segunda-feira, 21 de novembro de 2011

Só vou gostar de quem gosta de mim

Acho que eu deveria imprimir várias cópias desta música do Caetano, e colar em diversas partes da casa, do trabalho, no carro, etc., para ver se aprendo!!!


De hoje em diante
Eu vou modificar
O meu modo de vida
Naquele instante
Em que você partiu
Destruiu nosso amor
Agora não vou mais chorar
Cansei de esperar
De esperar enfim
E prá começar
Eu só vou gostar
De quem gosta de mim...
Não quero com isso
Dizer que o amor
Não é bom sentimento
A vida é tão bela
Quando a gente ama
E tem um amor
Por isso é que eu vou mudar
Não quero ficar
Chorando até o fim
E prá não chorar
Eu só vou gostar
De quem gosta de mim...
Não vai ser fácil
Eu bem sei
Eu já procurei
Não encontrei meu bem
A vida é assim
Eu falo por mim
Pois eu vivo sem ninguém...
De hoje em diante
Eu vou modificar
O meu modo de vida
Naquele instante
Em que você partiu
Destruiu nosso amor
Agora não vou mais chorar
Cansei de esperar
De esperar enfim
E prá começar
Eu só vou gostar
De quem gosta de mim...

domingo, 20 de novembro de 2011

Cobras


Publicada no facebook de uma colega, esta foto é extremamente adequada para as situações que venho enfrentando nos últimos dias...
As pessoas são competitivas por natureza. Eu também sou.
Mas eu acredito que o respeito e a honra devem estar acima de tudo.
Não suporto pessoas que "jogam baixo", que aproveitam de suas posições de poder para prejudicar as outras pessoas, ou para tirar proveito de situações em benefício próprio.
Essas são as cobras do dia-a-dia.
Na sua frente, são risonhas, educadas, dão até beijinho no rosto para te cumprimentar.
Mas é tudo falso. É tudo encenação.
As cobras não expressam o que realmente têm no coração.
Elas esperam o momento em que você esteja distraído para dar o bote.
Elas te hipnotizam, fazem você acreditar que estão levando a vidinha delas pacificamente e, quando você menos espera.... Nhac!
É. Não é nada fácil conviver com as cobras.
Mas, na minha opinião, esse tipo de gente me ensina, cada vez mais, o tipo de pessoa que eu NÃO quero ser.
Prefiro ter a consciência limpa e levar uns botes de vez em quando, do que ser aquela que dá o bote...

Tão longe de tudo

Eu simplesmente AMO esta música do Barão Vermelho. E ela reflete bem o que estou sentindo nos últimos dias...


Solidão amiga do peito
Me dê tudo que eu tenha por direito
Me diga, me ensina
Ao dormir não sinto medo
Há um sol, existe vida
Me trate com jeito
Eu tenho saída
Eu quero calor e o mundo é frio
Minha vaidade não enxerga o paraíso
Eu preciso de alguém pra fugir,
sem avisar ninguém
Não vou olhar pra trás
A saudade está morta
E já não me importa
Está longe demais
Longe demais de tudo
Eu estou longe demais
Longe demais de tudo
Eu estou longe demais
Tão perto de mim
Tão longe de tudo

sábado, 19 de novembro de 2011

MATANDO UM LEÃO POR DIA (Pierre Schurmann)

Em vez de matar um leão por dia, aprenda a amar o seu.
Outro dia, tive o privilégio de fazer algo que adoro: fui almoçar com um amigo, hoje chegando perto de seus 70 anos. Gosto disso. São raras as chances que temos de escutar suas histórias e absorver um pouco de sabedoria das pessoas que já passaram por grandes experiências nesta vida. Depois de um almoço longo, no qual falamos bem pouco de negócios mas muito sobre a vida, ele me perguntou sobre meus negócios.
Contei um pouco do que estava fazendo e, meio sem querer, disse a ele: - Pois é. Empresário, hoje, tem de matar um leão por dia.

Sua resposta, rápida e afiada, foi:  - Não mate seu leão. Você deveria mesmo era cuidar dele.

Fiquei surpreso com a resposta e ele provavelmente deve ter notado minha surpresa, pois me disse:

- Deixe-me lhe contar uma história que quero compartilhar com você. Existe um ditado popular antigo que diz que temos de "matar um leão por dia". E por muitos anos, eu acreditei nisso, e acordava todos os dias querendo encontrar o tal leão. A vida foi passando e muitas vezes me vi repetindo essa frase. Quando cheguei aos 50 anos, meus negócios já tinham crescido e precisava trabalhar um pouco menos, mas sempre me lembrava do tal leão Afinal, quem não se preocupa quando tem de matar um deles por dia?
Pois bem. Cheguei aos meus 60 e decidi que era hora de meus filhos começarem a tocar a firma. Mas qual não foi minha surpresa ao ver que nenhum dos três estava preparado! A cada desafio que enfrentavam, parecia que iam desmoronar emocionalmente. Para minha tristeza, tive de voltar à frente dos negócios, até conseguir contratar alguém, que hoje é nosso diretor-geral. Este "fracasso" me fez pensar muito. O que fiz de errado no meu plano de sucessão? Hoje, do alto dos meus quase 70 anos, eu tenho uma suspeita: a culpa foi do leão.

Novamente, eu fiz cara de surpreso. O que o leão tinha a ver com a história?
Ele, olhando para o horizonte, como que tentando buscar um passado distante, me disse:

- É. Pode ser que a culpa não seja cem por cento do leão, mas fica mais fácil justificar dessa forma. Porque, desde quando meus filhos eram pequenos, dei tudo para eles. Uma educação excelente, oportunidade de morar no exterior, estágio em empresas de amigos. Mas, ao dar tudo a eles, esqueci-me de dar um leão para cada, que era o mais importante. Meu jovem, aprendi que somos o resultado de nossos desafios. Com grandes desafios, nos tornamos grandes. Com pequenos desafios, nos tornamos pequenos. Aprendi que, quanto mais bravo o leão, mais gratos temos de ser.
Por isso, aprendi a não só respeitar o leão, mas a admirá-lo e a gostar dele. Que a metáfora é importante, mas errônea: não devemos matar um leão por dia, mas sim cuidar do nosso. Porque o dia em que o leão em nossas vidas morre, começamos a morrer junto com ele.

- Depois daquele dia, decidi aprender a amar o meu leão. E o que eram desafios se tornaram oportunidades para crescer, ser mais forte, e "me virar" nesta selva em que vivemos.

“A CAPACIDADE DE LUTA QUE HÁ EM VOCÊ, PRECISA DE ADVERSIDADES PARA REVELAR-SE.”

sexta-feira, 18 de novembro de 2011

Quem sabe um dia eu aprendo?

Lembra da última vez que conversamos sobre a gente? Eu me lembro perfeitamente... Estávamos procurando algum lugar para ir, você estava bêbado depois do jogo do Grêmio, e acabamos indo parar no Estofaria. Você repetiu que não queria nada sério, eu disse então que sairia da sua vida, e você pediu que eu ficasse.
Mas eu te disse que tinha estabelecido um prazo para mim mesma (como diria minha amiga Mônica, "a deadline"), uma data que seria o limite para nosso relacionamento continuar como estava.
Ou seja, apenas ficantes. A data era 22 de dezembro, a ideia era usar o velho ditado popular de "ano novo, vida nova". Ou entrava 2012 com um real relacionamento com você, ou sem você.
Apenas não existia a opção de continuar ficante.
Nos últimos tempos, eu me surpreendi positivamente, você estava mais carinhoso, mais atencioso, me evitava menos... Eu até pensei que a minha teimosia não seria em vão, que eu conseguiria conquistar você.
Sim, eu concordo com você quando você diz que sou teimosa. Talvez eu seja a pessoa mais teimosa da face da Terra.
Mas cansei.
Hoje eu percebi que não faço parte da sua vida. Eu continuo sendo um passatempo...
E eu quero (e mereço) ser mais do que isso. Se não posso ser para você, serei para alguém que queira...
O que mais dói é perceber que eu estava tão apaixonada que enganei a mim mesma, pensando que poderia ser diferente...
Mas, como você mesmo disse outro dia, você nunca me prometeu nada.
Se eu estou sofrendo, é por pura burrice minha mesmo...
Quem sabe um dia eu aprendo?

Coração apertado

Hoje o coração tá apertado...
Saudades das Minas Gerais, decepção com várias pessoas, dúvidas na vida pessoal, rasteiras, problemas, mesquinharias, convivência com gente "pequena"...
A vida é muito estranha. Quando as coisas parecem estar entrando nos eixos, vem um furacão (ou vários ventinhos encanados) e coloca tudo de pernas para o ar novamente...
Há mais ou menos uma semana, eu estava me sentindo muito feliz, como há muito tempo não me sentia... Aliás, nem sei se algum dia eu já tinha me sentido daquele jeito antes.
E hoje a única vontade que eu tenho é de chorar...
Não tô boa, não.
Vai passar, eu sei. Como tudo sempre passa.
Mas hoje está doendo...
Queria colo de mãe, carinho de irmã, lambida de Zuzu, Dadá e Vivi.
Eita, semaninha difícil... Ainda bem que está acabando!!!
O melhor é ir dormir, afinal, amanhã tenho que estar inteira para apresentar a minha conferência.
E vamos que vamos, buscando apoio na vida profissional, que sempre foi a que teve sucesso (apesar de toda inveja e cobras pelo caminho)...

quinta-feira, 29 de setembro de 2011

À procura de espaço na vida dele

Uma amiga minha publicou este texto na página dela no Facebook. Não sei quem é o autor, mas, apesar de ser um texto longo, vale a pena ser lido. Aliás, vale a pena ser lido várias vezes, para ver se aprendemos... hehe

Um dos maiores equívocos que tenho visto ser cometido por muitas mulheres é a urgência em oficializar a relação, e com isso tentar maiores garantias do quanto é amada e se sentir segura no novo vínculo. Acontece que essa urgência pode se tornar inimiga do casal uma vez que ela atropela etapas fundamentais que garantem a solidez do relacionamento.

Inúmeras são as mulheres que se queixam dos ...homens que fogem quando elas se declaram, que se distanciam quando elas tentam a todo custo se aproximar ou que rompem quando elas estavam apaixonadas. Não compreendem o que aconteceu já que tudo parecia ir tão bem, não percebem sua parcela de contribuição para o desfecho inesperado.

Chegam e-mails de moças que se consideram românticas e se surpreendem quando, ao demonstrar o que sentem, os homens finalizam a relação. Quando escrevem o que fazem fica bastante claro que não são verdadeiramente românticas como imaginam e sim, muitas vezes, invasivas, inseguras ou controladoras. Tentam a todo modo, ainda que não percebam suas atitudes, um espaço certo e seguro na vida do companheiro e se tornam consequentemente desinteressantes de se ter ao lado.

É preciso fazer uma volta ao passado e relembrar como acontece esse aspecto das relações desde o momento em que se nasce até a vida adulta.

Num primeiro momento (tudo correndo bem) os pais receberão seu desejado bebê e abrirão naturalmente para ele um espaço enorme em suas vidas, essa será a primeira experiência de entrar na vida de alguém, uma vivência de bastante onipotência.

Mais adiante, já tendo se tornado um ser de certa autonomia e vivendo no mundo com a percepção de que existe o EU e o OUTRO, cada um com sua própria personalidade e características, uma outra experiência acontecerá, que será a de troca, empatia, aceitação de diferenças e um ensaio de como deixar que entrem em sua vida, assim como conseguir entrar no mundo de uma outra pessoa.

À medida que esse sujeito cresce a dinâmica das relações se torna ainda mais complexa e novos fatores passam a interferir nesse processo. Estar na vida do outro será cada vez mais uma conquista e não algo já esperado, é uma conquista dentro de uma relação.

Muitas pessoas pararam na sua onipotência infantil e sem que percebam reproduzem essa primeira experiência assumindo que deverão ser aceitas e bem vindas facilmente sempre que assim considerarem correto. Não percebem que do lado de fora existe uma outra pessoa, com sentimentos próprios e com limites demarcados e que abrirá suas portas quando e se desejar. De nada adianta insistir para pertencer ao mundo do companheiro se ele mesmo não tiver esse desejo, se não for uma vontade mútua e se não souberem respeitar os limites entre a dupla.

Tanto uma mulher quanto um homem precisam entender que a entrada no mundo um do outro é um processo natural e espontâneo que não acontece com base na insistência. Dessa forma, o que se conquista é o distanciamento e a falta de interesse.

Alguém para ser interessante precisa saber seus limites, respeitar os do outro, se valorizar, ser cuidadoso, não invadir, abrir mão da tentativa de controlar o que o outro sente, transmitir segurança na própria vida, se apresentar como um ser à parte que deseja coexistir, ou seja existir na troca, em parceria e não fazendo do mundo do outro uma casa onde será acolhido e cuidado.

O espaço na vida de alguém é uma conquista e muitas vezes o mais óbvio e simples é o mais difícil de ser feito, como nesse caso onde é fundamental que se tenha uma clara percepção de que existe o OUTRO e não apenas alguém que será como você quer e espera (e vice-versa) e não apenas o seu desejo para ser atendido.

Fundamental que se deixe de lado a onipotência que faz o funcionamento infantil e que se assuma uma postura adulta de respeito e troca. O espaço virá no momento em que conseguirem encontrar ou construir uma relação onde os dois lados possam ser vistos, considerados e respeitados.

domingo, 25 de setembro de 2011

Socorro

http://www.youtube.com/watch?v=rjZfK4htwag


Socorro!
Não estou sentindo nada
Nem medo, nem calor, nem fogo
Não vai dar mais pra chorar
Nem pra rir...
Socorro!
Alguma alma mesmo que penada
Me empreste suas penas
Já não sinto amor, nem dor
Já não sinto nada...
Socorro!
Alguém me dê um coração
Que esse já não bate nem apanha
Por favor!
Uma emoção pequena, qualquer coisa!
Qualquer coisa que se sinta...
Tem tantos sentimentos
Deve ter algum que sirva
Qualquer coisa que se sinta
Tem tantos sentimentos
Deve ter algum que sirva...
Socorro!
Alguma rua que me dê sentido
Em qualquer cruzamento
Acostamento, encruzilhada
Socorro! Eu já não sinto nada...
Socorro!
Não estou sentindo nada [nada]
Nem medo, nem calor, nem fogo
Nem vontade de chorar
Nem de rir...
Socorro!
Alguma alma mesmo que penada
Me empreste suas penas
Eu Já não sinto amor, nem dor
Já não sinto nada...
Socorro!
Alguém me dê um coração
Que esse já não bate
Nem apanha
Por favor!
Uma emoção pequena qualquer coisa!
Qualquer coisa que se sinta...
Tem tantos sentimentos
Deve ter algum que sirva
Qualquer coisa que se sinta
Tem tantos sentimentos
Deve ter algum que sirva...

domingo, 7 de agosto de 2011


" O contrário do amor não é o ódio, é a indiferença. Para odiar alguém, precisamos reconhecer que esse alguém existe e que nos provoca sensações, por piores que sejam. Para odiar alguém, precisamos de um coração, ainda que frio, e raciocínio, ainda que doente. Para odiar alguém gastamos energia, neurônios e tempo. Odiar nos dá fios brancos no cabelo, rugas pela face e angústia no peito. Para odiar, necessitamos do objeto do ódio, necessitamos dele nem que seja para dedicar-lhe nosso rancor, nossa ira, nossa pouca sabedoria para entendê-lo e pouco humor para aturá-lo. O ódio, se tivesse uma cor, seria vermelho, tal qual a cor do amor...Já para sermos indiferentes a alguém, precisamos do quê? De coisa alguma. A pessoa em questão pode saltar de bung-jump, assistir aula de fraque, ganhar um Oscar ou uma prisão perpétua, estamos nem aí. Não julgamos seus atos, não observamos seus modos, não testemunhamos sua existência. Ela não nos exige olhos, boca, coração, cérebro: nosso corpo ignora sua presença, e muito menos se dá conta de sua ausência. Não temos o número do telefone das pessoas para quem não ligamos. A indiferença, se tivesse uma cor, seria cor da água, cor do ar, cor de nada."

terça-feira, 19 de julho de 2011

De volta pra casa

Nossa, há mais de um mês não publico nada aqui... Estive fora do Brasil, e qualquer hora vou postar minha visão sobre a viagem e sobre a Europa.

Mas, por enquanto, segue um texto que recebi por e-mail e gostei muito:

Casa Arrumada

Carlos Drummond de Andrade (1902-1987)
 

Casa arrumada  é assim:
 
Um lugar organizado, limpo, com espaço livre pra circulação e uma boa entrada de luz.
Mas casa, pra mim, tem que ser casa e não um centro cirúrgico, um cenário de novela.
Tem gente que gasta muito tempo limpando, esterilizando, ajeitando os móveis, afofando as almofadas...
Não, eu prefiro viver numa casa onde eu bato o olho e percebo logo:
Aqui tem vida...
Casa com vida, pra mim, é aquela em que os livros saem das prateleiras e os enfeites brincam de trocar de lugar.
Casa com vida tem fogão gasto pelo uso, pelo abuso das refeições fartas, que chamam todo mundo pra mesa da cozinha.
Sofá sem mancha?
Tapete sem fio puxado?
Mesa sem marca de copo?
Tá na cara que é casa sem festa.
E se o piso não tem arranhão, é porque ali ninguém dança.
Casa com vida, pra mim, tem banheiro com vapor perfumado no meio da tarde.
Tem gaveta de entulho, daquelas que a gente guarda barbante, passaporte e vela de aniversário, tudo junto...
Casa com vida é aquela em que a gente entra e se sente bem-vinda.
A que está sempre pronta pros amigos, filhos...
Netos, pros vizinhos...
E nos quartos, se possível, tem lençóis revirados por gente que brinca ou namora a qualquer hora do dia.
Casa com vida é aquela que a gente arruma pra ficar com a cara da gente.

Arrume a sua casa todos os dias...
Mas arrume de um jeito que lhe sobre tempo pra viver nela...
E reconhecer nela o seu lugar.

 

"A VIDA é uma pedra de amolar; desgasta-nos ou afia-nos, conforme o metal de que somos feitos."