terça-feira, 22 de maio de 2012

Alma gêmea

Alma gêmea da minhalma, 
Flor de luz da minha vida, 
Sublime estrela caída
Das belezas da amplidão!...

Quando eu errava no mundo, 
Triste e só, no meu caminho, 
Chegaste, devagarinho, 
E encheste-me o coração.

Vinhas na bênção dos deuses,
Na divina claridade,
Tecer-me a felicidade
Em sorrisos de esplendor!...

És meu tesouro infinito,
Juro-te eterna aliança,
Porque sou tua esperança,
Como és todo o meu amor!

Alma gêmea da minhalma,
Se eu te perder, algum dia,
Serei a escura agonia
Da saudade nos seus véus...

Se um dia me abandonares,
Luz terna dos meus amores,
Hei de esperar-te, entre as flores
Da claridade dos céus...



(do livro "Há 2000 anos", de Emmanuel)

2 comentários:

  1. Ana,

    Este é o poema da esposa do Senador Lentulus, não é isso?
    Nossa, essa história é linda e o poema retrata super bem... Adorei!!!

    Beijos,

    Bia Galvão

    ResponderEliminar