quinta-feira, 21 de fevereiro de 2013

Paciência (?????)

Acho que a paciência realmente não é uma das minhas maiores virtudes.
Não aguento mais repetir a mesma coisa mil vezes... Já perdi a conta de quantas vezes respondi às perguntas: "É para quando?", "Vai ser cesárea?"
Sinceramente, dá vontade de pendurar uma placa no pescoço com as informações... Ou de desaparecer por uns dias, sem telefone ou internet, e só voltar ao meio social depois que a minha filha nascer...
E o pior é que dá para contar nos dedos quantas são as pessoas que perguntam porque realmente gostam de mim. Muitas perguntam apenas por curiosidade, ou por falta de assunto, mesmo. Mas quem tem que repetir incessantemente a mesma coisa sou eu.
As pessoas deviam simplesmente aguardar as notícias. Quando ela nascer, eu vou avisar. Pelo menos às pessoas que acho que realmente devem ser avisadas. Aliás, essas são as que menos perguntam. Porque são aquelas que me conhecem e sabem que a perguntação não me agrada.
É. Talvez essa seja uma forma de reconhecer quem é amigo de verdade...

terça-feira, 19 de fevereiro de 2013

Uma carta de dor e revolta


Carta de Marcella Martins, Santa Maria – RS, à  Presidente Dilma
Engula o choro, presidente. Engula o choro ao falar da  tragédia de Santa Maria. Engula o choro e todos os problemas desse país que nele  estão escancarados. Engula, que o medo do segurança de ser demitido neste país é  maior do que sua consciência de deixar as pessoas saírem sem pagar suas contas  para não morrerem. Engula a soberba dos donos de empresa desta nação que não  estão nada preocupados com pessoas como eu e até mesmo como a senhora, porque  estão focados demais em lucrar, e preferem fechar as portas como numa câmara de  gás a ter prejuízos. Engula a pressão que todos os seus funcionários sentem  todos os dias. Engula que para arcar com seus altíssimos impostos, todos eles  dão um jeitinho bem brasileiro de se desviar dos regulamentos e leis. Engula que  os órgãos responsáveis por evitar que isso aconteça não funcionam. Engula que  eles deixaram essa, entre tantas e tantas casas mais, funcionar sem licença.  Engula que provavelmente alguém que também ganha pouquíssimo aceitou um suborno  para que isso acontecesse. Engula que a senhora deu “é” sorte por ser apenas  essa casa entre todos os tantos lugares que deveriam estar fechados, que caiu na  boca da mídia. Engula a mídia que vai atacar com todo o sensacionalismo possível  em cima das famílias que estão procurando celulares em cima de corpos para  reconhecer seus filhos. Engula as operadoras que não funcionam e que  provavelmente impediram uma série de vítimas a pedirem socorro. Engula que o  socorro que chega para se enfiar em lugares como este, pegando fogo, cheio de  corpos de jovens para serem resgatados, recebe um salário vergonhoso, com  descontos ainda mais vergonhosos, e ainda assim executam um trabalho triste e  digno antes de voltarem para a casa e agradecerem por seus próprios estarem  dormindo.
Não, presidente. Não chore ao falar da tragédia.  Faça! Faça alguma coisa. E pare de nos dar como exemplos uma série de  catástrofes para tomar medidas idiotas que não valerão de nada alguns meses  depois. Não se emocione. Acione! Acione a todos os órgãos públicos, faça uma  limpa em sua maldita corrupção e devolva à segurança pública, às instituições  sérias, aos professores, aos bombeiros, aos enfermeiros, aos seguranças, aos  jovens, o mínimo de dignidade. Não faça um discurso. Mude o percurso. Mude tudo  porque estamos cansados de ver nossos iguais pegando fogo, morrendo afogados,  morrendo nas filas dos postos de saúde, morrendo no “crack”, morrendo, morrendo,  morrendo, e tendo como última imagem aquela TV aos fundos anunciando o fim de  mais uma bilionária obra de estádio de futebol.
Não, presidente.  Desculpe, mas na minha frente a senhora não pode chorar. Não pode chorar sua  culpa. Não pode chorar sua inércia. Não pode chorar no Chile, mas também não  pode chorar em Santa Maria. Porque isso é muito maior do que só um acidente.  Isso é muito maior do que só sua comoção. Engula o seu choro, presidente. O seu,  o dos jovens que perceberam que não teriam mais o que fazer que não morrer, e em  especial, o de seus amigos e familiares, que em um país como esse, não têm outra  opção que não chorar. Engula o choro, presidente.”

MARCELLA  MARTINS

sexta-feira, 18 de janeiro de 2013

Crianças desajeitadas


Assistindo ao filme dos Smurfs, um dos homenzinhos azuis chama a nossa atenção logo nas primeiras cenas. O Smurf Desastrado (Clumsy, em inglês) tromba, derruba, tropeça, esbarra em tudo e em todos. Além disso, é impedido pelos amigos de participar do ensaio para a festa da Lua Azul, devido à sua “falta de jeito”. Ao ver a cena, a reação das pessoas varia: algumas caem na gargalhada, outras pensam “coitadinho”, e ainda há aquelas que acham um absurdo alguém ser tão desajeitado e atrapalhar a vida dos demais com seu comportamento estabanado.
Existem no mundo milhares de crianças como o Smurf Desastrado. Crianças que vivem trombando nas coisas, quebrando os brinquedos, não aprendem nunca a fazer letra cursiva, têm dificuldades para recortar, não conseguem manejar fechos e botões, são péssimas em esportes, etc, etc, etc... Essas crianças muitas vezes são rotuladas como preguiçosas, incompetentes, e ninguém consegue explicar como e por que crianças tão inteligentes têm tantas dificuldades motoras.
A resposta é Transtorno do Desenvolvimento da Coordenação (TDC). Este transtorno, apesar de não ser muito diagnosticado nos consultórios médicos, é mais frequente do que se imagina. De acordo com estatísticas internacionais, ele acomete 5 a 8% das crianças em idade escolar (isso significa que, em uma sala de aula com 30 crianças, pelo menos 1 a 2 crianças apresentam o transtorno!!!).
As causas do TDC ainda não são conhecidas, mas sabe-se que existe um componente neurológico, apesar de que nenhum teste ou exame consiga detectar o transtorno. O diagnóstico é feito com base nas queixas apresentadas pela família e/ou pela escola. O tratamento é feito por terapeutas ocupacionais, fisioterapeutas, educadores físicos, e é voltado principalmente para melhorar o desempenho da criança nas atividades do dia a dia, e melhorar a coordenação motora.
No Brasil, ainda são poucas as pesquisas sobre o TDC, mas, independentemente da nacionalidade da criança, sabe-se que é importante procurar ajuda, para evitar os efeitos secundários na autoestima, socialização, e desempenho ao longo da vida. Portanto, se você acredita que sua criança é mais desajeitada que o normal, se a “falta de jeito” no dia a dia causa preocupação, procure o pediatra, um neurologista infantil, ou um terapeuta ocupacional e relate suas queixas. Quanto mais cedo a criança iniciar o tratamento, maiores são as chances de ela conseguir vencer suas dificuldades e melhorar sua qualidade de vida, evitando problemas futuros.
No link http://dcd.canchild.ca/en/EducationalMaterials/resources/DCDportuguese.pdf está disponível uma cartilha sobre TDC, caso você se interesse por mais informações.
Ah! E se você viu o filme dos Smurfs, deve se lembrar de que, apesar de todas as dificuldades, o Desastrado acaba se tornando o herói da história... Então, acredite sempre que a sua criança também pode superar as dificuldades!!!

terça-feira, 15 de janeiro de 2013

Preocupante...

Recebi ontem um e-mail enviado pela minha mãe, cujo título era "Preocupante", com as charges que se seguem.
Realmente, são situações muito comuns e frequentes nos dias atuais, e as tirinhas servem para nos estimular a refletir sobre nossas atitudes, as mudanças de valores que estão ocorrendo, a supervalorização da tecnologia e banalização dos contatos sociais, etc. 
São tirinhas preocupantes, mas, principalmente, reflexivas. Vale a pena pensar sobre a que estamos dando importância em nossas vidas...








sexta-feira, 11 de janeiro de 2013

Redes sociais


Poucos dias antes de desativar meu perfil na rede social Facebook, dei de cara com a charge acima. Podia ser apenas mais uma dessas charges "virais" que se espalham espantosamente rápido na rede, mas acabou me chamando a atenção, pois infelizmente reflete o que realmente vemos por aí...
Nas redes sociais, as pessoas reclamam, desabafam, xingam os políticos, os juízes de futebol, criticam tudo e todos, e na maioria das vezes não tomam nenhuma atitude prática e objetiva. Na minha opinião, as redes sociais têm deixado as pessoas mais acomodadas do que já costumavam ser. É muito prático e fácil reclamar de qualquer coisa pela internet. E ficar esperando que alguma coisa mude...
Não estou dizendo que as redes sociais são totalmente inúteis, não é isso. Algumas pessoas utilizam a rede para fazer coisas boas, encontram pessoas desaparecidas, fazem campanhas de doação de sangue, alimentos, etc, utilizam a rede para divulgar uma causa importante para o maior número de pessoas, enfim, fazem algo de bom com a possibilidade de estar em contato com milhares (ou milhões?) de pessoas em pouco tempo. Mas a grande maioria usa mesmo para reclamar da vida, para criticar (sem agir) tudo aquilo que não concordam, para vigiar a vida alheia. E tem aquelas que, seja por consciência pesada ou por baixa auto-estima, vestem a carapuça de tudo o que é publicado pelos seus amigos.
Enfim, por várias razões, decidi desativar minha conta. Percebi que estava gastando horas preciosas do meu tempo conectada na vida alheia, percebi que muito do que eu postava estava sendo encarapuçado pelas pessoas que conheço, percebi que tem gente que está ali e nunca posta nada, nunca comenta ou curte nada, mas sabe da vida de todo mundo. Sei lá, pelo menos temporariamente, quero ficar fora disso tudo. Meu foco agora é curtir o restinho da minha gravidez e a chegada da minha filha, e tenho pavor de que ela fique exposta na internet. Talvez um dia eu reative a minha conta, o meu perfil. Mas, por enquanto, prefiro ser chamada de anti-social...

segunda-feira, 31 de dezembro de 2012

Balanço 2012

Ufa! O balanço de 2012 é positivo, graças a Deus. Mas este foi um ano MUITO intenso... A vida deu umas cinco voltas (ou mais?) de 360 graus.
O Réveillon já foi caótico. Depois de passar 31 de dezembro na casa de praia de uma amiga, sem água e sem energia elétrica, sem saber se seria necessário entrar 2012 sem banho, veio uma tempestade "daquelas". Muita chuva, vendaval, mar agitado... No fim das contas, meu primeiro Reveillon na praia foi um fiasco. Nada de pular 7 ondas e, além disso, a "boate" montada na beira da praia literalmente foi pelos ares. Felizmente, tudo aconteceu antes de chegarmos na festa...
Depois desse caos no Réveillon  o primeiro semestre foi recheado de decepções, problemas de saúde, problemas no trabalho, insegurança.  Logo no final de janeiro, minha avó materna faleceu. Menos de uma semana depois, foi uma tia-avó. Duas perdas na família em 5 dias. E tive que voltar para Curitiba e deixar minha mãe sozinha neste momento. Afinal, tinha que ir trabalhar...
O pior momento foi em abril, quando recebi o diagnóstico de útero infantil, e meu sonho de ter filhos poderia ser impossível de se realizar. Literalmente, tive vontade de morrer. Fiquei extremamente deprimida, passei mais de 48 horas sem sequer sair da cama. Foram milhares de exames, consultas com vários médicos, e finalmente descobri que eu poderia fazer um tratamento e, talvez, ser mãe.
Além disso, revi muitas coisas sobre minha vida pessoal, e consegui fazer as pazes com uma pessoa muito importante na minha vida.
Então veio a greve na universidade, que serviu para me mostrar muita coisa sobre minha vida profissional. E serviu para engravidar, mesmo sem tratamento...
E a gravidez serviu para tirar muitas máscaras, e corrigir a ilusão que eu tinha sobre algumas pessoas, especialmente sobre o pai da minha filha, que se mostrou um verdadeiro idiota e egoísta.
No final do ano, comprei meu primeiro apartamento, depois de uma verdadeira novela com o financiamento da Caixa, o serviço de despachante, e os vendedores do imóvel. E hoje moro sem pagar aluguel!!!
É, 2012 não foi um ano fácil, especialmente o primeiro semestre. Mas, entre mortos e feridos, salvaram-se todos... rs
Hoje espero a chegada da minha tão desejada filha, e moro em um imóvel que é meu. Só por isso 2012 já valeu a pena...

Que venha 2013!!!!

domingo, 30 de dezembro de 2012

O fim e o começo

O texto a seguir, de autoria de Martha Medeiros, foi publicado no jornal Hoje em Dia, nesta edição de domingo. É um texto bastante interessante, que reflete muito do que eu penso sobre 2012...


Como era de se esperar, não teve fim de mundo. Mas 2012 não foi um ano qualquer. Muitas pessoas à minha volta sentiram algo parecido com o que senti: que este foi um ano de intensidade única, com uma energia capaz de encerrar etapas. Um ano de despedidas, algumas concretas, outras mais sutis. Houve quem tenha terminado casos mal resolvidos, quem tenha se conscientizado de um problema que não queria ver, quem se deu conta da fragilidade de uma situação, quem tenha aceitado um desafio que exigiu coragem, quem tenha enfrentado uma situação transformadora, quem tenha se jogado num estilo de vida diferente. Olho para os lados e vejo que 2012 não passou em branco para quase ninguém. Pelo menos não para mim, nem para pessoas próximas.

Meu microcosmo não revela o universo inteiro, lógico. Você talvez não tenha percebido nada de incomum no ano que passou, mas ainda assim seria interessante promover um fim categórico, encerrar o ano colocando uma pedra em algo que não lhe convém mais. Geralmente chegamos ao final de dezembro focados apenas no recomeço, na renovação, nos planos, sem nos darmos conta de que, para que nossas resoluções sejam cumpridas mais adiante, não basta pular sete ondas, comer lentilhas e outras mandingas. É preciso que haja, sim, o fim do mundo. O fim de um mundo seu, particular.

Qual o mundo que você precisa exterminar da sua vida?

Sugestão: o mundo do bullying cibernético. Ninguém é autêntico por esculhambar o trabalho dos outros, sendo agressivo e mal-educado só porque tem a seu favor o anonimato na internet. Perder horas na frente do computador demonstra sua total incapacidade de convívio. Bum! Fim desse mundo estreito.

O mundo da prepotência, aquele que faz você pensar que todos lhe estenderão um tapete vermelho sem você precisar dar nada em troca. Qualquer um pode ser profético quanto a seu futuro: passará o resto da vida achando que ninguém lhe dá o devido valor, isolado em sua torre de marfim.

O mundo obcecado do amor doentio, aquele amor que só persiste pelo medo da solidão, e que de frustração em frustração vai minando sua possibilidade de ser feliz de outro modo.

O mundo das coisas sem importância. Quanta dedicação ao sobrenome do fulano, à conta bancária do sicrano, à vida amorosa da beltrana, o quanto ela pagou, o quanto ele deveu, quem reatou. Por cinco minutos, vá lá. Os neurônios precisam descansar. Mas esse trelelé o dia inteiro, socorro.

O mundo do imobilismo. Do aguardar sem se mover. Da espera passiva pelo momento certo que nunca chega.

2012 prenunciou um cataclismo, só que não era global, e sim individual. Impôs que cada um desse um fim à vida como era antes e que promovesse uma mudança interna, profunda e renovadora. Feito?

Então que venha um 2013 do outro mundo para todos nós."

sexta-feira, 7 de dezembro de 2012

O novo apê

Supostamente, eu deveria estar feliz. É, eu deveria. Afinal, amanhã vou me mudar para o meu apartamento. Imóvel próprio, o sonho de milhares, aliás, milhões de pessoas neste mundo. Em breve, livre do aluguel.
Mas não estou feliz... Não estou me mudando para o lugar que eu gostaria de ir. Vou me mudar, mas vou continuar aqui. Aqui, onde não gostaria de estar.
O jeito é tentar me alegrar com o fato de que agora poderei, pelo menos, planejar e organizar o quarto do meu bebê. Os últimos meses foram tão tumultuados que nem tive tempo de cuidar dessas coisas...
É, eu deveria estar feliz.

quinta-feira, 6 de dezembro de 2012

domingo, 25 de novembro de 2012

Deu zebra!!!

Era fim de tarde do dia 12 de abril de 2012. Depois de exames de rotina, a ginecologista diz "não sei se você pode engravidar, seu útero é do tamanho do útero de uma adolescente de 11 anos, não é maduro o suficiente para suportar uma gestação".
Começa o meu desespero. Sempre tive o sonho de ser mãe, e essa notícia tirou meu chão. Passei dias sem querer sair da cama, parecia um zumbi, não tinha ânimo para nada. Cheguei a passar quase 48h sem sair da cama, só chorava. A dor chegava a ser física. Não dormia, não comia, não conseguia trabalhar. 
A única vantagem disso tudo, foi que o diagnóstico me fez rever muitas coisas na minha vida, e acabei retomando contato com uma pessoa muito importante na minha história, da qual eu tinha me afastado por orgulho, imaturidade ou sei lá por que...
Decidi procurar uma segunda opinião, fui a outro médico que me disse que realmente meu útero era muito pequeno, mas que talvez houvesse tratamento, e me recomendou procurar um especialista em reprodução. Claro que me animei um pouco, mas sabia que poderia começar um caminho de muito stress, muitos gastos financeiros e, talvez, de prováveis fracassos e frustrações.
E talvez numa tentativa de escapar de tal tratamento, busquei outra médica, na esperança de ouvir que os dois primeiros atavam errados e que eu seria mãe de maneira natural. Mas ela foi curta e grossa: "não posso te ajudar. Seu útero é muito pequeno. Talvez você consiga engravidar, mas vai precisar de tratamento."
Então, lá fui eu para o especialista em reprodução. Foram milhares de exames de sangue, e vários ultrassom. O diagnóstico foi "realmente o útero é pequeno, mas o principal problema é que o endométrio é muito fino, não suportaria a implantação do embrião. Vamos começar um tratamento hormonal e ver como o útero reage. Serão pelo menos 3 meses, com uso ininterrupto da medicação, para ver o ritmo de amadurecimento do útero. A cada 30 dias, faremos novo ultrassom, para acompanhar a evolução e verificar se o hormônio está adequado." E me passou a receita de um hormônio super forte, para que eu começasse a tomar na próxima menstruação.
Mas, felizmente, deu zebra!!!! Rs (no mundo dos esportes, um resultado inesperado é zebra, não é?)
Nem cheguei a começar o tratamento... Engravidei espontaneamente. De um cara que definitivamente não merece essa bênção, mas era alguém com quem eu estava há dois anos e, na época, eu amava. Um babaca que, mesmo sabendo tudo que passei, me pediu para fazer um aborto. Alguém que, se depender de mim, nunca chegará nem perto da minha zebrinha, pois não merece...
E, exatamente 3 meses após a notícia mais terrível da minha vida, no dia 12 de julho de 2012, recebi a notícia mais maravilhosa de todas. Só não foi mais feliz porque o pai (se é que ele pode ser chamado assim) me pediu para matar a minha zebrinha...
Mas o que interessa é que essa zebra cresce a cada dia, mexe e remexe aqui dentro da minha barriga, está se desenvolvendo bem e, se Deus quiser, em breve estará nos meus braços.
É a minha zebrinha, o meu pequeno milagre. O presente mais maravilhoso que a vida me deu.