quinta-feira, 2 de dezembro de 2010

Adeus, Alfredo!

Eu não queria ter que te mandar embora, queria que você continuasse comigo, me fazendo companhia... Mas a minha saúde precisa vir em primeiro lugar! Ou eu te doava para outra família, ou poderia passar o resto da vida dependendo de remédios para minha alergia.
Agora, não preciso mais manter todas as portas do apartamento fechadas. Não tem ninguém subindo na TV. Ninguém mais vai rasgar algum papel que eu esqueça sobre a mesa, nem furar o meu squeeze da academia. Ninguém vai estragar meu sofá, tentar escalar a cortina, mexer onde não deve. É, algumas vezes você me enchia o saco. Não foi fácil me adaptar à você, ao seu comportamento, às suas manias.
Mas você era meu companheiro, meu negão, meu preto. Era quem me esperava na porta quase todos os dias. Era quem me dava bom dia pela manhã. Era quem me chamava para brincar, justo nas horas em que eu estava ocupada. Era quem me seguia pela casa, quem roçava o rabo nas  minhas pernas. Era quem ronronava de alegria por ganhar um carinho meu.
Alfredo, vou sentir sua falta. Muita. Seja feliz na sua nova casa. Eu vou tentar ser feliz sem você aqui.

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