sexta-feira, 25 de março de 2011

Finais (ou seriam Começos?)

São muitos finais simultâneos para uma Ana Amélia só...
UFA!

Mas todo final é sinal de um novo começo...
Vida nova, nova forma de ver a vida.

Mudanças. Sim, elas assustam. Mas o mundo e nós não evoluímos sem elas...

Abril de 2011: início de uma nova vida. Em vários sentidos.

E seja o que Deus quiser. E o que eu conseguir construir...

quarta-feira, 23 de março de 2011

Contando os dias...

Nossa, há três meses não publico nada no blog... Correria de final de doutorado... E, como faltam poucos dias para a defesa, resolvi postar os meus agradecimentos da tese.


Nem tudo saiu como o planejado, e seria impossível concluir este trabalho sozinha. É chegada a hora de agradecer a todos que contribuíram de alguma maneira para que essa pesquisa fosse realizada. Em primeiro lugar, agradeço a Deus, nosso Pai, causa primária de todas as coisas. Obrigada pela permissão e pela bênção da vida e de mais esta conquista.


À minha mãe, Isabel Maria Cardoso. Mãe, amo você. Obrigada pela vida, pelo exemplo, pelo incentivo. Obrigada por abrir mão de seus sonhos para tornar possíveis os meus. Obrigada por TUDO.


Às minhas queridas irmãs, Bela e Carol, sempre presentes, mesmo à distância. Amo vocês.


À Lívia, querida professora e exemplo de humildade, disponibilidade, atenção, responsabilidade. Obrigada pela oportunidade de ser sua primeira orientanda de doutorado, por confiar no meu trabalho. Espero, “quando eu crescer”, ser como você.


À toda a família Cardoso (e agregados), pela torcida, pelo carinho. Cardosada querida, não sou uma pessoa que demonstra muito, mas AMO todos vocês.


À Márcia, que me motivou a ser terapeuta ocupacional (ah, se não fosse a disciplina de ADH-1...), que sempre me estimulou e incentivou, tanto profissional quanto pessoalmente. Obrigada!


À Marisa Mancini, que me ensinou desde a graduação que não existe pesquisa perfeita, mas sempre me incentivou a pesquisar e lutar por uma Terapia Ocupacional de maior qualidade. Obrigada pelo apoio e incentivo.


À Profa. Ana Maria Pellegrini, membro da minha banca de qualificação, pelas valiosas contribuições e sugestões.


Às escolas: Centro Educacional São Tomás de Aquino, Instituto Santa Terezinha, E.M. Dona Antonieta Dias de Souza, E.M. Emília de Lima, E.M. Vicente Estevão dos Santos, E.M. José Brasil Dias, Instituto Cássio Magnani, Colégio Santo Agostinho – Nova Lima, E.E. Santos Anjos, Instituto Neusa Rocha, Instituto Amélia Braga de Ensino, SESI - Nova Lima, Colégio Frederico Ozanan, Colégio Arquidiocesano (Ouro Preto), Instituto Sagrada Família, Colégio Novo Mundo, Colégio Paulo Freire, Cemar, E.E Júlia Paraíso, Instituto Zipzap, Educandário Estrelas do Futuro, Escola da Serra, Colégio Sabiracema, Colégio Bom Pastor, Colégio Domiciliano Vieira, Colégio Frederico Ozanam, Colégio São Miguel Arcanjo, que acolheram a mim e as demais examinadoras com muito respeito e cordialidade para a coleta de dados. Agradeço aos diretores, coordenadores, professores, pais e crianças que colaboraram com o estudo.


Às bolsistas de Iniciação Científica, Aline, Issame, Lívia, Marina e Mariana e às bolsistas de Auxílio Técnico Karoline e Clarice, pela colaboração no recrutamento das escolas, na seleção das crianças e na coleta de dados.


Aos meus amigos de Curitiba, Aline, Angela, Ira, Maria José, Marina, Mônica (minha irmã mais velha), Regina, Rosibeth, Valdemor (querido pai postiço), Carol, André, Cris, Léo, que tornaram mais fáceis os dias frios de Curitiba e toleraram meus momentos difíceis longe de Minas. Obrigada pelo carinho e pelos bons momentos que vivemos juntos!


Aos colegas do Departamento de Terapia Ocupacional da UFPR, especialmente às colegas de área, Adriana, Claudia e Gabriela, por assumirem temporariamente uma sobrecarga de trabalho para que eu concluísse meu doutorado, e à Rita, que me socorreu em diversas situações.


Aos colegas do Departamento de Terapia Ocupacional da UFMG, pela oportunidade de crescimento pessoal e profissional, tanto durante a minha graduação, quanto enquanto fui professora substituta.


À Marilane, Sérgio e Rose, sempre atenciosos e dispostos a ajudar.


Às crianças do LAIS, do Projeto Guanabara e todas as crianças que participaram do estudo piloto. Aos colegas do ACRIAR (saudade...) e da ACTOEP, enfim, a todos que colaboraram, direta ou indiretamente, para a realização deste trabalho.


Como diria Raul Seixas, “Sonho que se sonha só é só um sonho que se sonha só. Mas sonho que se sonha junto é realidade.” Obrigada a todos vocês!

terça-feira, 21 de dezembro de 2010

Um poema by Edson Marques

Mude,
mas comece devagar,
porque a direção é mais importante
que a velocidade.
Sente-se em outra cadeira,
no outro lado da mesa.
Mais tarde, mude de mesa.
Quando sair,
procure andar pelo outro lado da rua.
Depois, mude de caminho,
ande por outras ruas,
calmamente, observando com atenção
os lugares por onde
você passa.
Tome outros ônibus.
Mude por uns tempos o estilo das roupas.
Dê os teus sapatos velhos.
Procure andar descalço alguns dias.
Tire uma tarde inteira
para passear livremente na praia,
ou no parque,
e ouvir o canto dos passarinhos.
Veja o mundo de outras perspectivas.
Abra e feche as gavetas
e portas com a mão esquerda.
Durma no outro lado da cama…
depois, procure dormir em outras camas.
Assista a outros programas de tv,
compre outros jornais…
leia outros livros,
Viva outros romances.
Não faça do hábito um estilo de vida.
Ame a novidade.
Durma mais tarde.
Durma mais cedo.
Aprenda uma palavra nova por dia
numa outra língua.
Corrija a postura.
Coma um pouco menos,
escolha comidas diferentes,
novos temperos, novas cores,
novas delícias.
Tente o novo todo dia.
o novo lado,
o novo método,
o novo sabor,
o novo jeito,
o novo prazer,
o novo amor.
a nova vida.
Tente.
Busque novos amigos.
Tente novos amores.
Faça novas relações.
Almoce em outros locais,
vá a outros restaurantes,
tome outro tipo de bebida
compre pão em outra padaria.
Almoce mais cedo,
jante mais tarde ou vice-versa.
Escolha outro mercado…
outra marca de sabonete,
outro creme dental…
tome banho em novos horários.
Use canetas de outras cores.
Vá passear em outros lugares.
Ame muito,
cada vez mais,
de modos diferentes.
Troque de bolsa,
de carteira,
de malas,
troque de carro,
compre novos óculos,
escreva outras poesias.
Jogue os velhos relógios,
quebre delicadamente
esses horrorosos despertadores.
Abra conta em outro banco.
Vá a outros cinemas,
outros cabeleireiros,
outros teatros,
visite novos museus.
Mude.
Lembre-se de que a Vida é uma só.
E pense seriamente em arrumar um outro emprego,uma nova ocupação,
um trabalho mais light,
mais prazeroso,
mais digno,
mais humano.
Se você não encontrar razões para ser livre, invente-as.
Seja criativo.
E aproveite para fazer uma viagem despretensiosa,
longa, se possível sem destino.
Experimente coisas novas.
Troque novamente.
Mude, de novo.
Experimente outra vez.
Você certamente conhecerá coisas melhores
e coisas piores do que as já conhecidas,
mas não é isso o que importa.
O mais importante é a mudança,
o movimento,
o dinamismo,
a energia.
Só o que está morto não muda !

quinta-feira, 2 de dezembro de 2010

Adeus, Alfredo!

Eu não queria ter que te mandar embora, queria que você continuasse comigo, me fazendo companhia... Mas a minha saúde precisa vir em primeiro lugar! Ou eu te doava para outra família, ou poderia passar o resto da vida dependendo de remédios para minha alergia.
Agora, não preciso mais manter todas as portas do apartamento fechadas. Não tem ninguém subindo na TV. Ninguém mais vai rasgar algum papel que eu esqueça sobre a mesa, nem furar o meu squeeze da academia. Ninguém vai estragar meu sofá, tentar escalar a cortina, mexer onde não deve. É, algumas vezes você me enchia o saco. Não foi fácil me adaptar à você, ao seu comportamento, às suas manias.
Mas você era meu companheiro, meu negão, meu preto. Era quem me esperava na porta quase todos os dias. Era quem me dava bom dia pela manhã. Era quem me chamava para brincar, justo nas horas em que eu estava ocupada. Era quem me seguia pela casa, quem roçava o rabo nas  minhas pernas. Era quem ronronava de alegria por ganhar um carinho meu.
Alfredo, vou sentir sua falta. Muita. Seja feliz na sua nova casa. Eu vou tentar ser feliz sem você aqui.

quarta-feira, 1 de dezembro de 2010

segunda-feira, 29 de novembro de 2010

Triste, tristinha.
A mosca do cocô do cavalo do bandido.
Um lixo.
Um nada. O nada.
Down.

... Alguém anotou a placa do caminhão que me atropelou hoje?


terça-feira, 23 de novembro de 2010

Entre ser feliz e ter razão

Recebi este texto por e-mail. Não sei quem é o autor, mas achei bastante interessante. É uma pequena (e simples) lição de vida. Afinal, o que queremos realmente, ser feliz ou ter razão? Precisamos aprender que uma coisa não depende da outra...


Oito da noite numa avenida movimentada.
O casal já está atrasado para jantar na casa de uns amigos.
O endereço é novo, assim como o caminho que ela conferiu no mapa antes de sair.
Ele dirige o carro.
Ela orienta e pede para que vire, na próxima rua, à esquerda.
Ele tem a certeza de que é à direita.
Discutem.
Percebendo que além de atrasados, poderão ficar mau humorados, ela deixa que ele decida.
Ele vira à direita e percebe que estava errado.
Embora com dificuldade, admite que insistiu no caminho errado, enquanto faz o retorno.
Ela sorri e diz que não há problema algum em chegar alguns minutos mais tarde.
Mas ele ainda quer saber:
- Se você tinha tanta certeza de que eu estava tomando o caminho errado, deveria insistir um pouco mais.
E ela diz:
- Entre ter razão e ser feliz, prefiro ser feliz. Estávamos à beira de uma briga, se eu insistisse mais, teríamos estragado a noite.

MORAL DA HISTÓRIA: Esta pequena história foi contada por uma empresária durante uma palestra sobre simplicidade no mundo do trabalho. Ela usou a cena para ilustrar quanta energia nós gastamos apenas para demonstrar que temos razão, independentemente de tê-la ou não. Desde que ouvi esta história, tenho me perguntado com mais frequência: “Quero ser feliz ou ter razão?”

segunda-feira, 15 de novembro de 2010

Um texto da Lya Luft

Recebi o texto abaixo por e-mail. É uma boa reflexão. Mudemos!

Mês passado participei de um evento sobre as mulheres no mundo contemporâneo .
Era um bate-papo com uma platéia composta de umas 250 mulheres de todas as raças, credos e idades.
E por falar em idade, lá pelas tantas, fui questionada sobre a minha e, como não me envergonho dela, respondi.
Foi um momento inesquecível...
A platéia inteira fez um 'oooohh' de descrédito.
Aí fiquei pensando: 'pô, estou neste auditório há quase uma hora exibindo minha inteligência, e a única coisa que provocou uma reação calorosa da mulherada foi o fato de eu não aparentar a idade que tenho? Onde é que nós estamos?'
Onde não sei, mas estamos correndo atrás de algo caquético chamado 'juventude eterna'. Estão todos em busca da reversão do tempo.
Acho ótimo, porque decrepitude também não é meu sonho de consumo, mas cirurgias estéticas não dão conta desse assunto sozinhas.
Há um outro truque que faz com que continuemos a ser chamadas de senhoritas mesmo em idade avançada.
A fonte da juventude chama-se "mudança".
De fato, quem é escravo da repetição está condenado a virar cadáver antes da hora.
A única maneira de ser idoso sem envelhecer é não se opor a novos comportamentos, é ter disposição para guinadas.
Eu pretendo morrer jovem aos 120 anos.
Mudança, o que vem a ser tal coisa?
Minha mãe recentemente mudou do apartamento enorme em que morou a vida toda para um bem menorzinho.
Teve que vender e doar mais da metade dos móveis e tranqueiras, que havia guardado e, mesmo tendo feito isso com certa dor, ao conquistar uma vida mais compacta e simplificada, rejuvenesceu.
Uma amiga casada há 38 anos cansou das galinhagens do marido e o mandou passear, sem temer ficar sozinha aos 65 anos.
Rejuvenesceu.
Uma outra cansou da pauleira urbana e trocou um baita emprego por um não tão bom, só que em Florianópolis, onde ela vai à praia sempre que tem sol.
Rejuvenesceu.
Toda mudança cobra um alto preço emocional..
Antes de se tomar uma decisão difícil, e durante a tomada, chora-se muito, os questionamentos são inúmeros, a vida se desestabiliza.
Mas então chega o depois, a coisa feita, e aí a recompensa fica escancarada na face.
Mudanças fazem milagres por nossos olhos, e é no olhar que se percebe a tal juventude eterna.
Um olhar opaco pode ser puxado e repuxado por um cirurgião a ponto de as rugas sumirem, só que continuará opaco porque não existe plástica que resgate seu brilho.
Quem dá brilho ao olhar é a vida que a gente optou por levar.
Olhe-se no espelho...

Quase um segundo (by Herbert Vianna)

Eu queria ver no escuro do mundo
Aonde está o que você quer
Pra me transformar no que te agrada
No que me faça ver
Quais são as cores e as coisas pra te prender
Eu tive um sonho ruim e acordei chorando
Por isso eu te liguei

Será que você ainda pensa em mim?
Será que você ainda pensa?

Ás vezes te odeio por quase um segundo
Depois te amo mais
Teus pêlos, teu gosto, teu rosto, tudo
Tudo que não me deixa em paz


Quais são as cores e as coisas pra te prender?
Eu tive um sonho ruim e acordei chorando
Por isso eu te liguei

Será que você ainda pensa em mim?
Será que você ainda pensa?

terça-feira, 9 de novembro de 2010

Teatro dos Vampiros (by Renato Russo)

Sessão nostalgia... Hoje eu estou me sentindo meio como essa música...

Sempre precisei de um pouco de atenção
Acho que não sei quem sou
Só sei do que não gosto
E destes dias tão estranhos
Fica a poeira se escondendo pelos cantos.

Este é o nosso mundo:
O que é demais nunca é o bastante
E a primeira vez é sempre a última chance.
Ninguém vê onde chegamos:
Os assassinos estão livres, nós não estamos.

Vamos sair - mas não temos mais dinheiro
Os meus amigos todos estão procurando emprego
Voltamos a viver como há dez anos atrás
E a cada hora que passa
Envelhecemos dez semanas.

Vamos lá, tudo bem - eu só quero me divertir.
Esquecer, dessa noite ter um lugar legal p'rá ir
Já entregamos o alvo e a artilharia
Comparamos nossas vidas
E esperamos que um dia
Nossas vidas possam se encontrar.

Quando me vi tendo de viver comigo apenas
E com o mundo
Você me veio como um sonho bom
E me assustei

Não sou perfeito
Eu não esqueço
A riqueza que nós temos
Ninguém consegue perceber
E de pensar nisso tudo, eu, homem feito
Tive medo e não consegui dormir.

Comparamos nossas vidas
E mesmo assim, não tenho pena de ninguém.