Amo a minha filha. Mas detesto a minha vida depois que ela nasceu.
Ser mãe é um saco. Não aguento mais não ter vida. Ouvir "mamãe" 24 horas por dia. Sim, 24 horas, porque nem de madrugada tenho folga. Ela nunca dormiu bem, desde bebê. E até hoje acorda de madrugada. E, mesmo acordando de madrugada, acorda super cedo no dia seguinte. Estou esgotada. Brincar toda hora das mesmas coisas, repetir um milhão de vezes "calça o chinelo que o chão está frio", "guarda os brinquedos" (e ter que guardar, pois geralmente ela só ajuda), etc, etc., aguentar birra sem motivo. E eu odeio birra. Sempre odiei, desde criança. Além de tudo, ter que ensinar, criar, educar, sustentar, pagar todas as contas, sem ninguém para ajudar. Ninguém. Cuidar da filha, da casa, lavar, passar, cozinhar, trabalhar fora. Não poder sair sozinha. Não ter um minuto de paz. Não poder tomar um banho decente, nem ir ao banheiro com calma. Não poder fazer nada que eu goste. Nada.
Hoje eu sou só mãe, deixei de ser eu. Dizem que "ser mãe é padecer no paraíso", eu ainda não descobri onde está a parte do paraíso...
domingo, 22 de maio de 2016
Subscrever:
Enviar feedback (Atom)
Sem comentários:
Enviar um comentário