Trancar o dedo numa porta dói.
Bater com o queixo no chão dói.
Torcer o tornozelo dói.
Um tapa, um soco, um pontapé, doem.
Dói bater a cabeça na quina da mesa,
dói morder a língua,
dói cólica, cárie e pedra no rim.
Mas o que mais dói é a saudade.
Saudade de um irmão que mora longe.
Saudade de uma cachoeira da infância.
Saudade de um filho que estuda fora.
Saudade do gosto de uma fruta que
não se encontra mais.
Saudade do pai que morreu,
do amigo imaginário que nunca existiu.
Saudade de uma cidade.
Saudade da gente mesmo, que o tempo não perdoa.
Doem essas saudades todas.
Mas a saudade mais dolorida
é a saudade de quem se ama.
Saudade da pele, do cheiro, dos beijos.
Saudade da presença, e até da ausência consentida.
Você podia ficar na sala e ela no quarto, sem
se verem, mas sabiam-se lá.
Você podia ir para o dentista e ela para a faculdade,
mas sabiam-se onde.
Você podia ficar o dia sem vê-la, ela o dia sem
vê-lo, mas sabiam-se amanhã.
Contudo, quando o amor de um acaba, ou torna-se
menor, ao outro sobra uma saudade que ninguém sabe
como deter.
Saudade é basicamente não saber.
Não saber mais se ela continua fungando
num ambiente mais frio.
Não saber se ele continua sem fazer a barba por causa
daquela alergia.
Não saber se ela ainda usa aquela saia.
Não saber se ele foi na consulta com o dermatologista
como prometeu.
Não saber se ela tem comido bem por causa
daquela mania de estar sempre ocupada;
se ele tem assistido às aulas de inglês,
se aprendeu a entrar na Internet
e encontrar a página do Diário Oficial;
se ela aprendeu a estacionar entre dois carros;
se ele continua preferindo Malzebier;
se ela continua preferindo suco;
se ele continua sorrindo com aqueles olhinhos apertados;
se ela continua dançando daquele jeitinho enlouquecedor;
se ele continua cantando tão bem;
se ela continua detestando o MC Donald's;
se ele continua amando;
se ela continua a chorar até nas comédias.
Saudade é não saber mesmo!
Não saber o que fazer
com os dias que ficaram mais compridos;
não saber como encontrar tarefas
que lhe cessem o pensamento;
não saber como frear as lágrimas diante de uma música;
não saber como vencer a dor
de um silêncio que nada preenche.
Saudade é não querer saber se ela está com outro,
e ao mesmo tempo querer.
É não saber se ele está feliz,
e ao mesmo tempo perguntar a todos os amigos.
É não querer saber se ele está mais magro,
se ela está mais bela.
Saudade é nunca mais saber de quem se ama,
e ainda assim doer...
Saudade é isso que senti
enquanto estive escrevendo
e o que você, provavelmente, está sentindo
agora depois que acabou de ler.
terça-feira, 17 de agosto de 2010
segunda-feira, 16 de agosto de 2010
Saindo da rotina (ou seria "Voltando à rotina"?)
Esse final de semana foi longo. Custou a passar.
Depois de dois meses, foi o primeiro final de semana em que não vi seus olhos mudarem de cor para acompanhar o tempo chuvoso ou ensolarado. Não vi seus cabelos cor de fogo, nem as mãos que acariciavam meus cabelos, e que eu adorava. Sim, desde o começo você sabia que suas mãos me atraíam...
O telefone não tocou.
Eu não fiquei ansiosa na frente do guarda-roupas pensando "Que roupa eu uso para sair com ele hoje?"
É, a verdade é que você fez falta. Estar com você já estava fazendo parte da minha rotina.
Pena que você não quis ir além. Pena que você não quis fazer parte da minha rotina não só nos finais de semana. Pena que você quisesse apenas uma "amizade colorida". Uma pena.
Não queria que tivesse terminado assim. Não queria que tivesse terminado.
Mas, infelizmente, agora é bola pra frente. Não está sendo fácil. Nunca é. Mas tudo passa. Tudo sempre passa. E você também vai passar.
Depois de dois meses, foi o primeiro final de semana em que não vi seus olhos mudarem de cor para acompanhar o tempo chuvoso ou ensolarado. Não vi seus cabelos cor de fogo, nem as mãos que acariciavam meus cabelos, e que eu adorava. Sim, desde o começo você sabia que suas mãos me atraíam...
O telefone não tocou.
Eu não fiquei ansiosa na frente do guarda-roupas pensando "Que roupa eu uso para sair com ele hoje?"
É, a verdade é que você fez falta. Estar com você já estava fazendo parte da minha rotina.
Pena que você não quis ir além. Pena que você não quis fazer parte da minha rotina não só nos finais de semana. Pena que você quisesse apenas uma "amizade colorida". Uma pena.
Não queria que tivesse terminado assim. Não queria que tivesse terminado.
Mas, infelizmente, agora é bola pra frente. Não está sendo fácil. Nunca é. Mas tudo passa. Tudo sempre passa. E você também vai passar.
quinta-feira, 10 de junho de 2010
domingo, 16 de maio de 2010
Para refletir...
Ela sempre estacionava o carro na mesma vaga. O guardador, sorridente, educado, sempre a cumprimentava. Por vezes falavam rapidamente, ela perguntava como estava a família, ele respondia. Contava um ou outro problema de saúde que enfrentava. Por outras vezes comentavam sobre algumas amenidades, sobre o frio, o calor, sobre o perigo da cidade grande, etc. Ele morava num bairro distante da região metropolitana. Certamente numa casa muito simples - quase uma favela.
Naquele dia ela estava preocupada com ele. Estava muito frio. Ela lembrou que a vida dela não era fácil, que vinha de muitas dificuldades recentes, mas pensou na vida dele, e que ela deveria ser bem mais complicada. Nem sempre podia lhe dar algum dinheiro. Dos 5 dias da semana, em média, uma ou duas vezes ela conseguia lhe dar algumas moedas - pensou. Sabia que ele precisava. Que aquele era seu trabalho digno. Que dali vinha o alimento de seus filhos. Ela queria poder dar mais. E ele merecia, pois sempre guardava uma vaga especial para ela, sem ela pedir, sem ela merecer - pensava.
Com o coração um pouco apertado, então, resolveu dizer naquele dia: Olha... Sei que nem sempre lhe dou alguma coisa. Queria poder dar mais, dar sempre, mas, sabe... Não consigo mesmo. Sei que você é um trabalhador, uma pessoa gentil e educada, e que mesmo eu dando tão pouco, sempre guarda a vaga para mim. Já vi que existem pessoas que estacionam sempre aqui, que lhe dão sempre um ou até dois reais por vez, mas, eu realmente não consigo - disse ela um tanto embaraçada.
Ele então respondeu, com franqueza e simplicidade: Dona, olha, eu não guardo sua vaga porque a senhora me dá algum dinheiro, não. Eu preciso de dinheiro, sim, mas não é por isso. É que a senhora é a única pessoa que fala comigo, que me dá atenção, que me trata como irmão.
Ela calou ao ouvir estas palavras. Sorriu para ele, timidamente, e disse, se despedindo: Então, tá bom. Foi para o trabalho pensando no que ouvira. Ela nunca havia pensado nisso. Mas será que ninguém mais fala com ele? Falo tão rapidamente, sobre coisas corriqueiras, nada de mais importante... Nossa... Será que as pessoas o ignoram? Mesmo o encontrando todos os dias como eu?
Aqueles pensamentos ficaram em sua mente, flutuando o dia todo. Percebeu que poderia dar algo muito mais importante que as moedas, que o "trocado" de sempre.
Caridade não significa apenas doação material. Em verdade, a filantropia é apenas uma pequena porção do mundo da caridade verdadeira.
Vivemos num Mundo, num país, onde ainda há necessidade da ajuda material urgente, sim, mas precisamos entender que não é apenas isso. As pessoas precisam de auxílio em outras áreas. As pessoas precisam de atenção, de amizade, de alguém que lhes dê carinho.
O alimento da alma fortalece o ser, e assim ele se torna mais apto e preparado para buscar a subsistência material. Pense nisso.
Naquele dia ela estava preocupada com ele. Estava muito frio. Ela lembrou que a vida dela não era fácil, que vinha de muitas dificuldades recentes, mas pensou na vida dele, e que ela deveria ser bem mais complicada. Nem sempre podia lhe dar algum dinheiro. Dos 5 dias da semana, em média, uma ou duas vezes ela conseguia lhe dar algumas moedas - pensou. Sabia que ele precisava. Que aquele era seu trabalho digno. Que dali vinha o alimento de seus filhos. Ela queria poder dar mais. E ele merecia, pois sempre guardava uma vaga especial para ela, sem ela pedir, sem ela merecer - pensava.
Com o coração um pouco apertado, então, resolveu dizer naquele dia: Olha... Sei que nem sempre lhe dou alguma coisa. Queria poder dar mais, dar sempre, mas, sabe... Não consigo mesmo. Sei que você é um trabalhador, uma pessoa gentil e educada, e que mesmo eu dando tão pouco, sempre guarda a vaga para mim. Já vi que existem pessoas que estacionam sempre aqui, que lhe dão sempre um ou até dois reais por vez, mas, eu realmente não consigo - disse ela um tanto embaraçada.
Ele então respondeu, com franqueza e simplicidade: Dona, olha, eu não guardo sua vaga porque a senhora me dá algum dinheiro, não. Eu preciso de dinheiro, sim, mas não é por isso. É que a senhora é a única pessoa que fala comigo, que me dá atenção, que me trata como irmão.
Ela calou ao ouvir estas palavras. Sorriu para ele, timidamente, e disse, se despedindo: Então, tá bom. Foi para o trabalho pensando no que ouvira. Ela nunca havia pensado nisso. Mas será que ninguém mais fala com ele? Falo tão rapidamente, sobre coisas corriqueiras, nada de mais importante... Nossa... Será que as pessoas o ignoram? Mesmo o encontrando todos os dias como eu?
Aqueles pensamentos ficaram em sua mente, flutuando o dia todo. Percebeu que poderia dar algo muito mais importante que as moedas, que o "trocado" de sempre.
* * *
Caridade não significa apenas doação material. Em verdade, a filantropia é apenas uma pequena porção do mundo da caridade verdadeira.
Vivemos num Mundo, num país, onde ainda há necessidade da ajuda material urgente, sim, mas precisamos entender que não é apenas isso. As pessoas precisam de auxílio em outras áreas. As pessoas precisam de atenção, de amizade, de alguém que lhes dê carinho.
O alimento da alma fortalece o ser, e assim ele se torna mais apto e preparado para buscar a subsistência material. Pense nisso.
sábado, 15 de maio de 2010
Um texto sensacional...
Posso Errar? Por Leila Ferreira
Há pouco tempo fui obrigada a lavar meus cabelos com o xampu “errado”. Foi num hotel, onde cheguei pouco antes de fazer uma palestra e, depois de ver que tinha deixado meu xampu em casa, descobri que não havia farmácia nem shopping num raio de 10 quilômetros.
A única opção era usar o dois-em-um (xampu com efeito condicionador) do kit do hotel. Opção? Maneira de dizer.Meus cabelos, superoleosos, grudam só de ouvir a palavra “condicionador”.Mas fui em frente. Apliquei o produto cautelosamente, enxaguei, fiz a escova de praxe e... surpresa! Os cabelos ficaram soltos e brilhantes —tudo aquilo que meus nove vidros de xampu “certo” que deixei em casa costumam prometer para nem sempre cumprir.
Foi aí que me dei conta do quanto a gente se esforça para fazer a coisa certa, comprar o produtocerto, usar a roupa certa, dizer a coisa certa — e a pergunta que não quer calar é: certa pra quem? Ou: certa por quê?O homem certo, por exemplo: existe ficção maior do que essa? Minha amiga se casou com um exemplar da espécie depois de namorá-lo sete anos. Levou um mês para descobrir que estava com o marido errado. Ele foi “certo” atécolocar a aliança.
O que faz surgir outra pergunta: certo até quando? Porque o certo de hoje pode se transformar no equívoco monumental de amanhã. Ou o contrário: existem homens que chegam com aquele jeito de “nada a ver”, vão ficando e, quando você se assusta, está casada — e feliz— com um deles.
E as roupas? Quantos sábados você já passou num shopping procurando o vestido certo e os sapatos certos para aquele casamento chiquérrimo e, na hora de sair para a festa, você se olha no espelho e tem a sensação de queestá tudo errado? As vendedoras juraram que era a escolha perfeita, mas talvez você se sentisse melhor com uma dose menor de perfeição. Eu mesma já fui para várias festas me sentindo fantasiada. Estava com a roupa “certa”, mas o que eu queria mesmo era ter ficado mais parecida comigo mesma, nem que fosse para “errar”.
Outro dia fui dar uma bronca numa amiga que insiste em fumar, apesar dos problemas de saúde, e ela me respondeu: “Eu sei que está errado, mas a gente tem que fazer alguma coisa errada na vida, senão fica tudo muito sem graça. O que eu queria mesmo era trair meu marido, mas isso eu não tenho coragem. Então eu fumo”.
Sem entrar no mérito da questão — da traição ou do cigarro —, concordo que viver é, eventualmente, poder escorregar ou sair do tom. O mundo está cheio de regras, que vão desde nosso guarda-roupa, passando por cosméticos e dietas, até o que vamos dizer na entrevista de emprego, o vinho que devemos pedir no restaurante, o desempenho sexual que nos torna parceiros interessantes, o restaurante que está na moda, o celular que dá status, a idade que devemos aparentar.
Obedecer, ou acertar, sempre é fazer um pacto com o óbvio, renunciar ao inesperado.
O filósofo Mario Sérgio Cortella conta que muitas pessoas se surpreendem quando constatam que ele não sabe dirigir e tem sempre alguém que pergunta: “Como assim?! Você não dirige?!”. Com toda a calma, ele responde: “Não, eu não dirijo. Também não boto ovo, não fabrico rádios — tem um punhado de coisas que eu não faço”.
Não temos que fazer tudo que esperam que a gente faça nem acertar sempre no que fazemos. Como diz Sofia, agente de viagens que adora questionar regras: “Não sou obrigada a gostar de comida japonesa, nem a ter manequim 38 e, muito menos, a achar normal uma vida sem carboidratos”. O certo ou o “certo” pode até ser bom.Mas às vezes merecemos aposentar régua e compasso.
Leila Ferreira é jornalista, apresentadora de TV e autora do livroMulheres – Por que será que elas..., da Editora Globo
Há pouco tempo fui obrigada a lavar meus cabelos com o xampu “errado”. Foi num hotel, onde cheguei pouco antes de fazer uma palestra e, depois de ver que tinha deixado meu xampu em casa, descobri que não havia farmácia nem shopping num raio de 10 quilômetros.
A única opção era usar o dois-em-um (xampu com efeito condicionador) do kit do hotel. Opção? Maneira de dizer.Meus cabelos, superoleosos, grudam só de ouvir a palavra “condicionador”.Mas fui em frente. Apliquei o produto cautelosamente, enxaguei, fiz a escova de praxe e... surpresa! Os cabelos ficaram soltos e brilhantes —tudo aquilo que meus nove vidros de xampu “certo” que deixei em casa costumam prometer para nem sempre cumprir.
Foi aí que me dei conta do quanto a gente se esforça para fazer a coisa certa, comprar o produtocerto, usar a roupa certa, dizer a coisa certa — e a pergunta que não quer calar é: certa pra quem? Ou: certa por quê?O homem certo, por exemplo: existe ficção maior do que essa? Minha amiga se casou com um exemplar da espécie depois de namorá-lo sete anos. Levou um mês para descobrir que estava com o marido errado. Ele foi “certo” atécolocar a aliança.
O que faz surgir outra pergunta: certo até quando? Porque o certo de hoje pode se transformar no equívoco monumental de amanhã. Ou o contrário: existem homens que chegam com aquele jeito de “nada a ver”, vão ficando e, quando você se assusta, está casada — e feliz— com um deles.
E as roupas? Quantos sábados você já passou num shopping procurando o vestido certo e os sapatos certos para aquele casamento chiquérrimo e, na hora de sair para a festa, você se olha no espelho e tem a sensação de queestá tudo errado? As vendedoras juraram que era a escolha perfeita, mas talvez você se sentisse melhor com uma dose menor de perfeição. Eu mesma já fui para várias festas me sentindo fantasiada. Estava com a roupa “certa”, mas o que eu queria mesmo era ter ficado mais parecida comigo mesma, nem que fosse para “errar”.
Outro dia fui dar uma bronca numa amiga que insiste em fumar, apesar dos problemas de saúde, e ela me respondeu: “Eu sei que está errado, mas a gente tem que fazer alguma coisa errada na vida, senão fica tudo muito sem graça. O que eu queria mesmo era trair meu marido, mas isso eu não tenho coragem. Então eu fumo”.
Sem entrar no mérito da questão — da traição ou do cigarro —, concordo que viver é, eventualmente, poder escorregar ou sair do tom. O mundo está cheio de regras, que vão desde nosso guarda-roupa, passando por cosméticos e dietas, até o que vamos dizer na entrevista de emprego, o vinho que devemos pedir no restaurante, o desempenho sexual que nos torna parceiros interessantes, o restaurante que está na moda, o celular que dá status, a idade que devemos aparentar.
Obedecer, ou acertar, sempre é fazer um pacto com o óbvio, renunciar ao inesperado.
O filósofo Mario Sérgio Cortella conta que muitas pessoas se surpreendem quando constatam que ele não sabe dirigir e tem sempre alguém que pergunta: “Como assim?! Você não dirige?!”. Com toda a calma, ele responde: “Não, eu não dirijo. Também não boto ovo, não fabrico rádios — tem um punhado de coisas que eu não faço”.
Não temos que fazer tudo que esperam que a gente faça nem acertar sempre no que fazemos. Como diz Sofia, agente de viagens que adora questionar regras: “Não sou obrigada a gostar de comida japonesa, nem a ter manequim 38 e, muito menos, a achar normal uma vida sem carboidratos”. O certo ou o “certo” pode até ser bom.Mas às vezes merecemos aposentar régua e compasso.
Leila Ferreira é jornalista, apresentadora de TV e autora do livroMulheres – Por que será que elas..., da Editora Globo
terça-feira, 19 de janeiro de 2010
"Caminhão de Lixo...
Um dia peguei um táxi para o aeroporto. Estávamos rodando na faixa certa quando de repente um carro preto saltou do estacionamento na nossa frente.
O motorista do táxi pisou no freio, deslizou e escapou do outro carro por um triz! O motorista do outro carro sacudiu a cabeça e começou a gritar para nós, nervosamente. O motorista do táxi apenas sorriu e acenou para o cara, fazendo um sinal de positivo. E eu quero dizer que ele o fez bastante amigavelmente. Assim eu perguntei: 'Por que você fez isto? Este cara quase arruína o seu carro e nos manda para o hospital!
Foi quando o motorista do táxi me ensinou o que eu agora chamo 'A Lei do Caminhão de Lixo.' Ele explicou que muitas pessoas são como caminhões de lixo. Andam por aí carregadas de lixo, cheias de frustrações, cheias de raiva, traumas e de desapontamento. À medida que suas pilhas de lixo crescem, elas precisam de um lugar para descarregar, e às vezes descarregam sobre a gente. Não tome isso pessoalmente. Isto não é problema seu! Apenas sorria, acene, deseje-lhes bem, e vá em frente. Não pegue o lixo de tais pessoas e nem o espalhe sobre outras pessoas no trabalho, em casa, ou nas ruas. Fique tranquilo... O princípio disso é que pessoas bem sucedidas não deixam os caminhões de lixo estragarem o seu dia. A vida é muito curta para levantar de manhã com sentimentos ruins, aborrecimentos do trabalho, picuinhas pessoais ...; assim... Ame as pessoas que te tratam bem. Ore pelas que não o fazem. Peça a proteção de Deus para tais pessoas...
A vida é dez por cento o que você faz dela e noventa por cento a maneira como você a recebe!"
Tenha um ano de 2010 abençoado, livre de lixo.
Um dia peguei um táxi para o aeroporto. Estávamos rodando na faixa certa quando de repente um carro preto saltou do estacionamento na nossa frente.
O motorista do táxi pisou no freio, deslizou e escapou do outro carro por um triz! O motorista do outro carro sacudiu a cabeça e começou a gritar para nós, nervosamente. O motorista do táxi apenas sorriu e acenou para o cara, fazendo um sinal de positivo. E eu quero dizer que ele o fez bastante amigavelmente. Assim eu perguntei: 'Por que você fez isto? Este cara quase arruína o seu carro e nos manda para o hospital!
Foi quando o motorista do táxi me ensinou o que eu agora chamo 'A Lei do Caminhão de Lixo.' Ele explicou que muitas pessoas são como caminhões de lixo. Andam por aí carregadas de lixo, cheias de frustrações, cheias de raiva, traumas e de desapontamento. À medida que suas pilhas de lixo crescem, elas precisam de um lugar para descarregar, e às vezes descarregam sobre a gente. Não tome isso pessoalmente. Isto não é problema seu! Apenas sorria, acene, deseje-lhes bem, e vá em frente. Não pegue o lixo de tais pessoas e nem o espalhe sobre outras pessoas no trabalho, em casa, ou nas ruas. Fique tranquilo... O princípio disso é que pessoas bem sucedidas não deixam os caminhões de lixo estragarem o seu dia. A vida é muito curta para levantar de manhã com sentimentos ruins, aborrecimentos do trabalho, picuinhas pessoais ...; assim... Ame as pessoas que te tratam bem. Ore pelas que não o fazem. Peça a proteção de Deus para tais pessoas...
A vida é dez por cento o que você faz dela e noventa por cento a maneira como você a recebe!"
Tenha um ano de 2010 abençoado, livre de lixo.
domingo, 6 de dezembro de 2009
Não dá mais. Nosso casamento termina aqui. Você pode me perguntar por que terminar um casamento de 30 anos... Não, o amor não acabou. O amor que sinto por você não é do tipo que se acaba ou se troca por outro. Mas nosso relacionamento caiu na rotina, não tem mais graça. Sou sempre eu quem toma as iniciativas, que te apoia, que fica do seu lado nos momentos difíceis. E você não se importa. Nos momentos mais importantes, naqueles decisivos, você “joga a toalha” e me deixa na mão. E eu sofro. Cansei de sofrer por alguém que não me trata como eu mereço. Ainda te amo. Apesar de todos os seus defeitos, acho que vou amar para sempre. Mas não quero mais me preocupar com você, acompanhar sua vida, sua rotina e, principalmente, seus insucessos. Vou ficar feliz se algum dia receber alguma notícia boa a seu respeito, mas não quero mais estar ao seu lado todo o tempo, me desgastando.
Clube Atlético Mineiro, meu amado Galo, hoje acontece a última rodada do campeonato brasileiro de 2009, e eu abro mão do nosso casamento de uma vida inteira. É inaceitável que um time que passou a maior parte do campeonato na primeira colocação não consiga sequer se classificar para a Copa Libertadores. Você não tem amor próprio. E não respeita seus torcedores. Como toda separação, está doendo. Mas prometo para mim mesma que não acompanho mais os seus jogos, não quero saber os resultados. Estou muito magoada e cansada. A gente se vê por aí.
Com amor,
Ana Amélia
Clube Atlético Mineiro, meu amado Galo, hoje acontece a última rodada do campeonato brasileiro de 2009, e eu abro mão do nosso casamento de uma vida inteira. É inaceitável que um time que passou a maior parte do campeonato na primeira colocação não consiga sequer se classificar para a Copa Libertadores. Você não tem amor próprio. E não respeita seus torcedores. Como toda separação, está doendo. Mas prometo para mim mesma que não acompanho mais os seus jogos, não quero saber os resultados. Estou muito magoada e cansada. A gente se vê por aí.
Com amor,
Ana Amélia
segunda-feira, 2 de novembro de 2009

Chegou a hora. Já divisamos, por entre imensos feixes de espinhos, as linhas inimigas.
Não somos mais capazes de hesitar. Não somos mais. Ao contrário, estamos sedentos pela batalha, com sangue no olho para os desafios.
Queremos luta. Uma luta branca, sem violência. Ansiamos pelas oito escaramuças que nos separam de um feito que há 38 anos buscamos repetir.
Queremos luta. Uma luta branca, sem violência. Ansiamos pelas oito escaramuças que nos separam de um feito que há 38 anos buscamos repetir.
Estamos chegando ao campo de batalha com a faca nos dentes e o arco cheio de setas de incentivo. A adrenalina sobe e incha a veia, o coração dispara e a respiração se transforma em um ofegar nervoso. Somos quase humanos e fortes demais para sermos contidos. Não há mais piedade. A piedade trama contra nós.
Eis aqui, na ira e na raça, o povo atleticano, louco para vencer todos os jogos.
O mesmo pulsar, o mesmo respirar, o mesmo ansiar... em um só coração. Pois os nossos corações atleticanos estarão sempre sangrando, serão sempre passionais e alucinados pela mesma bandeira que tremula preta e branca.
Como um tsunami alvinegro, somos uma onda gigantesca capaz de destruir a vontade de nossos adversários, pois a nossa é mais poderosa que a deles.
Oponentes, por favor, nos subestimem. Façam troça de nós. Haveremos de pegá-los dormindo em suas camas feitas de empáfia e de falsos elogios da mídia. A mesma mídia que irá nos aclamar falsamente em breve.
O chão vai tremer, um barulho ensurdecedor invadirá as hostes inimigas quando chegarmos, atropelando tudo como um tsumani preto e branco avassalador. Mas não chegaremos por chegar. Vamos lutar par e passo com a nossa equipe.
Nossos gritos de guerra, tais quais a do povo Maori, serão capazes de incutir medo nas cabeças de quem nos enfrentar. A nossa energia há de imobilizar as pernas de nossos contendores e criará asas nos pés de nossos guerreiros.
Não vaiaremos o nosso time nem por um segundo. Pelo contrário, os aplaudiremos quando errarem.
Não quedaremos num silêncio da apreensão quando a derrota parecer inevitável. Pelo contrário, os incentivaremos nas adversidades até o último minuto.
Não criticaremos o comandante destes grandes guerreiros. Pelo contrário, nós o aclamaremos mesmo quando se equivocar.
O pacto está sacramentado. E a nossa conquista terá a marca da união entre time e torcida, desde o primeiro até o último minuto de luta, seja ela qual for.
E ninguém poderá dizer que não participamos desse momento mágico.
Só aí poderemos celebrar. Só aí olharemos com coragem no olhar do nosso filho e diremos, engasgados, com o coração explodindo de orgulho e lágrimas vencedoras rolando pelo rosto: Meu filho, nós somos campeões brasileiros outra vez!
A partir daí, nada nos importará mais. Não queremos saber de nada mais. Se morrermos, morreremos felizes.
Pois nem a morte é capaz de apagar a nossa paixão pelo Galo! É impossível.
A nossa paixão por este escudo e por este manto é eterna!
É além da vida!
terça-feira, 6 de outubro de 2009
Hoje recebi um e-mail de uma amiga que merece ser postado aqui. Me deu um aperto no coração só de pensar que meu doutorado está andando praticamente sem mim... Ok, trabalhei de forma incansável na fase de criação do teste, na confecção do material, na primeira fase da coleta de dados... Mas agora é uma outra pessoa que está fazendo a coleta por mim. Só me resta rezar e torcer para que tudo dê certo...
Abaixo, o texto que recebi, chamado Parábola da Caixinha, cujo autor é desconhecido.
Um granjeiro pediu certa vez a um sábio que o ajudasse a melhorar sua granja, que tinha baixo rendimento. O sábio escreveu algo em um pedaço de papel, o qual foi colocado numa caixa. Ao entregá-la ao granjeiro, disse: - Leva esta caixa por todos os lados de sua granja, três vezes ao dia, durante um ano.Assim fez o granjeiro. Pela manhã, ao ir ao campo, levando a caixa consigo, encontrou um empregado dormindo, quando este deveria estar trabalhando. Acordou-o e chamou sua atenção. Ao meio-dia, quando foi ao estábulo, encontrou o gado sujo e os cavalos ainda sem sua alimentação.E à noite, indo à cozinha com a caixa, deu-se conta de que o cozinheiro estava desperdiçando os alimentos. A partir daí, todos os dias, ao percorrer sua granja de um lado para outro com seu amuleto, encontrava coisas que deveriam ser corrigidas.Ao final do ano voltou a encontrar o sábio e lhe disse: - Deixe esta caixa comigo por mais um ano. Minha granja melhorou o rendimento desde que estou com o amuleto.O sábio riu e, abrindo a caixa, disse:- Podes ter este amuleto pelo resto da sua vida.No papel havia escrito a seguinte frase: “Se queres que as coisas melhorem, deves acompanhá-las de perto constantemente”.
Abaixo, o texto que recebi, chamado Parábola da Caixinha, cujo autor é desconhecido.
Um granjeiro pediu certa vez a um sábio que o ajudasse a melhorar sua granja, que tinha baixo rendimento. O sábio escreveu algo em um pedaço de papel, o qual foi colocado numa caixa. Ao entregá-la ao granjeiro, disse: - Leva esta caixa por todos os lados de sua granja, três vezes ao dia, durante um ano.Assim fez o granjeiro. Pela manhã, ao ir ao campo, levando a caixa consigo, encontrou um empregado dormindo, quando este deveria estar trabalhando. Acordou-o e chamou sua atenção. Ao meio-dia, quando foi ao estábulo, encontrou o gado sujo e os cavalos ainda sem sua alimentação.E à noite, indo à cozinha com a caixa, deu-se conta de que o cozinheiro estava desperdiçando os alimentos. A partir daí, todos os dias, ao percorrer sua granja de um lado para outro com seu amuleto, encontrava coisas que deveriam ser corrigidas.Ao final do ano voltou a encontrar o sábio e lhe disse: - Deixe esta caixa comigo por mais um ano. Minha granja melhorou o rendimento desde que estou com o amuleto.O sábio riu e, abrindo a caixa, disse:- Podes ter este amuleto pelo resto da sua vida.No papel havia escrito a seguinte frase: “Se queres que as coisas melhorem, deves acompanhá-las de perto constantemente”.
Subscrever:
Mensagens (Atom)