segunda-feira, 1 de dezembro de 2014

Não torço para nenhum time de futebol. Sou atleticana!!!

Há séculos não posto nada aqui no blog. Falta de tempo, cansaço, vida corrida.
E enquanto isso, o Galo foi campeão da Libertadores de 2013 e campeão da Recopa e Copa do Brasil de 2014. Em homenagem, mesmo que bastante atrasada, segue o texto do jornalista Chico Pinheiro, que, como eu, carrega o Galo no coração.

Depoimento: Não torço para time nenhum de futebol; sou atleticano

Tive o prazer de encontrar o grande Wilson Piazza no Rio de Janeiro horas antes da final da Copa do Brasil, na quarta-feira.
Ele, que foi um monstro, que é uma figura sensacional, um grande zagueiro, campeão do mundo com a seleção brasileira, mas que sofreu como cruzeirense nas mãos do Atlético-MG, me dizia que o que é bom tem que ser copiado.
Piazza queria que a torcida do Cruzeiro repetisse o canto do Galo no Mineirão e dissesse "eu acredito", grito que marcou a campanha da conquista atleticana da Libertadores da América de 2013, repleta de viradas e jogos emocionantes.
Não falei na hora, mas poderia ter respondido que dizer não basta. Tem que acreditar mesmo. E nisso somos campeões!
Raphael Dias/TV Globo
Apresentador da TV Globo fala sobre sua paixão pelo Atlético-MG
Apresentador da TV Globo fala sobre sua paixão pelo Atlético-MG
Como sou mineiro, não cantei vitória antes da hora, porém estava certo do que iria acontecer. Vi o jogo em casa, no Rio, e, sem provocação, achei que cabia mais até do que o placar final, 1 a 0.
A confiança do atleticano vem de algo que independe de vitórias, conquistas. Eu não estou preocupado com o resultado.
Não estou nem aí para quantos títulos meu time tem. Minha preocupação é ser isso que Roberto Drummond, meu vizinho e grande escritor, definiu como "um querer bem, uma ideologia".
Pai de cinco filhos, carrego um orgulho na vida. Mesmo estando fora de Minas Gerais –porque morar em Minas todos nós seguimos morando, já que isso é um estado de espírito–, todos eles pertencem a esse negócio especial no planeta.
Pergunte para qualquer um dos meus filhos e ouvirá o mesmo que repito desde sempre quando indagado sobre para que time torço.
Não torço para time nenhum de futebol; sou atleticano.

terça-feira, 15 de julho de 2014

Escrita à mão

O texto a seguir foi publicado na Folha de São Paulo, em julho/2014:

Mãos à obra
Apesar de competir com tablets e computadores nas salas de aula, escrita à mão ajuda a fixar mais dados e é uma ginástica mental poderosa, apontam estudos
REINALDO JOSÉ LOPESCOLABORAÇÃO PARA A FOLHA
Não é uma boa ideia aposentar a tradicional escrita à mão, com lápis e caderno, como ferramenta didática.
Estudos recentes mostram que tanto as crianças que estão sendo alfabetizadas quanto adultos podem ter vantagens no aprendizado quando colocam as palavras no papel, à maneira antiga.
No caso dos pequenos, traçar as letras com lápis e caneta parece ser uma ginástica mental mais poderosa do que simplesmente procurá-las num teclado, além de potencializar o aprendizado do vocabulário e ser mais útil contra problemas como a dislexia. Para os jovens, anotações feitas em cadernos têm mais potencial para ajudá-los a fixar o conteúdo da aula.
Ler e escrever, em especial do jeito tradicional, são tarefas cognitivas complexas. É preciso juntar numa única orquestra de neurônios áreas cerebrais de ação motora, de linguagem e de raciocínio.
Num estudo publicado na revista científica "Trends in Neuroscience and Education", pesquisadoras observaram o que acontece no cérebro de crianças com idades entre quatro e cinco anos que estavam começando a ler.
Meninos e meninas foram divididos em três grupos. O primeiro era ensinado a traçar letras de fôrma manualmente; o segundo cobria uma linha pontilhada; o terceiro tinha de identificar a letra num teclado de computador.
Depois as crianças foram colocadas em aparelhos de ressonância magnética e reviam, lá dentro, as letras que tinham praticado.
As imagens de ressonância deram às cientistas uma ideia sobre o grau de ativação de cada região do cérebro das crianças. Tanto a diversidade de áreas cerebrais ativadas quanto a intensidade dessa ativação foram mais acentuadas nos pequenos que tinham sido treinados a escrever as letras "do zero".
Para os autores, os achados apoiam a hipótese de que a escrita tradicional ajudaria o desenvolvimento mental infantil, em especial na capacidade de abstração.
Isso porque a criança precisa conseguir perceber que um "a" é sempre um "a", por exemplo, independentemente da letra ou da fonte usada.
O resultado desse processo pode ser percebido em alunos de universidades. Um artigo na revista "Psychological Science" mostrou que aqueles que anotavam o conteúdo de palestras à mão retiveram mais da aula do que os que usaram notebooks.
Ao anotar à mão, o aluno precisa reorganizar os dados da aula com sua própria lógica, o que o ajuda a entender melhor o que o professor está explicando.
Segundo Angela de Cillo Martins, coordenadora pedagógica de educação infantil e do primeiro ano do ensino fundamental do colégio Dante Alighieri, em São Paulo, a facilidade com que crianças pequenas e até bebês manipulam tablets e smartphones hoje não tem levado a um desinteresse pela escrita à mão na fase pré-escolar.
"Nas séries iniciais, o objetivo principal é o contato constante da criança com a escrita. Para isso, usamos vários recursos, como computadores, tablets, lousas digitais, folhas avulsas e cadernos", diz Angela. Embora os alunos do ensino médio recebam tablets, em sala de aula continuam escrevendo em caderno, de acordo com ela.
"A grande vantagem na alfabetização é que, para as crianças dessa idade, o ato de escrever está muito associado ao ato de desenhar, o que incentiva os alunos a manipular o lápis e a caneta", diz Eloiza Centeno, coordenadora pedagógica de educação infantil do colégio São Luís.
"Mais tarde, a gente nota uma facilidade maior com o teclado quando a questão é ter fluência e velocidade para escrever", conta. "Não acho que seja o caso de usar aqueles exercícios antigos de caligrafia, mas dá para trabalhar a fluência e a legibilidade na escrita à mão, até porque é uma habilidade ainda indispensável no vestibular."

quarta-feira, 26 de fevereiro de 2014

Ser Zen (Monja Coen)

Ser zen não é ficar numa boa o tempo todo, de papo para o ar, achando tudo lindo sem fazer nada.
Ser zen é ser ativo. É estar forte e decidido. E caminhar com leveza, mas com certeza. É auxiliar a quem precisa, no que precisa e não no que se idealiza.
Ser zen é ser simples. Da simplicidade dos santos e dos sábios. Que não precisam de nada. Nada mais que o necessário. Para o encontro, a comida, a cama, a diversão, o trabalho.
Ser zen é fluir com o fluir da vida. Sem drama, sem complicação. Na hora de comer come comendo, sem ver televisão, sem falar desnecessário. Sente o sabor do alimento, a textura, o condimento. Sente a ternura (ou não) da mão que plantou e colheu, da terra que recebeu e alimentou, do sol que deu energia, da água que molhou, de todos os elementos que tornam possível um pequeno prato de comida à nossa frente. Sente gratidão, não desperdiça.
Come com alegria. Para satisfazer a fome de todos os famintos. Bebe para satisfazer a sede de todos os sedentos. Agradecendo e se lembrando de onde vem e para onde vai.
A chuva, o sol, o vento, o guarda, o policial, o bandido, o açougueiro, o juiz, a feiticeira, o padre, a arrumadeira, o bancário e o banqueiro, o servente e o garçom, a médica e o doutor, o enfermeiro e o doente, a doença e a saúde, a vida e a morte, a imensidão e o nada, o vazio e o cheio, o tudo e cada parte.
Ser zen é ser livre e saber os seus limites.
Ser zen é servir, é cuidar, é respeitar, compartilhar.
Ser zen é hospitalidade, é ternura, é acolhida.
Ser zen é o kyosaku, bastão de madeira sábia, que acorda sem ferir, que lembra deste momento, dos pés no chão como indígenas, sentindo a Terra-Mãe sustentando nossos sonhos, nossas fantasias, nossas dores, nossas alegrias.
Ser zen é morrer.
Morrer para a dualidade, para o falso, a mentira, a iniquidade.
Ser zen é renascer a cada instante. Na flor, na semente, na barata, no bicho do livro na estante.
Ser zen é jamais esquecer de um gesto, de um olhar, de um carinho trocado no presente-futuro­-passado.
Ser zen é não carregar rancores, ódios, cismas nem terrores.
Ser zen é trocar pneu, as mãos sujas de graxa.
Ser zen é ser pedreiro, fazendo e refazendo casas.
Ser zen é ser simplesmente quem somos e nada mais. É ser a respiração que respira em cada ação. É fazer meditação, sentar-se para uma parede, olhar para si mesmo. Encontrar suas várias faces, seus sorrisos, suas dores. É entregar-se ao desconhecido aspecto do vazio. Não ter medo do medo. Não se fazer ou, se o fizer, assim o perceber e voltar.
Ser zen é voltar para o não-saber, pois não sabemos quase nada. Não sabemos o começo, nem o meio, muito menos o fim. E tudo tem começo, meio e fim.
Ser zen é estar envolvido nos problemas da cidade, da rua, da comunidade. É oferecer soluções, ter criatividade, sorrir dos erros, se desculpar e sempre procurar melhorar.
Ser zen é estar presente. Aqui, neste mesmo lugar. Respirando simplesmente, observando os pensamentos, memórias, aborrecimentos, alegrias e esperanças.
Quando? Agora, neste instante. É estar bem aqui onde quando se fala já se foi. Tempo girando, correndo, passando, e nós passando com ele. Sem separação.
Ser zen é Ser Tempo.
Ser zen é Ser Existência...

sábado, 5 de outubro de 2013

Um triste adeus

Hoje é dia de São Francisco de Assis, protetor dos animais. Deveria ser um dia feliz, pois é também aniversário de Zuleica, nossa boxer de 5 anos. Mas foi um dia de decisões difíceis, e de muita tristeza. Nossa querida Dalila, já velhinha, com 10 anos, foi para junto de São Francisco de Assis.
A partir de hoje, Zuleica vai dormir sozinha no quintal, vai latir sem a companhia da mãe no portão. E, quando estiver molhada, ninguém vai lambê-la para secar, como a mamãe Dalila sempre fazia, como se Zuleica ainda fosse um bebê.
Ninguém mais vai entrar pé ante pé no meu quarto de manhã para me dar bom dia, ganhar um cafuné nas orelhas e sair com a mesma calma que entrou. Ninguém vai aproveitar um descuido de mãe para subir sorrateiramente no sofá. Ninguém vai olhar mil vezes para minha cara, ao me ver chorando, como quem diz "o que posso fazer para curar sua tristeza?"
Hoje estou chorando e você não está aqui para me consolar. Estou chorando justamente porque você não está mais aqui.
É, Dadá, vamos sentir sua falta. Acho que nunca conheci uma cadela tão amorosa quanto você, você sempre foi muito especial. Tinha seus defeitos, sim, como qualquer outro ser deste planeta ainda tão complicado que é a Terra, mas proporcionou muitas alegrias durante os dez anos que esteve conosco. Essa casa nunca mais será a mesma sem você, sem a sua alegria, sem o seu cuidado.
Nosso único consolo é saber que, neste momento, você está bem melhor do que nos últimos dias, sem dor, sem febre, sem dificuldade para andar, sem aquela praga de câncer te corroendo por dentro.
Fique bem, minha amada Dalila. Fique com Deus. E saiba que você estará sempre no meu coração.
Amo você. 


domingo, 11 de agosto de 2013

Pérolas de pequenos Cardosos

As crianças estão cada dia mais espirituosas... Seguem duas situações engraçadas, que aconteceram recentemente com filhos de primos meus.

Manuela, de 6 anos, veio conhecer a minha filha num dia em que os sintomas do refluxo estavam bastante acentuados, e a Helô estava vomitando toda hora. Manu insistiu muito, dizendo que queria carregar a Helô, eu tentei convencê-la a desistir, mas não tive êxito e acabei colocando a Helô no colo dela. É claro que a Helô vomitou na Manu...
Agora, quando alguém pergunta à Manu se ela gostou de conhecer a Heloísa, ela responde:"gostei sim, mas ela vomitou em mim!" 

Outra situação engraçada aconteceu com o Vítor, de 2 anos e meio. Semana passada, minha mãe estava conversando com ele, e estava com Heloísa no colo. Minha mãe disse para ele: "você é loirinho, a Helô também." Ele, talvez sem saber o que significa ser loirinho, respondeu mais que depressa: "eu não. Eu sou Vítor!"

Criança tem cada uma... Rs

sexta-feira, 2 de agosto de 2013

segunda-feira, 22 de julho de 2013

sexta-feira, 19 de julho de 2013

O rio e o oceano (Osho)


Diz-se que mesmo antes de um rio cair no oceano ele treme de medo.
Olha para trás, para toda a jornada, os cumes, as montanhas, o longo caminho sinuoso através das florestas, através dos povoados, e vê à sua frente um oceano tão vasto que entrar nele nada mais é do que desaparecer para sempre.
Mas não há outra maneira. O rio não pode voltar.
Ninguém pode voltar. Voltar é impossível na existência. 

Você pode apenas ir em frente. O rio precisa se arriscar e entrar no oceano. E somente quando ele entra no oceano é que o medo desaparece. Porque apenas então o rio saberá que não se trata de desaparecer no oceano, mas tornar-se oceano. Por um lado é desaparecimento e por outro lado é renascimento. Assim somos nós. Só podemos ir em frente e arriscar. Coragem!! Avance firme e torne-se Oceano!!!

quinta-feira, 4 de julho de 2013

Professor reprova classe inteira (desconheço o autor)


Um professor de economia em uma universidade americana disse que nunca havia reprovado um só aluno, até que certa vez reprovou uma classe inteira.
Esta classe em particular havia insistido que o socialismo realmente funcionava: com um governo assistencialista intermediando a riqueza ninguém seria pobre e ninguém seria rico, tudo seria igualitário e justo.
O professor então disse:
 
- "Ok, vamos fazer um experimento socialistanesta classe. Ao invés de dinheiro, usaremos suas notas nas provas."

Todas as notas seriam concedidas com base na média da classe, e portanto seriam 'justas'. Todos receberão as mesmas notas, o que significa que em teoria ninguém será reprovado, assim como também ninguém receberá um "A".
Após calculada a média da primeira prova todos receberam "B". Quem estudou com dedicação ficou indignado, mas os alunos que não se esforçaram ficaram muito felizes com o resultado.
Quando a segunda prova foi aplicada, os preguiçosos estudaram ainda menos - eles esperavam tirar notas boas de qualquer forma. Já aqueles que tinham estudado bastante no início resolveram que eles também se aproveitariam do trem da alegria das notas. Como um resultado, a
segunda média das provas foi "D". Ninguém gostou.
Depois da terceira prova, a média geral foi um "F". As notas não voltaram a patamares mais altos mas as desavenças entre os alunos, buscas por culpados e palavrões passaram a fazer parte da atmosfera
das aulas daquela classe. A busca por 'justiça' dos alunos tinha sido a principal causa das reclamações, inimizades e senso de injustiça que passaram a fazer parte daquela turma. No final das contas, ninguém queria mais estudar para beneficiar o resto da sala. Portanto, todos os alunos repetiram aquela disciplina... para sua total surpresa.
O professor explicou: "o experimento socialista falhou porque quando a recompensa é grande o esforço pelo sucesso individual é grande. Mas quando o governo elimina todas as recompensas ao tirar coisas dos outros para dar aos que não batalharam por elas, então ninguém mais vai tentar ou querer fazer seu melhor.
Tão simples quanto o exemplo de Cuba,Coréia do Norte, Venezuela e o Brasil e Argentina, que estão chegando lá.."

1. Você não pode levar o mais pobre à prosperidade apenas tirando a prosperidade do mais rico;

2. Para cada um recebendo sem ter de trabalhar, há uma pessoa trabalhando sem receber;

3. O governo não consegue dar nada a ninguém sem que tenha tomado de outra pessoa;

4. Ao contrário do conhecimento, é impossível multiplicar a riqueza tentando dividi-la;

5. Quando metade da população entende a idéia de que não precisa trabalhar, pois a outra metade da população irá sustentá-la, e quando esta outra metade entende que não vale mais a pena trabalhar para sustentar a primeira metade, então chegamos ao começo do fim de uma nação.

sábado, 29 de junho de 2013

Apenas uma reflexão

Às vezes eu penso que seria melhor para todo mundo se eu tivesse morrido no parto...
Sem mais.