada — e feliz— com um deles.
E as roupas? Quantos sábados você já passou num shopping procurando o vestido certo e os sapatos certos para aquele casamento chiquérrimo e, na hora de sair para a festa, você se olha no espelho e tem a sensação de queestá tudo errado? As vendedoras juraram que era a escolha perfeita, mas talvez você se sentisse melhor com uma dose menor de perfeição. Eu mesma já fui para várias festas me sentindo fantasiada. Estava com a roupa “certa”, mas o que eu queria mesmo era ter ficado mais parecida comigo mesma, nem que fosse para “errar”.
Outro dia fui dar uma bronca numa amiga que insiste em fumar, apesar dos problemas de saúde, e ela me respondeu: “Eu sei que está errado, mas a gente tem que fazer alguma coisa errada na vida, senão fica tudo muito sem graça. O que eu queria mesmo era trair meu marido, mas isso eu não tenho coragem. Então eu fumo”.
Sem entrar no mérito da questão — da traição ou do cigarro —, concordo que viver é, eventualmente, poder escorregar ou sair do tom. O mundo está cheio de regras, que vão desde nosso guarda-roupa, passando por cosméticos e dietas, até o que vamos dizer na entrevista de emprego, o vinho que devemos pedir no restaurante, o desempenho sexual que nos torna parceiros interessantes, o restaurante que está na moda, o celular que dá status, a idade que devemos aparentar.
Obedecer, ou acertar, sempre é fazer um pacto com o óbvio, renunciar ao inesperado.
O filósofo Mario Sérgio Cortella conta que muitas pessoas se surpreendem quando constatam que ele não sabe dirigir e tem sempre alguém que pergunta: “Como assim?! Você não dirige?!”. Com toda a calma, ele responde: “Não, eu não dirijo. Também não boto ovo, não fabrico rádios — tem um punhado de coisas que eu não faço”.
Não temos que fazer tudo que esperam que a gente faça nem acertar sempre no que fazemos. Como diz Sofia, agente de viagens que adora questionar regras: “Não sou obrigada a gostar de comida japonesa, nem a ter manequim 38 e, muito menos, a achar normal uma vida sem carboidratos”. O certo ou o “certo” pode até ser bom.Mas às vezes merecemos aposentar régua e compasso.
Leila Ferreira é jornalista, apresentadora de TV e autora do livroMulheres – Por que será que elas..., da Editora Globo
terça-feira, 19 de janeiro de 2010
"Caminhão de Lixo...
Um dia peguei um táxi para o aeroporto. Estávamos rodando na faixa certa quando de repente um carro preto saltou do estacionamento na nossa frente.
O motorista do táxi pisou no freio, deslizou e escapou do outro carro por um triz! O motorista do outro carro sacudiu a cabeça e começou a gritar para nós, nervosamente. O motorista do táxi apenas sorriu e acenou para o cara, fazendo um sinal de positivo. E eu quero dizer que ele o fez bastante amigavelmente. Assim eu perguntei: 'Por que você fez isto? Este cara quase arruína o seu carro e nos manda para o hospital!
Foi quando o motorista do táxi me ensinou o que eu agora chamo 'A Lei do Caminhão de Lixo.' Ele explicou que muitas pessoas são como caminhões de lixo. Andam por aí carregadas de lixo, cheias de frustrações, cheias de raiva, traumas e de desapontamento. À medida que suas pilhas de lixo crescem, elas precisam de um lugar para descarregar, e às vezes descarregam sobre a gente. Não tome isso pessoalmente. Isto não é problema seu! Apenas sorria, acene, deseje-lhes bem, e vá em frente. Não pegue o lixo de tais pessoas e nem o espalhe sobre outras pessoas no trabalho, em casa, ou nas ruas. Fique tranquilo... O princípio disso é que pessoas bem sucedidas não deixam os caminhões de lixo estragarem o seu dia. A vida é muito curta para levantar de manhã com sentimentos ruins, aborrecimentos do trabalho, picuinhas pessoais ...; assim... Ame as pessoas que te tratam bem. Ore pelas que não o fazem. Peça a proteção de Deus para tais pessoas...
A vida é dez por cento o que você faz dela e noventa por cento a maneira como você a recebe!"
Tenha um ano de 2010 abençoado, livre de lixo.
Um dia peguei um táxi para o aeroporto. Estávamos rodando na faixa certa quando de repente um carro preto saltou do estacionamento na nossa frente.
O motorista do táxi pisou no freio, deslizou e escapou do outro carro por um triz! O motorista do outro carro sacudiu a cabeça e começou a gritar para nós, nervosamente. O motorista do táxi apenas sorriu e acenou para o cara, fazendo um sinal de positivo. E eu quero dizer que ele o fez bastante amigavelmente. Assim eu perguntei: 'Por que você fez isto? Este cara quase arruína o seu carro e nos manda para o hospital!
Foi quando o motorista do táxi me ensinou o que eu agora chamo 'A Lei do Caminhão de Lixo.' Ele explicou que muitas pessoas são como caminhões de lixo. Andam por aí carregadas de lixo, cheias de frustrações, cheias de raiva, traumas e de desapontamento. À medida que suas pilhas de lixo crescem, elas precisam de um lugar para descarregar, e às vezes descarregam sobre a gente. Não tome isso pessoalmente. Isto não é problema seu! Apenas sorria, acene, deseje-lhes bem, e vá em frente. Não pegue o lixo de tais pessoas e nem o espalhe sobre outras pessoas no trabalho, em casa, ou nas ruas. Fique tranquilo... O princípio disso é que pessoas bem sucedidas não deixam os caminhões de lixo estragarem o seu dia. A vida é muito curta para levantar de manhã com sentimentos ruins, aborrecimentos do trabalho, picuinhas pessoais ...; assim... Ame as pessoas que te tratam bem. Ore pelas que não o fazem. Peça a proteção de Deus para tais pessoas...
A vida é dez por cento o que você faz dela e noventa por cento a maneira como você a recebe!"
Tenha um ano de 2010 abençoado, livre de lixo.
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